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Brasília receberá o Immer – Festival Internacional de Mídias Imersivas e Fulldome

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A ampla programação inclui mostra competitiva, exibição de filmes e performances e debates com especialistas sobre o uso de tecnologias na produção audiovisual 

De 5 a 8 de dezembro, o Planetário de Brasília receberá a 3ª edição do Immer – Festival Internacional de Mídias Imersivas e Fulldome, dedicado a celebrar a arte, a ciência e a educação através de mídias imersivas. Pioneiro no Brasil e na América Latina, o evento estimula a experiência sensorial multidimensional, onde os visitantes experienciam obras de arte de uma forma totalmente nova e conectada ao ambiente. 

O Festival acontece todos os dias das 9h às 23h, no Planetário de Brasília Luiz Cruls, com oficinas e painéis pela manhã, sessões da mostra competitiva à tarde e à noite e performances que misturam arte e tecnologia sempre às 21h. DJs e VJs que projetam conteúdo imersivo ao vivo, também se apresentarão na programação noturna. A abertura acontecerá no dia 5 de dezembro aberta ao público, a partir das 19h20.

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Para Francisco Barretto, fundador do festival, “a motivação é criar um espaço para que artistas, cientistas, educadores e o público em geral possam explorar, aprender e interagir com tecnologias de ponta”. Em um momento em que realidades virtuais, metaversos e inteligência artificial fazem parte do cotidiano, o evento possibilita repensar o uso da arte imersiva, fomentar uma nova produção artística e democratizar o acesso à tecnologia. 

Entre as tecnologias apresentadas no Immer, está o fulldome, a técnica de projeção em superfícies côncavas em 180º que proporciona uma experiência visual e sonora imersiva. A edição de 2024 também marca a expansão física do projeto que, além do Planetário de Brasília, contará com projeções no Planetário da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, também nos dias 5 a 8 de dezembro.

O projeto tem fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC) e é realizado por artistas, pesquisadores e professores. Instituições nacionais e internacionais acadêmicas, de pesquisa e artísticas também são parceiras. Além disso, colaboram festivais internacionais semelhantes como o FulldomeUK, no Reino Unido, o Understanding Visual Music, no Canadá, o Domolleno, na Colômbia, e o +CODE, na Argentina. 

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Live Domo: exibição de filmes e interações 

Esse ano, o immer trará uma novidade: a mostra Live Domo. A palavra “Live”, ‘ao vivo’, em inglês, é usada para se referir a obras criadas ou alteradas em tempo real junto ao público. Domo se refere ao formato fulldome, projeções em 180º na cúpula do Planetário. Na programação do Live Domo, o Immer traz 6 obras inéditas para que o público experimente criações exclusivas que só acontecem naquele momento. Cinco dessas obras foram escolhidas numa chamada pública internacional e tem artistas e grupos do Brasil, Argentina e Colômbia. Dentre os selecionados, há quatro performances e uma instalação interativa.

  • “A Terra é Azul” (Via, Brasil): performance que combina pintura e tecnologia para criar efeitos visuais únicos ao vivo.
  • “Meditação Interplanetária” (Alexandre Rangel, Brasil): uma viagem audiovisual por mundos intergalácticos e interiores.
  • “DARK MATTER (The Space in Between)” (Hernan Roperto, Argentina): exploração das conexões entre o visível e o invisível, utilizando áudio transformado em imagens.
  • “Tesselumen” (Vini Fabretti e Luciano Sallun, Brasil): performance sensorial que mistura efeitos visuais e sonoridades para criar um universo único.
  • “El Macroscopio” (Proyecto Aurora, Colômbia): obra interativa em que os visitantes usam um capacete com uma câmera que detecta os movimentos que afetam os visuais projetados no domo.
  • “SPELL”(thecode, Brasil): obra interativa em que visitantes utilizam os movimentos das mãos para manipular os visuais no domo.
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Mostra competitiva

A mostra competitiva reconhece trabalhos da cena artística mundial na criação de filmes para telas semiesféricas, incluindo narrativas experimentais, poéticas e imersivas, que utilizam o potencial visual e sonoro em projeções em cúpulas. Concorrem à premiação 18 filmes de 10 países, como França, Alemanha, Ilhas Maurício, Brasil, Taiwan e EUA. 

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Os filmes concorrem a: Melhor Filme, Melhor Filme Experimental, Melhor Experiência Sonora e Prêmio Planetário de Brasília. Os vencedores são escolhidos por curadores e o resultado será divulgado no domingo, 8 de novembro, durante a cerimônia de encerramento. Apenas a obra escolhida como Melhor Filme receberá prêmio em dinheiro, de R$ 5 mil.

Os 18 filmes serão projetados das 14h às 20h, de 5 a 8 de dezembro, na parte interna do Planetário, divididos em sessões de 30 minutos. 

Oficinas:

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Voltadas para capacitação técnica e artística na área da arte e tecnologia, exploram temas como síntese de vídeo, design interativo, produção de conteúdo para fulldome e realidade virtual. Entre os objetivos está o fomento da produção artística imersiva no Brasil e a capacitação de profissionais para a produção em formatos imersivos variados.

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Sete oficinas serão oferecidas em Brasília:

  • Introdução ao Fulldome (VJ Nibêra): introdução prática ao universo de projeções em cúpulas.
  • Fazendo VR: Primeiros passos com Unreal Engine (Micaelle Lages): curso prático para criação de mundos virtuais imersivos.
  • Rios de Luz: Explorando pintura e tecnologia (Via): exploração artística combinando técnicas analógicas e digitais.
  • Abstrações Audiovisuais Sensoriais (Alexandre Rangel): criação de experiências audiovisuais imersivas com Hydra e Sonic Pi.
  • Design Interativo e Imersivo: Teoria e Prática (Liana Brazil): criação de uma apresentação sobre o design de uma experiência imersiva e/ou interativa.
  • Introdução à Síntese de Vídeo com Hydra.js (Artur Cabral): introdução à geração de imagens por meio de técnicas de live coding em rede da ferramenta Hydra
  • Imerso Imenso – ambiências e espacialidades sonoras (Ianni Luna): curso de técnicas e suportes para a aplicação de desenhos sonoros na criação/fruição de obras que enfatizam experiências sonoras de imersão.

As inscrições custam R$ 30,00 e é preciso se inscrever no Sympla. Mais informações em: https://immersphere.com.br/oficinas/.

Painéis

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Voltados a produtores culturais, artistas e profissionais de tecnologia, os painéis instigam debates sobre possibilidades de uso da tecnologia na criação artística, com ferramentas inovadoras. Os debates acontecem de 5 a 7 de novembro, entre 14h e 16h, no Planetário.

  • Painel dia 5: Festivais
  • Painel dia 6: Imersividade Interatividade, com Liana Brazil, Alexandre Rangel, Denise Alves e moderação de Artur Cabral.
  • Painel dia 7: Processos Criativos, com Hernan Roperto, Proyecto Aurora, Vini Fabretti, Via e moderação de Francisco Barretto.
  • Painel dia 8: Lightning Talks.

O objetivo é promover o encontro entre profissionais que trabalham projetos de inovação audiovisual e de arte imersiva, buscando fomentar um mercado de arte digital que cresce a cada ano. As inscrições gratuitas estarão abertas, em breve, no Sympla. As turmas estão sujeitas a lotação. Para se inscrever, acesse o link https://immersphere.com.br/ 

Serviço:

Immer – Festival Internacional de Mídias Imersivas e Fulldome

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5 a 8 de dezembro

9h às 23h

Abertura dia 5 de dezembro, às 19h20

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Planetário de Brasília Luiz Cruls (https://maps.app.goo.gl/jmgwhaadUnZNmB9a6)  

Programação no site https://immersphere.com.br/ 

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Saúde

Apresentação musical transforma rotina de pacientes na UPA do Paranoá

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Iniciativa de humanização utiliza a MPB instrumental para levar leveza, conforto e afeto em meio à rotina de urgência e emergência

 

 

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Por Ivan Trindade
As primeiras notas do saxofone ecoaram pelos corredores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Paranoá e, por alguns instantes, o ambiente de urgência e emergência deu lugar a sorrisos e saudosismo. Entre pacientes, familiares e profissionais, a música transformou a rotina do local na tarde desta terça-feira (23), criando momentos de acolhimento e novas memórias.
Um dos mais emocionados era o aposentado Geraldo Joaquim Ramos, de 76 anos. Enquanto acompanhava a apresentação, ele se deixou levar pelas melodias e pelas lembranças despertadas por cada canção. “É muito lindo o estímulo da música para nós que estamos aqui. Não tem dinheiro nenhum que pague e nem palavras suficientes para agradecer essa equipe maravilhosa”, afirma.
A ação recebeu o músico e produtor cultural brasiliense Esdras Nogueira, que apresentou um concerto de canções populares brasileiras instrumental, por meio do projeto “Música Transforma”, com releituras de canções que atravessam gerações e fazem parte da memória afetiva de todos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto Carlos e Milton Nascimento.
Para o musicista, iniciativas como essa reforçam o poder transformador da arte nos mais diferentes espaços da sociedade. “Realizamos a atividade porque acreditamos de verdade que a música transforma. Ela muda a realidade quem está assistindo em um palco, mas também quem está em uma escola ou em um hospital. A música acalma, traz tranquilidade, melhora o dia das pessoas e cria conexões. Música é energia, é troca, e poder viver isso aqui é sempre muito especial”, pontua.
A gerente da UPA do Paranoá, Juliete Andrade, explica que a iniciativa nasceu da compreensão de que cuidar da saúde envolve muito mais do que oferecer tratamentos e medicamentos, mas também de propiciar, mesmo que temporariamente, uma atmosfera de escuta, acolhimento e conexão.
“A gente pensa em um atendimento humanizado. O paciente vem para tratar uma doença, mas não é só isso. A música traz lembranças, desperta sentimentos e ajuda a diminuir a ansiedade em um momento difícil. Isso vale também para os familiares que acompanham esse processo”, destaca a gestora.
Segundo ela, a ação foi construída de forma integrada, reunindo equipes multiprofissionais pelo propósito de proporcionar um momento especial aos pacientes.
“Todo mundo dá um pouco do seu melhor para participar. A nossa intenção é tirar o foco da dor e da doença por alguns instantes. O paciente está fora de casa, longe do ambiente onde se sente seguro. Então buscamos fazer com que ele encontre aqui também esse sentimento de acolhimento e segurança”, completa.
Enquanto as melodias preenchiam os ambientes, sorrisos surgiam entre pacientes, acompanhantes e profissionais. Muitos acompanharam as canções em silêncio, embalados por lembranças despertadas pela música. Outros cantaram baixinho ou simplesmente fecharam os olhos para aproveitar o momento.
Olhar humanizado
A proposta também teve um olhar especial para o bem-estar emocional dos usuários. De acordo com a coordenadora multiprofissional da unidade, Samara Figueiredo, a ação, que contou com um lanche elaborado e aprovado pelos nutricionistas da unidade, respeitando as necessidades dos pacientes, foi pensada considerando especialmente os impactos que a música pode gerar na saúde mental.
“Muitos dos nossos pacientes chegam aqui em sofrimento emocional ou enfrentando momentos delicados. Esta é a segunda vez que participa dessa iniciativa conosco. Neste ano ampliamos a ação para um momento verdadeiramente multiprofissional”, acrescenta.
A emoção também tomou conta dos familiares. A filha do Seu Geraldo, Daniela de Souza, ao acompanhar o pai durante a apresentação resumiu o sentimento vivido naquela manhã. “Foi lindo. Parabéns por essa ação. Obrigada por proporcionar isso para ele e para nós”, frisa.
Por fim, a gerente da unidade reforçou que a iniciativa evidencia que o trabalho desenvolvido nas UPAs administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) vai além da assistência imediata às urgências e emergências.
“O cuidado oferecido diariamente pelas equipes busca contemplar não apenas as necessidades clínicas dos pacientes, mas também aspectos emocionais e humanos que fazem diferença durante a permanência na unidade”, finaliza.

 

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