Cultura
Projeto Trançando Consciência realiza ação especial em comemoração aos 55 anos de Ceilândia
Em celebração ao aniversário de 55 anos de Ceilândia, será realizada no próximo sábado, 28, a primeira edição do Projeto Trançando Consciência, uma iniciativa voltada para a valorização da cultura negra, da identidade periférica e da conscientização racial. A ação acontece no Centro Cultural de Ceilândia, na QNN 13 Área Especial, em Ceilândia Norte, das 9h às 21h.
O projeto surge como uma ferramenta social e cultural que une a ancestralidade das tranças afro com a força expressiva do Hip Hop, promovendo atividades que dialogam diretamente com jovens, mulheres e moradores das comunidades de Brasília. A proposta é contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, fortalecendo a autoestima, o reconhecimento e a valorização da cultura afro-brasileira.
Durante a programação do dia 28 de março, o público poderá participar de workshop de tranças e penteados (e trançar seu cabelo), rodas de conversa, exposição de grafite, atividades culturais, baile charme & passinho, e do ensaio geral do Projeto Cei Canta Rap. A iniciativa também busca incentivar novas oportunidades profissionais, especialmente por meio da arte das tranças, que além de expressão cultural, também representa geração de renda para muitas mulheres negras.
O Projeto é uma realização da ONG ACESSO e coprodução do Instituto Nafros por meio do Termo de Fomento nº 991410/2025 – Processo nº 01420.101596/2025-42, pactuado com a Fundação Cultural Palmares, Governo Federal do Brasil.
Serviço:
Projeto Trançando Consciência
Data: 28 de março (Sábado)
Horário: 9h às 21h
Local: Centro Cultural de Ceilândia, na QNN 13 Área Especial, em Ceilândia Norte
Cultura
Verdade Moldada: a tradição dos pés de lótus às amarras contemporâneas
Espaço Oscar Niemeyer recebe exposição da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe até 12 de maio e propõe reflexão sobre padrões sociais, corpo e pertencimento
A artista nipo-brasileira Akimi Watanabe, radicada em Brasília e filha de pioneiros japoneses na capital, apresenta a exposição Verdade Moldada, na qual utiliza a história dos “pés de lótus” — prática milenar chinesa que mutilava mulheres em nome de um ideal de beleza — como ponto de partida para um questionamento urgente: até que ponto seguimos permitindo que estruturas sociais moldem nossos corpos e nossas escolhas? O olhar sensível e provocador da artista sobre essas questões está em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer. até 12 de maio.
A partir desse recorte histórico, a artista evidencia como, na China imperial, um complexo sistema de valores culturais, filosóficos e econômicos, associado a status e elegância, submetia meninas a dores extremas e a uma vida limitada. Um processo que as transformava, literalmente, em objetos decorativos. A reflexão proposta, no entanto, ultrapassa o passado e se projeta sobre o presente.
Por meio de aproximadamente 100 desenhos sobre nanquim, 5 colagens digitais , 3 instalações, 60 desenhos em nanquim sobre papel e objetos e esculturas, Watanabe constrói uma narrativa sensível e provocativa que convida o público a refletir: “até quando a validação social seguirá sendo parâmetro para transformações do corpo? Em que medida ainda nos moldamos para caber, para pertencer, para sermos vistos?”
A exposição, que conta com a curadoria de Rogério Carvalho, propõe um deslocamento do olhar, instigando o público a identificar os mecanismos contemporâneos que reproduzem, sob novas formas, antigas violências simbólicas. Redes sociais, padrões estéticos, discursos normativos e dinâmicas de pertencimento passam a ser observados como possíveis equivalentes dos “pés de lótus” da pós-modernidade.
”Watanabe não denuncia apenas um passado oriental, ela desmonta a ideia confortável de distância. Ao trazer para o contemporâneo equivalências simbólicas do foot binding, a artista desloca o eixo da discussão. Não se trata de outras culturas, mas de um sistema global de moldagem do feminino, que persiste sob novas linguagens, mais sutis, porém igualmente coercitivas. Hoje, a imposição muitas vezes se disfarça de escolha, de desejo individual, de liberdade aparente. Mas continua operando como estrutura”, observa o curador.
Ao tensionar essas camadas, a artista aponta para uma distopia silenciosa: a crença na autonomia individual dentro de sistemas sutis de controle. Nesse contexto, ecoa a afirmação da ministra do STF, Cármen Lúcia — “não fomos silenciosas, fomos silenciadas” — reforçando que o corpo da mulher segue sendo território de disputa histórica, social e simbólica.
Mais do que revisitar um episódio do passado, Verdade Moldada se apresenta como um convite à consciência crítica, um exercício de percepção sobre as forças que, ainda hoje, influenciam, limitam e redefinem quem somos.
SERVIÇO
Exposição: Verdade Moldada
Artista: Akimi Watanabe
Local: Espaço Oscar Niemeyer
Data: de 9 de abril a 12 de maio
Horário: De terça a sexta — das 9h às 18h/ Sábado domingo — das 9h às 17h
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