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CDH aprova direito da mulher de se ausentar de audiência com agressor

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Proposta aprovada na CDH garante que mulheres vítimas de violência doméstica possam optar por não participar de audiências de conciliação com o agressor; matéria segue para decisão terminativa na CCJ

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (20), o Projeto de Lei (PL) 1.977/2025, que assegura às mulheres vítimas de violência doméstica o direito de não participarem de audiências de conciliação ou mediação em que o agressor esteja presente.

De autoria da senadora Jussara Lima (PSD-PI), a proposta altera o Código de Processo Civil e permite que, havendo alegação de violência doméstica ou familiar, a vítima possa solicitar que o processo siga diretamente para decisão judicial, mesmo sem processo criminal em curso. O objetivo é impedir a revitimização da mulher no sistema de Justiça, além de proteger sua integridade emocional e evitar novos traumas.

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A relatora do projeto, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, ressaltou que a medida é compatível com as competências regimentais da comissão e representa um avanço significativo na proteção das mulheres:

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“É fundamental assegurar que a mulher em situação de violência não seja submetida a um reencontro com seu agressor por mera exigência legal. Isso pode configurar violência processual e injusta revitimização”, destacou.

Em seu parecer, Damares recordou que o Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), em sua Recomendação Geral nº 33, já orienta os países a não encaminharem casos de violência doméstica para procedimentos alternativos de conciliação.

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A relatora também citou estudos doutrinários que reforçam a necessidade de impedir audiências contra a vontade da vítima, sob pena de transformar o processo em novo instrumento de violência.

“A experiência que tive no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostrou a imperiosa necessidade de dispositivos legais mais garantistas em favor das vítimas. Este projeto fecha uma lacuna no ordenamento jurídico e fortalece a rede de proteção”, afirmou a senadora.

O projeto segue agora para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde terá decisão terminativa antes de avançar às próximas etapas do processo legislativo.

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Assessoria de Comunicação – Comissão de Direitos Humanos
Senadora Damares Alves

Tel: (61) 9.9241-7132
E-mail: arthur.reis@senado.leg.br | imprensa.damaresalves@senado.leg.br

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Politica

Obra altera trânsito na terceira saída de Águas Claras

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O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) informa aos moradores de Águas Claras que evitem, temporariamente, o trecho da Avenida das Carnaúbas que dá acesso à terceira saída da região, bem como o trecho da Avenida Parque Águas Claras que também conduz ao mesmo ponto.

No local, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) realiza, nesta segunda-feira (2), obra de reparo da linha de recalque de esgoto.

 

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Em razão da intervenção, as equipes de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF isolaram a área afetada e implantaram faixa reversa na Avenida das Carnaúbas. Neste momento, a via opera com apenas uma faixa de rolamento em cada sentido.

 

O Detran-DF recomenda que os condutores busquem rotas alternativas, com o auxílio de aplicativos de geolocalização, e evitem utilizar a terceira saída de Águas Claras até a conclusão dos serviços

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