Social
Um mergulho lúdico na música brasileira: Festival Em Cantos apresenta Samba na Areia
Inspirado na tradição oral, nas canções aprendidas com as avós e na experiência de Célia como professora de musicalização infantil, Samba na Areia revisita a música popular brasileira sob o olhar sensível da infância. O repertório traz releituras de clássicos da cultura popular, além de composições autorais, em um convite ao brincar, à escuta e ao movimento.
Com cenário afetivo e atmosfera acolhedora, o espetáculo valoriza a diversidade da cultura brasileira e estimula a conexão entre crianças e suas famílias por meio da arte. Uma experiência musical para se viver junto, de coração aberto. A programação do Festival Em Cantos segue até 20 de julho. A Sala Multiuso do Espaço Renato Russo será palco do espetáculo “Sapatos Mágicos” – uma história sem palavras contada por meio do sapateado de Victoria Oliveira e do piano de Plínio Carvalho.
Todos os espetáculos contam com uma intervenção artística de abertura, com vozes educadoras e Serviço: Festival Em Cantos
Na terceira semana do Festival Em Cantos, a proposta segue firme: criar oportunidades de interação verdadeira entre pais e filhos por meio da música. Voltado à primeira infância, o espetáculo Samba na Areia, com Célia Porto, Rênio Quintas e Eduardo Bento, será apresentado no dia 12 de julho, às 16h, no Espaço Cultural SESC Ary Barroso (504 Sul).
Data: 12 de julho (sexta-feira)
Horário: 16h
Local: Espaço Cultural SESC Ary Barroso – 504 Sul
Entrada: Gratuita ou solidária (1kg de alimento para o Instituto Vida Positiva)
Classificação indicativa: Livre – indicado para bebês, crianças pequenas e suas famílias
Social
CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA
Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.
A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.
A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.
O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.
Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.
Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.
É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.
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