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Saúde

Novas camas obstétricas reforçam assistência ao parto no Hospital Regional de Santa Maria

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Equipamentos permitem que gestante permaneça no mesmo leito durante pré-parto, parto e pós-parto, ampliando conforto e segurança
Gestantes atendidas no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) agora contam com mais conforto e segurança durante o parto. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebeu novas camas obstétricas do tipo PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), que permitem que a mulher permaneça no mesmo leito desde o início do trabalho de parto até o período pós-parto imediato.
Os equipamentos passam a integrar a estrutura do Centro Obstétrico da unidade, que realiza, em média, 350 partos por mês, sendo mais de 53% deles partos normais.
Projetadas especificamente para o atendimento obstétrico, as camas evitam deslocamentos desnecessários dentro da unidade, proporcionando mais conforto à gestante, maior segurança ao recém-nascido e melhores condições de trabalho para as equipes assistenciais.
A implantação dos novos equipamentos também foi acompanhada de capacitação técnica para profissionais da assistência e da hotelaria hospitalar. O treinamento orientou as equipes sobre o funcionamento das camas e reforçou protocolos voltados à segurança materno-infantil.
Para a gerente da maternidade do HRSM, Ivonete Rodrigues, a chegada das novas estruturas representa um avanço na qualidade do atendimento oferecido às pacientes.
“São camas pensadas exclusivamente para o momento do nascimento, que facilitam a condução do parto normal e oferecem melhores condições para as mães. Ficamos muito satisfeitos com essa conquista”, destaca.
A iniciativa está alinhada às diretrizes da Rede de Atenção Materna e Infantil (RAMI), do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN) e da Rede Alyne, que incentivam uma assistência mais respeitosa, menos intervencionista e centrada na autonomia da mulher durante o parto.
A aquisição das camas obstétricas foi viabilizada por meio de emenda parlamentar da deputada distrital Jaqueline Silva (MDB).
Autora: Talita Motta 
Fotos: Guilherme Bastos/IgesDF
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Saúde

Banho muito quente pode prejudicar a pele e afetar a pressão arterial

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Especialista do IgesDF orienta sobre cuidados para evitar ressecamento, crises alérgicas e outros desconfortos comuns nesta época do ano.
Por Jurana Lopes
Frio, banho muito quente e pele ressecada costumam andar juntos nesta época do ano. O que poucos sabem é que a água em temperaturas elevadas também pode agravar doenças dermatológicas e provocar alterações na pressão arterial. Para evitar esses problemas, especialista do Instituto de Festão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) orienta sobre hábitos simples que ajudam a proteger a saúde durante o inverno.
A pele conta com uma barreira natural que ajuda a manter a hidratação e protege o organismo contra agentes externos. Quando submetida à água muito quente, essa camada protetora é removida com mais facilidade, deixando o tecido mais sensível e vulnerável. Os efeitos costumam aparecer rapidamente, com sintomas como coceira, descamação, ardência e aspecto esbranquiçado.
A alergista e imunologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Danubia Michetti Sasaki, explica que o calor excessivo remove a camada lipídica responsável pela proteção natural da pele.
“Os banhos quentes e prolongados estão entre os principais gatilhos para crises de dermatite atópica e episódios de coceira intensa. O ideal é optar por banhos rápidos, com água morna, além de utilizar sabonetes adequados e manter a pele bem hidratada”, orienta.
O ressecamento intenso também pode causar pequenas rachaduras, facilitando a entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções. Pessoas com doenças dermatológicas, como dermatite atópica, psoríase e alergias cutâneas, costumam sofrer ainda mais com esses efeitos.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a dermatite atópica, doença crônica que provoca inflamação e ressecamento da pele, afeta até uma em cada cinco crianças e cerca de 3% dos adultos brasileiros. Nessa época do ano, os sintomas tendem a se intensificar, principalmente em razão dos banhos quentes e demorados.
Os efeitos não ficam apenas na pele
Os riscos dos banhos muito quentes não se limitam à saúde dermatológica. A água em temperatura elevada faz os vasos sanguíneos se dilatarem, fenômeno conhecido como vasodilatação. Essa reação pode provocar queda da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.
“Essa alteração pode provocar tontura, sensação de fraqueza, mal-estar e até desmaios, principalmente em idosos e pessoas com pressão naturalmente baixa. Além disso, o choque térmico ao sair de um ambiente aquecido para outro mais frio pode elevar a pressão arterial de forma repentina”, alerta Danubia.
Para reduzir os riscos, a especialista recomenda que os banhos tenham duração máxima de dez minutos e sejam realizados com água morna, próxima à temperatura corporal. O uso de sabonetes também deve ser moderado, concentrando-se principalmente nas axilas, pés e região íntima.
Segundo a médica, medidas simples podem contribuir para a prevenção de problemas de saúde nos meses mais frios.
“O banho faz parte dos cuidados diários com a saúde. Ajustar a temperatura da água, evitar longos períodos sob o chuveiro e manter a hidratação adequada são medidas simples que ajudam a prevenir desconfortos e complicações nesta época do ano”, destaca.
Cuidados simples ajudam a proteger a saúde no inverno
  • Prefira banhos mornos e rápidos;
  • Evite o uso excessivo de sabonetes, especialmente os muito perfumados;
  • Aplique hidratante logo após o banho;
  • Mantenha a ingestão de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede;
  • Evite esfregar a pele com força durante a secagem;
  • Redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas que convivem com doenças dermatológicas.
Pessoas que apresentarem coceira intensa, descamação, rachaduras na pele ou episódios frequentes de tontura e mal-estar devem procurar avaliação médica em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado.
Fotos: Divulgação / IgesDF
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