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Educação

QUEM DEVE ALFABETIZAR: EDUCAÇÃO INFANTIL OU ENSINO FUNDAMENTAL?

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A Educação Infantil deve ou não ser responsável pela alfabetização? O questionamento é recorrente entre as famílias e professores, envolvendo muita responsabilidade pedagógica e conhecimento sobre o desenvolvimento estudantil.

Considerando o ponto de vista legal e pedagógico, a alfabetização formal não é objetivo da Educação Infantil. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não  estabelece o desenvolvimento integral da criança nessa fase, respeitando o tempo, corpo e as formas próprias para aprendizagem. Assim, a alfabetização para ler e escrever é uma responsabilidade do Ensino Fundamental.

Contudo, a recomendação não significa ausência de intencionalidade. De acordo com a psicopedagoga, psicanalista e neurocientista, Ângela Mathylde Soares, a Educação Infantil deve preparar os pequenos com o desenvolvimento de habilidades básicas para sustentar a leitura e escrita no futuro, como fortalecimento da linguagem oral e interação social.

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O corpo também deve ser considerado. A neurociência explica que o cérebro infantil aprende com movimento, pelo afeto e pela experiência concreta. Antes de aprender o alfabeto, por exemplo, existe o equilíbrio, a coordenação motora, a lateralidade, o esquema corporal, a noção espacial e temporal. A leitura e escrita não existem em um corpo que não sustenta atenção, postura e intenção.

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Assim, a Educação Infantil não deve silenciar o corpo com apostilas e treino de letras, antecipando exigências de um cérebro que ainda não está pronto. Para Ângela, a alfabetização não deve acelerar processos e a infância. A brincadeira e o movimento fazem parte do processo e de uma aprendizagem de qualidade.

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Educação

PF vai investigar incêndio na Universidade Federal de Pernambuco

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Corporação já conversou com reitor Alfredo Gomes
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou nesta quinta-feira (8) que vai instaurar inquérito policial para investigar o incêndio de grandes proporções que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite dessa quarta-feira (7).

Segundo a PF, o objetivo é “apurar todas as circunstâncias e causas prováveis”.

O reitor da instituição, Alfredo Gomes, estima que as chamas tenham causado prejuízo de R$ 100 milhões.

“Outra grande perda no laboratório foram as pesquisas. Funcionavam ali vários grupos de pesquisa, em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. É uma perda irreparável porque são dados de 20 anos de pesquisa que também eram guardados nos espaços”, afirmou Gomes.

A PF informou que já conversou com o reitor e com o comando do Corpo de Bombeiros. Além disso, peritos federais já se deslocaram para a UFPE para examinar o local.

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Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, Alfredo Gomes disse que o prédio atingido – onde funcionavam vários laboratórios – é antigo, mas manutenções e revisões da rede elétrica eram feitas regularmente.

Havia material inflamável nos laboratórios, porém o reitor não acredita que esses produtos tenham sido a causa do incêndio.

“Estamos querendo entender mais profundamente as causas, para, dessa forma, poder tomar as providências necessárias.”

Ele acrescenta que haverá reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros e que foram convocadas instâncias internas para apurar o ocorrido.

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“Acionamos também a Polícia Federal, como é de praxe, para fazer a investigação. Não temos nenhuma ideia específica da causa. Precisamos ouvir a perícia para chegar a uma conclusão.”

Incêndios em série

Este é o terceiro incêndio em instalações da UFPE em menos de duas semanas. No dia 30 de setembro, chamas atingiram o Laboratório de Óptica Não-Linear do departamento de Física e causaram grande dano à sala.

Já no último domingo (4), houve um  incêndio no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, do Centro de Biociências. Segundo a UFPE, os dois incêndios anteriores ficaram restritos às salas onde ocorreram e não deixaram vítimas.

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*texto ampliado às 12h39

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