Cultura
Vencedor do Prêmio Shell, “As Cores da América Latina” faz temporada-relâmpago na CAIXA Cultural Brasília
Espetáculo amazonense cruza teatro e dança para revisitar ritos do Chile, Peru e Brasil. Montagem tem sessão com Libras e audiodescrição e promove duas oficinas com pesquisa de máscaras e presença cênica.
De 2 a 5 de abril de 2026, a CAIXA Cultural Brasília recebe “As Cores da América Latina”, espetáculo da Panorando Cia. e Produtora (Manaus) que combina teatro e dança para atravessar três manifestações populares do continente: a Fiesta de la Tirana (Chile), a Huaconada (Peru) e o Cavalo-Marinho (Brasil). Em uma temporada rápida com apresentações de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h, a montagem aposta em uma encenação altamente visual, marcada por cores vibrantes, musicalidade e máscaras que transformam o palco em um território de celebração e confronto.
Premiado no 34º Prêmio Shell de Teatro (2024), na categoria Destaque Nacional, e vencedor do 23º Prêmio Cenym do Teatro Nacional (2024) por Melhor Trilha Original ou Adaptada, o espetáculo também acumulou indicações importantes (como Melhor Cia de Teatro, Direção de Movimento e Adereços/Objetos de Cena). Em 2025, no XIX Festival de Teatro da Amazônia, conquistou os prêmios de Melhor Visagismo e Melhor Figurino, além de novas indicações em categorias como espetáculo, direção, trilha, iluminação e cenografia.
No centro da cena, as referências latino-americanas aparecem como um manifesto estético sobre temas universais: amor, morte e nascimento. Costurados por imagens e personagens que dialogam com tradições do continente. Um dos elementos que marca a identidade da montagem é o uso de máscaras inspiradas no “Fofão”, figura popular do Carnaval maranhense, que amplia a dimensão ritualística e teatral das “personas” em cena e reforça a potência simbólica do espetáculo.
Acessibilidade
A temporada também prevê uma sessão com recursos de acessibilidade: no dia 4 de abril, o espetáculo terá LIBRAS e audiodescrição e, após a apresentação, acontece um bate-papo com o elenco, ampliando o encontro com o público e os bastidores do processo criativo.
Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA, pessoas acima de 60 anos). A bilheteria fica aberta de terça a sexta e domingo, das 13h às 21h, e sábado, das 9h às 21h. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (61) 3206-6456.
Oficinas: máscaras, upcycling e presença cênica
Além das apresentações, a temporada em Brasília inclui duas oficinas realizadas em 4 de abril, conduzidas por Fábio Moura e Talita Menezes, voltadas a estudantes e pessoas interessadas nas artes cênicas, são 25 vagas para pessoas maiores de 18 anos. As inscrições para as oficinas serão realizadas através do site da Caixa Cultural: https://www.caixacultural.gov.br/Paginas/Brasilia.aspx
Confecção de Máscaras em Upcycling (de 9h às 12h): atividade que compartilha a pesquisa do grupo na criação de máscaras cênicas a partir do reaproveitamento de materiais descartados, investigando possibilidades estéticas e expressivas do “resíduo” como dispositivo de cena, unindo sustentabilidade, experimentação e criação acessível.
Corpo: Jogo, Presença e Máscaras (das 14h às 17h): laboratório prático sobre as múltiplas ideias de presença no trabalho do artista da cena. Em diálogo com a pesquisa de “As Cores da América Latina”, a oficina coloca o corpo em interação com máscaras de tecido originárias de Cusco (Peru), explorando estados de atenção, jogo e composição.
Ficha Técnica:
Direção: Fábio Moura e Talita Menezes
Coreografia: Criação Coletiva
Intérpretes-Criadores: Ana Carolina Nunes, Fernando C. Branco, Lidi Lopes, Miguel Campos, Reysson Brandão e Talita Menezes
Visualidades: Fábio Moura
Pesquisa e Edição Musical: Talita Menezes
Confecção de Figurino: Lú de Menezes
Produção e Iluminação: Fábio Moura
Produção Local: Kacus Martins
Assessoria de Imprensa: Camila Maxi / Baú Comunicação
Sobre a CAIXA Cultural:
A CAIXA Cultural é um centro cultural que valoriza e promove diversas expressões artísticas. Com uma programação diversificada, oferece ao público a oportunidade de vivenciar e apreciar a arte em suas diferentes manifestações. Através do patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, a CAIXA Cultural Brasília fortalece seu compromisso em incentivar e apoiar a cultura local, proporcionando experiências enriquecedoras para todos os públicos.
SERVIÇO
“As Cores da América Latina”, Panorando Cia. e Produtora
Data: 02 a 05 de abril.
04 de abril: sessão com LIBRAS e audiodescrição. Após a apresentação haverá um bate-papo com o elenco.
Horário: Quinta a sábado às 20h. Domingo às 19h
Local: CAIXA Cultural Brasília | Teatro da CAIXA (SBS Quadra 4 Lotes 3/4)
Ingressos: A partir do dia 28 de março. Às 9h, na Bilheteria do Teatro, e às 13h, no site da Bilheteria Cultural: https://bilheteriacultural.com.br/eventos/1.”
Preços: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA, pessoas acima de 60 anos)
Classificação: Livre
Duração: 45 minutos
Contato: (61) 3206-6456
Capacidade: 406 lugares (8 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais
Rede Social: Instagram @panorando
Créditos:
Foto: Bento Clicks
Cultura
Projeto promove vivências formativas em Planaltina-DF e Novo Gama-GO, com evento de encerramento na Fundação Cultural Palmares, em Brasília
Presentes hoje em restaurantes, festivais e diferentes espaços da gastronomia brasileira, muitos dos saberes da cozinha afro-brasileira nasceram e foram preservados nos quintais, nas cozinhas comunitárias e nos terreiros, ambientes nos quais alimento, espiritualidade, memória e vida coletiva sempre caminharam juntos. É desse caldo de histórias, práticas e conhecimentos ancestrais que surge Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana, projeto da Fundação Cultural Palmares, realizado pelos institutos Lente Cultural e Kitanda Cultura de Terreiro.
Em sua segunda edição, o projeto realiza, entre agosto e setembro de 2026, dois ciclos formativos em territórios tradicionais de matriz africana e um encontro público de encerramento. A programação passará pelo Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga, em Planaltina, no Distrito Federal, nos dias 22 e 23 de agosto; pela Casa de Oyá, em Novo Gama, Goiás, em 5 e 6 de setembro; e será concluída em 8 de setembro, na sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília, com a participação da chef e Makota Solange Borges. Ao longo desse percurso, lideranças religiosas, pesquisadoras, cozinheiras, produtoras culturais e representantes das comunidades se reunirão em oficinas, vivências práticas, rodas de conversa e refeições coletivas. As inscrições podem ser feitas, gratuitamente, através de preenchimento de formulário link.
Mais do que realizar encontros pontuais, Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana busca fomentar a preservação, a difusão e o reconhecimento da culinária afro-brasileira como patrimônio cultural. Entre os seus objetivos está o de fortalecer a identidade, a autonomia, o empreendedorismo criativo e a soberania alimentar e nutricional das comunidades tradicionais de matriz africana.
Para a produtora cultural e presidente do Instituto Lente Cultural, Carol Peres, “A salvaguarda dos saberes tradicionais não é apenas uma revisão do nosso passado, mas uma ferramenta indispensável para pensarmos o futuro da cultura no Brasil. Quando reconhecemos e fortalecemos a culinária de matriz africana, estamos valorizando tecnologias ancestrais que unem sustentabilidade, memória e economia criativa. O papel das instituições culturais é justamente criar as pontes e garantir as condições para que esses territórios de resistência continuem sendo os verdadeiros protagonistas da difusão e preservação do nosso patrimônio imaterial”.
A iniciativa parte do entendimento de que a culinária de terreiro não se resume ao preparo de alimentos. Ela carrega conhecimentos transmitidos entre gerações, modos próprios de cultivo, conservação e aproveitamento dos ingredientes, relações com a natureza, práticas de cuidado e formas de organização comunitária.
Ao aproximar patrimônio cultural, segurança alimentar, sustentabilidade e economia criativa, o projeto transforma a herança ancestral em instrumento de fortalecimento dos territórios e de resposta a desafios contemporâneos. A iniciativa também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à fome zero e à agricultura sustentável, à igualdade de gênero, ao trabalho decente e à geração de renda, à redução das desigualdades, à preservação das comunidades e ao consumo e à produção responsáveis.
“O Tabuleiro da Baiana transcende o ato de nutrir; trata-se de uma sofisticada tecnologia ancestral e a materialização do legado das mulheres negras. Como liderança de uma comunidade tradicional Angola Kongo, vejo que essa prática é um pilar para o desenvolvimento sustentável das nossas comunidades. O Tabuleiro é um instrumento vivo de manutenção dos saberes tradicionais, estruturando a nossa proteção social e atuando como um vetor essencial na promoção da segurança alimentar e nutricional. Fruto da inteligência as zungueiras, quitandeiras e ganhaderias, que no Brasil colonial serviu de manobra contra-colonial para subsistência das pessoas negras, legado que perdura na contemporaneidade”, ressalta Tata Luazi Luango, coordenador artístico do projeto.
Primeira vivência acontece no Terreiro da Vovó Maria Conga – Polo I
A primeira etapa será realizada nos dias 22 e 23 de agosto, das 9h às 17h, no Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga, em Planaltina. Durante os dois dias, os participantes poderão conhecer os espaços do terreiro, visitar a horta comunitária, acompanhar o preparo de receitas tradicionais e compartilhar os pratos produzidos nas atividades.
A programação começa com a vivência Terreiro Cerratense, conduzida por Mãe Maria do Cerrado, gestora do Terreiro da Vovó Maria Conga. A atividade apresenta a culinária tradicional de terreiro a partir dos ingredientes, das práticas e dos conhecimentos ligados ao Cerrado. Além da visita ao espaço, os participantes acompanharão o preparo de um prato típico da culinária cerratense, finalizando o encontro com um almoço coletivo.
Mãe Maria do Cerrado também estará à frente da vivência Senzala Gastronômica, dedicada aos saberes transmitidos pelas Pretas e pelos Pretos Velhos. A proposta é abordar a presença da memória, da espiritualidade e da ancestralidade na alimentação, passando pela visita à horta do terreiro, pelo preparo de um prato tradicional da culinária quilombola e pelo compartilhamento da refeição.
A educadora Ekejie Cleide Morais, da Favela Gastronômica, conduzirá a oficina Cozinhas Comunitárias. A atividade será voltada às práticas de segurança alimentar e nutricional, com orientações sobre aproveitamento integral dos alimentos, armazenamento, distribuição e organização das cozinhas populares e comunitárias. Cleide compartilhará experiências construídas em iniciativas que utilizam a alimentação como instrumento de acolhimento, autonomia e fortalecimento coletivo.
Já a afro produtora Ekejie Jackeline Silva apresentará a oficina Afro Paladar, nome do livro e do documentário desenvolvidos por ela. A partir dessas experiências, a facilitadora abordará técnicas de registro e documentação do patrimônio gastronômico afro-brasileiro, além de orientar os participantes na construção de um livro de receitas tradicionais.
Todas as atividades culminam em momentos de convivência à mesa. Os participantes poderão degustar os pratos preparados durante as oficinas, reforçando a ideia de que cozinhar, compartilhar e comer também são formas de preservar memórias, transmitir conhecimentos e fortalecer vínculos comunitários.
Mais do que ensinar receitas, o projeto pretende mostrar como a culinária tradicional constitui um importante instrumento de preservação da identidade afro-brasileira, de fortalecimento comunitário e de geração de oportunidades econômicas para mulheres negras e comunidades tradicionais.
Para facilitar o acesso dos participantes, haverá transporte gratuito com saída da Rodoviária do Plano Piloto, mediante inscrição prévia.
Projeto segue para Novo Gama – Polo II
A segunda vivência acontecerá nos dias 5 e 6 de setembro, na Casa de Oyá, em Novo Gama. A etapa seguirá a metodologia adotada em Planaltina, incorporando conteúdos relacionados à agroecologia, à sustentabilidade, à preservação ambiental e à geração de renda nos territórios tradicionais.
A programação contará com atividades conduzidas pela Yalorixá Jussara Morais, pela agroecologista Muzenza Imoxicongo Raíssa Felipe, por Ekejie Cleide Morais e por Ekejie Jackeline Silva. Os detalhes dessa segunda vivência serão divulgados posteriormente.
O encerramento será realizado em 8 de setembro, na Fundação Cultural Palmares, em Brasília, com apresentação dos resultados do projeto e aula-show da chef e Makota Solange Borges, idealizadora do projeto Culinária de Terreiro e do Festival do Dendê. A programação também contará com lançamento de livro, mesa de debate, apresentações culturais e degustação de pratos preparados especialmente para a ocasião.
SERVIÇO
Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana
Participação: gratuita
Inscrições: link
Vivência Formativa – Polo I
Datas: 22 e 23 de agosto de 2026, sábado e domingo
Horário geral: das 9h às 17h
Local: Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Planaltina (DF) Mapa
Transporte: ônibus gratuito e exclusivo saindo do estacionamento do SESI Lab
Terreiro Cerratense
Facilitadora: Mãe Maria do Cerrado
Carga horária: 4 horas
Cozinhas Comunitárias
Facilitadora: Ekejie Cleide Morais – Favela Gastronômica
Carga horária: 4 horas
Senzala Gastronômica
Facilitadora: Mãe Maria do Cerrado
Carga horária: 4 horas
Afro Paladar
Facilitadora: Ekejie Jackeline Silva
Carga horária: 4 horas
Vivência Formativa – Polo II
Datas: 5 e 6 de setembro de 2026, sábado e domingo
Horário geral: Das 9h às 17h
Local: Casa de Oyá – Novo Gama (GO) Mapa
Transporte: ônibus gratuito e exclusivo saindo do estacionamento do SESI Lab (Plano Piloto-DF)
Tabuleiro da Baiana
Facilitadora: Yalorixá Jussara Morais
Carga horária: 4 horas
Cozinhas Comunitárias
Facilitadora: Ekejie Cleide Morais – Favela Gastronômica
Carga horária: 4 horas
Terreiro Sustentável
Facilitadora: Muzenza Imoxicongo – Agroecologista Raíssa Felipe
Carga horária: 4 horas
Afro Paladar
Facilitadora: Ekejie Jackeline Silva
Carga horária: 4 horas
Encerramento
Data: 8 de setembro de 2026, terça-feira
Horário: A partir das 14h
Local: Fundação Cultural Palmares – Brasília (DF)
Para mais informações, acessar o instragram: https://www.instagram.com/saboresesaberesdeterreiro/
-
Social3 dias agoSIA, Sudoeste e Cruzeiro terão ação de acolhimento à população em situação de rua nesta sexta (21)
-
Saúde3 dias agoBaixa umidade exige cuidados durante a atividade física
-
Curiosidades3 dias agoAdiada a circulação de táxis no corredor exclusivo do BRT Sul
-
Curiosidades3 dias agoAgências do trabalhador oferecem mais de 1,4 mil vagas de emprego nesta quinta-feira (20)
![GIF - Banner Blog [Dia Mundial da Água] ADASA (1)](https://portalbrazilmulher.com.br/wp-content/uploads/2026/03/GIF-Banner-Blog-Dia-Mundial-da-Agua-ADASA-1.gif)



