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Podemos Mulher-DF realiza ação contra feminicídio no Dia da Mulher

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No dia internacional da Mulher, o Podemos Mulher-DF promoveu, na manhã deste domingo (8), uma mobilização contra o feminicídio no Parque Ecológico de Águas Claras. O evento reuniu lideranças comunitárias e membros da sociedade civil, destacando a importância de fortalecer iniciativa de prevenção e apoio ás Mulheres em situação de vulnerabilidade.

 

Diante dos índices preocupantes de feminicídios no Brasil, a ação buscou ampliar o debate sobre formas de proteção e conscientização, ” Esta mobilização do Podemos Mulher é , na verdade, um movimento nacional para combater o feminicídios tanto no DF quanto em todo o Brasil. Não podemos aceitar que tantas mulheres continuem morrendo como vítimas dessa violência” afirmou a presidente do Podemos Mulher-DF, Tatiane Fabíola.

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Durante o encontro, mulheres que caminhavam ou visitavam a unidade de conservação receberam uma nécessaire com lixa de unha, creme hidratante e um cartão com uma mensagem de admiração e carinho. A ação teve como lema: ”Antes de tudo, seja o grande amor da sua vida”.

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CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA

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Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.

A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.

A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.

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O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.

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Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.

Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.

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É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.

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