Politica
Começa competição pelos prêmios do Troféu Câmara Legislativa
Começa no Festival de Brasília competição pelos prêmios do Troféu Câmara Legislativa
Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

A disputa pelos R$ 240 mil em prêmios do 26º Troféu Câmara Legislativa para filmes produzidos no Distrito Federal começou nesta terça-feira (3). Com sessão sempre às 18h, a Mostra Brasília é realizada na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília – sede do 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – e nas cidades do Gama, Planaltina e Taguatinga, simultaneamente.
O filme que abriu a competição foi Caravana da Coragem, um documentário de caráter experimental, dirigido por Pedro B. Garcia. No palco para apresentar o curta, o realizador e a equipe abriram uma faixa onde estava escrito “Queremos o Cine Itapuã de volta”, um apelo para que volte a funcionar o tradicional cinema do Gama. Sobre a produção, o diretor afirmou que foi “um trabalho entre amigos”.
Na mesma linha “experimental”, o curta seguinte, dirigido pelo artista visual, cineasta e designer Silvino Mendonça, “A Sua Imagem na Minha Caixa de Correio”, foi apresentado pelo realizador, que estava acompanhado por membros da equipe.
Já o longa-metragem da primeira noite de disputa – Nada – é a estreia na direção de filmes de Adriano Guimarães, importante nome da cena cultural brasiliense desde os anos 1990, reconhecido internacionalmente, em especial por sua trajetória na criação teatral, ao lado do irmão Fernando Guimarães.
No palco do Cine Brasília, Alisson Machado, produtor do filme, exaltou o trabalho coletivo e lembrou que o diretor o procurou há 12 anos com a ideia para o longa, cujas filmagens ocorreram no período da pandemia. Por sua vez, Adriano Guimarães ratificou a importância da equipe, que compareceu em peso à exibição, e agradeceu a todos que colaboraram com a realização.
A Mostra Brasília – Troféu Câmara Legislativa prossegue com entrada franca, como parte integrante do 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, até a próxima sexta-feira (6), às 18 horas, com entrada franca. Dois curtas e um longa-metragem são apresentados em sequência, a cada dia. Os títulos vencedores serão anunciados no sábado. O júri é composto por Antonio Grassi, ator, diretor e gestor cultural; Catarina Accioly, diretora, roteirista e atriz; e José Delvinei, ator, professor e produtor cultural.
Clique aqui para conhecer os títulos que estão na programação desta quarta-feira (4).
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Politica
Judicialização de concursos cresce no DF e especialista explica como candidatos podem evitar disputas judiciais
DF registrou mais de 53 mil ações relacionadas a concursos públicos em 2025. Especialista aponta que atenção ao edital pode evitar processos.
O número de ações judiciais relacionadas a concursos públicos tem crescido no Distrito Federal. Levantamento recente aponta que o DF registrou mais de 53 mil processos envolvendo classificação em concursos em 2025, sendo a segunda unidade da federação com maior volume de judicializações no país. Entre os principais motivos estão questionamentos sobre notas, formulação de questões e critérios de correção.
A judicialização de concursos públicos costuma ocorrer quando candidatos identificam possíveis irregularidades no processo seletivo ou discordam de decisões tomadas pelas bancas examinadoras. Nesses casos, o recurso ao Judiciário surge como alternativa para contestar resultados ou etapas do certame.
Segundo a advogada administrativista Flávia de Sá Campos, do Centro Universitário UniProcessus, a atuação da Justiça nesses casos ocorre apenas quando há indícios claros de ilegalidade no processo.
“A intervenção judicial é legítima quando há ilegalidade, como erro material, violação ao edital, cobrança de conteúdo fora do programa previsto ou ausência de critérios objetivos de correção”, explica.
A especialista destaca que muitos conflitos poderiam ser evitados ainda nas etapas administrativas do próprio concurso.
“O candidato bem preparado não estuda apenas o conteúdo da prova, mas também acompanha atentamente as regras do edital e os prazos para apresentação de recursos, evitando uma judicialização desnecessária”, afirma.
Flávia também aponta que parte das ações surge em etapas específicas dos certames.
“Grande parte das judicializações em concursos públicos ocorre após reprovações em fases como exames médicos, investigações de vida pregressa ou avaliações documentais. Muitas dessas situações poderiam ser evitadas com a leitura atenta do edital e com a apresentação correta dos documentos exigidos pela banca examinadora”, conclui.
Estudos sobre judicialização em concursos públicos também indicam que grande parte das ações não resulta em alteração no resultado dos certames. Levantamento do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos aponta que mais de 75% das decisões analisadas foram consideradas improcedentes, o que reforça a importância de atenção às regras do edital e aos recursos administrativos previstos nos processos seletivos.
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