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Politica

Debate sobre emprego e saúde marca celebração do Dia Nacional da Visibilidade Trans no DF

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No país que mais mata pessoas trans no mundo, o Distrito Federal possui números menores de violência em comparação a outras unidades da Federação | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

Evento promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania debateu desafios e políticas voltadas para esta população

Por Agência Brasília* | Edição: Ígor Silveira

Formada em pedagogia, Charllete Bruna de Jesus, 33 anos, diz que encontra dificuldades para conseguir empregos e até mesmo entrevistas em sua área de atuação. Segundo a mulher trans, as dificuldades para se inserir no mercado de trabalho aumentaram quando iniciou o processo de transição. Nesta sexta-feira (31), ela participou do evento Nenhum Direito a Menos, organizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado oficialmente em 29 de janeiro.

“O percorrer no mercado de trabalho para mim, foi muito difícil. Foi mais fácil antes da fase de transição. Eu me vestia de homem e as empresas aceitavam mais. Como travesti e mulher transexual, é mais difícil entrar no mercado de trabalho, porque as empresas ainda não estão associando que mulher trans e mulher travesti são mulheres”, disse.

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Além do debate sobre emprego e renda, o evento da Sejus também tratou sobre saúde integral das pessoas trans e outros assuntos que valorizam e interessam à população. A iniciativa se soma a uma série de ações e políticas públicas em favor da comunidade LGBTQIA+.

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No país que mais mata pessoas trans no mundo, o Distrito Federal possui números menores de violência em comparação a outras unidades da Federação – ao longo de 2024 só foi registrada uma morte. Segundo, coordenador de Políticas de Proteção e Promoção de Direitos Cidadania LGBT (COORLGBT), Leonardo Luiz, a meta para 2025 é zerar casos de violência contra a população, mas o resultado é reflexo de políticas públicas adotadas pelo Governo do distrito Federal (GDF), que também oferece uma série de atendimentos específicos para a comunidade LGBTQIAPN+.

“Nós temos um índice muito baixo de violência e assassinato das pessoas trans, sobretudo mulheres trans e travestis, que são as mais marginalizadas na sociedade e temos uma meta de chegar a zero”, disse o coordenador. Ele ainda afirmou que o DF é o único ente federado que mapeou toda sua população trans, que contabilizou 23 mil pessoas.

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Reforço na proteção

A Sejus reforça a proteção e relevância à população com um portal, o Cidadania Trans, o primeiro governamental voltado para a comunidade de travestis, transexuais e transgêneros no Distrito Federal. A secretaria ainda trouxe outras medidas à população, como a inclusão da Parada Gay no calendário oficial de eventos do DF e a criação do POP LGBT da Polícia Civil em parceria com a pasta, que é um protocolo que estabelece parâmetros para atendimento, acolhimento e tratamento à população LGBT, sendo utilizado por todas as delegacias.

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Ainda assim, os relatos como os de Charllete, representam as dificuldades enfrentadas pelas pessoas trans que residem no DF ao lidar com os preconceitos e as portas fechadas no mercado de trabalho e em outras dimensões da vida. O Dia Nacional da Visibilidade Trans começou a ser celebrado em 2004 por conta do início da campanha “Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos. Em casa. Na boate. Na escola. No trabalho. Na vida”.

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A iniciativa foi uma parceria entre o Programa Nacional de IST/AIDS do Ministério da Saúde e um grupo de transexuais e travestis que foram para Brasília participar do lançamento. Segundo o funcionário público Makori Bernardo, 26 anos, a data é importante para debater pautas de interesse das pessoas trans e conscientizar sobre o tema. “Essa data tem uma representatividade muito grande, pois querendo ou não, uma vez ao ano nós não somos invisíveis. Nessa data todas nossas demandas vêm à tona, mas teríamos que tentar de uma certa forma ampliar essa reflexão para o resto do ano. Não adianta dar visibilidade um dia e o restante do ano você massacrar essa população”, afirmou.

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)

Fonte: Agência Brasilia
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Curiosidades

MPT apura carta de supermercado a funcionários com teor eleitoral

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No texto, empresa defende “voto consciente” e mudança
Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) informou nesta sexta-feira (23) que registrou uma Notícia de Fato (NF) para apurar o envio de uma carta pela rede de Supermercados Zona Sul a seus funcionários, às vésperas da eleição.

No texto, a rede defende o “voto consciente” e mudança.  Assinado pelo presidente da empresa, o documento “não cita nominalmente nenhum candidato, mas defende uma revisão de prioridades, posturas e modelos”.

O comunicado foi denunciado pelo vereador Rick Azevedo (Psol), eleito deputado federal. Ele escreveu que “a rede de supermercados de elite da zona sul distribuiu aos funcionários uma carta assinada pelo presidente da empresa em defesa do “voto consciente”. O texto fala em “esgotamento de ciclo e “necessidade de mudança”.

“Isso é assédio eleitoral. Cadê o TSE?”, disse o parlamentar.

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O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro também entrou com uma ação na Justiça contra a rede de supermercados Zona Sul.

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Em nota, a entidade afirma que, ao utilizar sua posição de empregador para disseminar esse tipo de mensagem entre os trabalhadores, a empresa ultrapassa uma linha que precisa ser respeitada.

“Patrão nenhum é dono da consciência política de seus funcionários. Nem pode coagir”, alerta o sindicato.

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“Por trás de discursos genéricos sobre a necessidade de mudar o país, existem interesses políticos e econômicos em disputa. E os interesses de quem emprega nem sempre são os mesmos de quem vive do próprio salário – especialmente quando estão em jogo direitos trabalhistas e conquistas históricas, como o fim da escala 6×1.”

A Agência Brasil não conseguiu contato com a direção da rede de supermercados Zona Sul. O espaço segue aberto para manifestação.

* Matéria atualizada para complementação de informações.

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