Epreendedorismo
Brasília recebe hackathon que conecta games, ciência e regeneração socioambiental
Movement Regenera Hackathon reúne especialistas e criadores para desenvolver protótipos tecnológicos, com R$ 5 mil em prêmios e possibilidades de aceleração de projetos.
Em um mundo que discute caminhos para frear a crise climática — especialmente após os debates do encontro COP 30, que reforçaram a urgência de soluções regenerativas — iniciativas que unem inovação, ciência, tecnologia, criatividade e impacto socioambiental tornam-se ainda mais necessárias. É nesse cenário que surge o Movement Regenera Hackathon, uma maratona que reúne desenvolvedores, designers e inovadores para transformar preocupações em protótipos reais, capazes de regenerar comunidades e inspirar novas formas de futuro.
A Associação Movement Regenera, com o Apoio da FAP-DF – Fundação de apoio à pesquisa do Distrito Federal e em parceria com o Brasília Game Hub e o Instituto Conecta Brasil, realiza entre os dias 5 e 7 de dezembro de 2025, Movement Regenera Hackathon — uma imersão de inovação em ciência, tecnologia e regeneração. O evento é uma maratona de três dias, ou seja, um final de semana inteiro, contabilizando 54 horas de duração. Nesse período, serão criados games e softwares gamificados com foco na regeneração socioambiental e transformação comunitária. As soluções vencedoras receberão um total de R$ 5 mil em premiações, além de apoio técnico e potencial encaminhamento para aceleração ou incubação, com o intuito de tornar projetos viáveis em iniciativas transformadoras no Distrito Federal, Brasil e além.
Com objetivo de gerar soluções tecnológicas que promovam a sustentabilidade, o hackathon desafia equipes multidisciplinares a desenvolver protótipos funcionais em um curto período, estimulando a criatividade, a colaboração e a inovação. Ideias que engajem comunidades, regenerem ecossistemas degradados ou criem novas formas de educação ambiental, social, cultural, terão espaço de destaque.
“A sustentabilidade ainda é fundamental porque nos tira do caminho da degradação. Porém a regeneração abre um novo horizonte, em que não estamos apenas minimizando danos, mas criando as condições para que sistemas naturais e humanos floresçam novamente”, explica Paloma Senna Rodrigues, presidente da associação Movement Regenera.
Durante o hackathon, os participantes terão mentoria especializada, facilitação de workshops, oficinas de design, palestras e acesso a ferramentas tecnológicas para prototipação. As propostas serão avaliadas por uma banca de especialistas, considerando critérios como tecnologia, impacto socioambiental, usabilidade, inovação e viabilidade de implementação.
O Movement Regenera Hackathon conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF) e Instituto Conecta Brasil, Gogo Games, Brasília Game Hub, Associação Abring, Fira Soft Studio de Games, Despausa (programa da TV Cultura de Brasília), Funifier.
Premiação
A premiação totaliza R$ 5.000,00, distribuídos em R$ 3.000,00 para o primeiro lugar, R$ 1.500,00 para o segundo e R$ 500,00 para o terceiro. As equipes premiadas também garantem espaço de apresentação no Palco Visionário do Innova Summit 2026 e estandes no Lounge Movement Regenera do mesmo evento. O hackathon encerra às 19h com um coffee de networking que celebra a criatividade, o aprendizado e a inovação dos participantes.
É importante destacar que a programação completa estará disponível no Instagram da Associação Movement Regenera (@movementregenera). Nos próximos dias, também serão anunciados os mentores e jurados que farão parte da maratona. A participação é totalmente gratuita – basta realizar a inscrição por meio do link disponível no perfil oficial da associação.
Programação
Sexta-feira (5 de dezembro) – Ignição Criativa
16h – Abertura oficial
17h30 – Palestra “O Futuro dos Games é Regenerativo” com Paloma Senna Rodrigues (presidente da Movement Regenera)
18h – Palestra “O Futuro da Alta Performance – Gamificação, IA e Culturas Inteligentes de Engajamento” com Ricardo Lopes Costa
19h – Palestra “A grande era dos ecossistemas digitais – criando sinergia entre tecnologias, inovações, sustentabilidade e Humanidade” com Gustavo Nakanishi
20h – Coffee e início da maratona criativa (desenvolvimento dos protótipos segue pela madrugada)
Sábado (6 de dezembro) Desenvolvimento & Mentorias
8h – Café da manhã
9h às 20h – Desenvolvimento & Mentorias
11h – Workshop Design de Experiência com storytelling e gamificação
com Monclair Cammarota (Ekoá Design de Experiências)
12h – Almoço e trocas entre equipes
14h – Palestra “Empreendedorismo Regenerativo: Como Construir Negócios em Tecnologia que Transformam Comunidades, Empresas, Territórios e Pessoas”
com Alisson Sindeaux (cofundador do Regenera Brasília)
20h – Jantar & Networking (continuidade da maratona criativa durante a madrugada)
Domingo (7 de dezembro) – Finalização & Pitch
8h – Café da manhã
10h – Workshop “Libreoffice – Independência” com Henderson Matsuura Sanches
11h – Workshop “Liderança 5.0: O papel dos líderes na construção de ecossistemas regenerativos” com Elana Sousa
12h – Almoço
14h – Workshop “Frontend em Angular” com Cristiano Meneses
16h às 18h – Entrega dos projetos
17h – Palestra “Regenerar Jogando: O Poder dos Games para um Futuro Sustentável e Consciente” com Raquel Gontijo (Abragames)
18h – Apresentações finais
19h – Premiação e encerramento
Sobre o Movement Regenera
A Associação Movement Regenera tem como valores fundamentais a igualdade no tratamento de seus membros e o compromisso inegociável com a regeneração social, econômica, ambiental e cultural. Seu propósito é mobilizar pessoas, entidades, empresas, comunidades e governos em prol da regeneração, da inovação e do futuro da Terra, promovendo ações orientadas pela ciência, pela tecnologia e pelo desenvolvimento humano.
Por meio de programas, projetos e eventos nacionais e internacionais, a Movement Regenera impulsiona iniciativas regenerativas, tecnológicas, científicas, artísticas, educativas e socioambientais. Seu trabalho inclui residências, hackathons, publicações, experiências colaborativas e ações formativas que buscam inspirar, renovar e consolidar modelos de desenvolvimento sustentável, integrado e consciente.
Atuando como uma plataforma de impacto coletivo, a Movement Regenera fortalece a participação cidadã e fomenta soluções que promovem o bem comum, estimulando a construção de ecossistemas mais resilientes, justos e preparados para os desafios do futuro.
Serviço
Movement Regenera Hackathon
De 5 a 7 de dezembro de 2025
No Brasília Game Hub (305 Norte)
Inscrições e informações: Instagram oficial @movementregenera—
Baú Comunicação Integrada
Camila Maxi – (61) 98334-4279
Michel Toronaga – (61) 98185-8595
Visite nosso site: www.baucomunicacao.com.br
Epreendedorismo
Catadoras de materiais recicláveis protagonizam livro que será lançado em Brasília amanhã (20)

A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, mantém, no Brasil, uma operação que conecta a indústria recicladora dos elos iniciais da cadeia de reciclagem, valorizando e reconhecendo a atuação de cooperativas, catadores e catadoras. “As histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material, ela transforma vidas. Para a Novelis, é um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentável. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.
A escritora Viviane Mansi dá voz às histórias das catadoras brasileiras a partir de uma escuta cuidadosa e de uma escrita sensível, que desconstrói visões simplificadas e estigmatizadas sobre a realidade dessas mulheres, evidenciando que muitas delas foram levadas ao trabalho com resíduos por contextos de vulnerabilidade e encontram nesses espaços fonte de renda, acolhimento e pertencimento. A obra também se expressa na linguagem fotográfica de Magali Moraes, que amplia e aprofunda essas narrativas.
“Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres que, em sua maioria, estão nesse trabalho e, ainda assim, seguem fazendo o melhor que podem com o que têm. É sobre elas e, especialmente, sobre o impacto que a gente gera no mundo e na vida das pessoas ao nosso redor”, afirma a escritora.
“A reciclagem no Brasil tem rosto de mulher. São elas que, no cotidiano invisível, estruturam a base real da sustentabilidade no país, muito antes de qualquer política pública reconhecer”, destaca a CEO da Rede Educare, Kátia Rocha
Sete filhos criados a partir da reciclagem – Uma das histórias do livro é a de Aparecida Ferreira de Maria, de Brasília. Filha de catadores, ao enfrentar a maternidade precoce, aos 18 anos, encontrou na catação uma alternativa viável de renda. Hoje, aos 41 anos, e com sete filhos criados com a reciclagem, atua na defesa da valorização dos catadores. “Aqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua história, e eu vejo que são mulheres muito guerreiras. Elas chegam com histórias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. É um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente”, destaca.
Já Dulce Vale, de Goiânia, iniciou na reciclagem aos 40 anos, após perder o emprego como secretária e precisar reorganizar a vida como mãe solo e chefe de família. Atualmente, é presidente da Central e Forte e é uma das principais lideranças do movimento no país. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma.
De acordo com o Anuário da Reciclagem 2024, são mais de 3 mil organizações de catadores mapeadas no país, reunindo mais de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Esse número, no entanto, representa apenas uma parcela da categoria estimada pelo MNCR. Cerca de 800 mil pessoas vivem da atividade no Brasil. Juntos, esses trabalhadores são responsáveis por impulsionar a recuperação de materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem no país.
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