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Damares Alves reafirma apoio a ex-ministra de Bolsonaro e aposta em grande gestão do DF sob comando de Celina Leão

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A senadora ressaltou que já trabalha no plano de governo da pré-candidata ao GDF, durante evento em comemoração aos 23 anos de advocacia de Cristiane Britto

Lideranças políticas, advogados e demais convidados se reuniram na noite de quinta-feira (19), em Brasília, para celebrar os 23 anos de advocacia de Cristiane Britto, em evento que reafirmou o compromisso com a representação feminina no Distrito Federal e no Congresso Nacional.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) enalteceu a trajetória da pré-candidata à Câmara Federal, Cristiane Britto, destacando sua importância estratégica para apoiar a governança de Celina Leão, vice-governadora e pré-candidata ao governo do Distrito Federal. Damares reforçou a necessidade de uma bancada feminina forte no Congresso para apoiar a Celina.

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“O Distrito Federal está com apenas duas mulheres na Câmara Federal nesta legislatura. Já tivemos cinco. Essa redução é um retrocesso que não podemos aceitar. Precisamos de uma mulher representando o DF no Congresso Nacional, porque vamos ter uma mulher governando o Distrito Federal, a partir de 28 de março. Celina Leão será nossa governadora, e as pesquisas confirmam isso. Estamos construindo um Plano de Governo robusto. Estamos pensando em um DF independente, um DF próspero, um DF seguro — e tudo isso passa pela liderança de mulheres preparadas. Imaginem só: Michelle Bolsonaro no Senado, eu no Senado, Cristiane Britto na Câmara dos Deputados, Celina como governadora. Essa é a bancada que o DF merece. Essa é a hora de transformar o Distrito Federal de verdade”, discursou Damares.

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Cristiane Britto construiu uma carreira marcada pela defesa dos direitos humanos, com especial atenção às mulheres e crianças. Sua atuação na advocacia serviu de base para sua passagem pela Secretaria Nacional de Política para as Mulheres e, posteriormente, pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, durante o governo Bolsonaro. Nesse período, Britto participou da aprovação de 81 leis de proteção às mulheres brasileiras, incluindo legislações contra violência política, violência psicológica e programas de combate à violência nas escolas públicas.

A vice-governadora Celina Leão destacou a importância de apoiar mulheres preparadas tecnicamente.

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“Cristiane está preparada para fazer leis na Câmara Federal que representem a garantia de direitos à família brasileira. E ela não veio sozinha. Michelle Bolsonaro está apoiando, Damares Alves está apoiando”, afirmou Leão, reforçando a coesão do grupo político.

A senadora Roberta Acioly (Republicanos RR), que também participou do evento, destacou a capacidade e experiência de Cristiane Britto para ingressar na Casa Baixa. Para Acioly, a candidatura de Britto à Câmara Federal representa uma evolução natural de sua carreira, levando para o Congresso Nacional toda a expertise acumulada nos tribunais.

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“É uma mulher que merece toda a nossa admiração. Vinte e três anos de advocacia — isso não é apenas um número, é uma trajetória de dedicação, competência e compromisso com a Justiça”, afirmou a senadora.

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Cristiane Britto, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a advocacia e com a transformação social.

“A advocacia é minha bússola. Quando assumi o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, tudo que consegui implementar foi alicerçado na experiência que adquiri nos tribunais”, disse Britto, dirigindo-se especialmente aos advogados presentes. “Preciso de vocês para construir um mandato que represente nossa classe com dignidade.”

O evento, realizado no Rei do Camarão Beira Lago, reuniu apoiadores e lideranças políticas em torno de um projeto que promete fortalecer a representação feminina no Distrito Federal. Com Celina Leão à frente do governo local e uma possível bancada feminina no Congresso Nacional — incluindo Michelle Bolsonaro e Damares Alves no Senado, e Cristiane Britto na Câmara dos Deputados — o grupo aposta em uma transformação significativa na política do DF.

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“Essa é a bancada que o DF merece. Essa é a hora de transformar o Distrito Federal de verdade”, concluiu Damares Alves, sintetizando a mensagem central do evento.

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O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres

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Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa a Lei nº 15.438/2026, que amplia o prazo para representação em casos de violência doméstica e busca adequar o sistema penal à realidade das vítimas

A sanção da Lei nº 15.438/2026 ampliou de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica possam apresentar representação criminal contra o agressor, alterando também o marco inicial da contagem para o momento em que a vítima identifica a autoria do crime.

A mudança é vista como um avanço no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer que a denúncia nem sempre ocorre de forma imediata, especialmente em contextos marcados por dependência emocional, financeira e vínculos com o agressor.

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Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a legislação corrige uma distorção histórica do sistema penal

“A vítima nem sempre consegue denunciar de imediato. Muitas estão presas em ciclos de medo, dependência e tentativa de reconciliação”, afirma.

Dados do Ministério das Mulheres mostram a dimensão do problema: em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres, com cerca de 70% dos casos ocorrendo dentro do ambiente doméstico. O país também registrou aproximadamente 1.568 casos de feminicídio no mesmo período.

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Para o especialista, o novo prazo reforça a ideia de que o tempo da vítima não é o mesmo do processo penal.

“Muitas mulheres só conseguem buscar ajuda depois de apoio psicológico ou acolhimento familiar. O sistema precisa considerar essa realidade”, diz Amaury.

A nova lei não altera garantias do acusado nem o devido processo legal, segundo o especialista, mas apenas amplia o prazo para exercício do direito de representação.

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“O Estado não está enfraquecendo o sistema penal, está tornando-o mais compatível com a realidade da violência doméstica”, concluiu.

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Para quem sobrevive ao episódio, a reabilitação torna-se fundamental. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório de fisioterapia oferece atendimento especializado em Neurofuncional Adulto e recebe, em sua maioria, pacientes que sofreram AVC. “Recebemos pacientes em diferentes fases da recuperação. Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área. O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico. “O tratamento é construído a partir das dificuldades que mais impactam a rotina daquela pessoa. Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular, utilizados para auxiliar na recuperação funcional. Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Atualmente na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresenta avanços que surpreendem a família. “Tudo o que ela faz aqui a gente repete em casa. Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata a filha, Francimar Santos. Desafios além da recuperação física A recuperação de um AVC depende muito do tratamento. Por isso, para que os pacientes não interrompam a frequência da fisioterapia, a equipe do HRSM orienta familiares e cuidadores sobre exercícios e estratégias que podem ser realizados em casa, contribuindo para a continuidade do processo de reabilitação. “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, destaca Michelle. Como acessar o serviço O usuário ou seu responsável deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa e, com o encaminhamento médico, solicitar a inclusão na regulação da SES-DF. Após a convocação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Caso seja necessária a continuidade do acompanhamento, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento.

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