Diversas
Cuidado no Carnaval: AASP alerta para golpes que usam falsas decisões judiciais para extorquir dinheiro via Pix
Associação reforça que a Justiça não cobra taxas antecipadas para liberação de processos e lança guia de prevenção para o período de festas
São Paulo, janeiro de 2026 – A AASP – Associação dos Advogados alerta a população para um ponto essencial no combate ao chamado golpe do falso Advogado: a Justiça brasileira não solicita, como regra, qualquer pagamento antecipado para fornecer informações sobre processos, liberar valores ou para que uma causa seja julgada. Mensagens que exigem transferências imediatas, via Pix ou outros meios, devem ser vistas com extrema cautela.
A prática criminosa tem crescido em todo o país e se aproveita, sobretudo, do desgaste emocional e da expectativa de pessoas que aguardam há meses — ou anos — o desfecho de ações judiciais. Ao receberem uma mensagem inesperada com promessas de liberação de valores ou decisões favoráveis, muitas vítimas acabam agindo por impulso, sem confirmar a origem do contato.
“Esses criminosos atuam explorando o psicológico das vítimas. Eles sabem que processos judiciais geram ansiedade, expectativa e, muitas vezes, fragilidade emocional. Ao criar um falso senso de urgência, induzem a pessoa a esquecer de um passo básico: conferir se aquele número é, de fato, do Advogado ou Advogada ou do escritório”, afirma Paula Lima Hyppolito Oliveira, Presidente da AASP.
Segundo ela, a cautela deve ser a primeira reação diante de qualquer pedido de pagamento. “Desconfie sempre de mensagens que pedem dinheiro. Antes de qualquer transferência, é fundamental confirmar o contato por um canal oficial previamente conhecido, como o telefone fixo do escritório, um e-mail institucional ou um número que já esteja salvo na agenda”, orienta.
Escritórios atentos e comunicação oficial
A Presidente da AASP destaca ainda que a Advocacia está atenta ao problema e vem adotando medidas para proteger seus clientes. Escritórios e profissionais têm reforçado avisos preventivos, aprimorado seus canais de comunicação e orientado seus clientes sobre como identificar abordagens suspeitas.
“Advogadas e Advogados não mudam repentinamente seus dados de contato para pedir pagamentos urgentes. A recomendação é clara: toda comunicação deve ocorrer exclusivamente pelos canais oficiais previamente informados ao cliente. Qualquer contato fora desse padrão deve ser tratado com desconfiança”, reforça Paula Hyppolito.
Paula Lima Hyppolito Oliveira, Presidente da AASP.
Campanha “Antes de Confiar, Confirme”
Como parte desse esforço, a AASP mantém a campanha “Antes de Confiar, Confirme”, voltada à conscientização da sociedade e ao apoio aos escritórios de Advocacia. A iniciativa disponibiliza gratuitamente e-book, artes digitais, guia de perguntas e respostas e orientações práticas, para circulação em redes sociais, aplicativos de mensagens, e-mails e canais institucionais.
“Informação é a principal ferramenta de prevenção. Ao orientar a população, protegemos não apenas os cidadãos, mas também a credibilidade da Advocacia, que é exercida com ética, responsabilidade e respeito ao Estado de Direito”, afirma a Presidente da AASP.
Principais orientações à população
A AASP recomenda que cidadãos:
- Desconfiem de mensagens que prometem liberação rápida de valores ou decisões judiciais mediante pagamento;
- Nunca façam transferências sem confirmar diretamente se aquela cobrança é devida, por meio de um canal oficial;
- Mantenham na agenda do telefone os contatos oficiais do escritório responsável pelo seu caso;
- Evitem fornecer dados pessoais ou bancários por mensagens ou links suspeitos;
- Utilizem autenticação em duas etapas em aplicativos e e-mails.
Em caso de golpe, é fundamental guardar provas, como prints das conversas e comprovantes, e registrar Boletim de Ocorrência. A prática configura crime de estelionato (Art. 171 do Código Penal), podendo envolver falsidade ideológica (Art. 299 do Código Penal) e uso indevido da identidade profissional, sendo passível de denúncia às autoridades competentes.
AASP – Associação dos Advogados
Fundada há 82 anos, a AASP – Associação dos Advogados está presente em todo o Brasil e tem a missão de potencializar e facilitar o exercício da Advocacia. Experiente, visionária, disruptiva e cada vez mais consciente de sua responsabilidade social e ambiental, recebendo, inclusive, o selo VGP ao tornar-se signatária do programa de soluções de redução e compensação de carbono em suas ações. Sua trajetória e conquistas são o combustível para ir ainda mais longe, proporcionando a milhares de associadas e associados do país (cerca de 75 mil) inúmeros cursos sobre temas jurídicos relevantes e serviços de excelência, que incluem: intimações on-line com inteligência artificial, emissão e renovação de certificado digital, revistas e boletins periódicos, clipping diário de notícias, plataforma de assinaturas digitais, além de disponibilizar um avançado sistema de pesquisa de jurisprudência e um software de gestão de processos. Além disso, AASP também conta com a iniciativa ‘AASP Verifica’, uma ferramenta que facilita a coleta de provas digitais com total segurança, integridade e autenticidade. É possível conhecer melhor a AASP por meio do vídeo institucional.
Uso correto do nome AASP
A forma correta de se referir à instituição é AASP – Associação dos Advogados. Atualmente, a nossa atuação é nacional, por esse motivo o ‘São Paulo’ não faz mais parte do nome.
AASP é o nome fantasia e deve ser usado em todas as comunicações institucionais, releases, campanhas, parcerias e contatos com fornecedores. Pense em AASP como nosso primeiro nome e Associação dos Advogados como o sobrenome — sempre juntos, nessa ordem.
Diversas
1/4, Dia da Mentira: saiba como agir se o seu filho mente muito
Educadora explica porque mentir faz parte do desenvolvimento infantil e orienta como os adultos devem lidar com a situação
Barueri, março de 2026 – No Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, o tema costuma aparecer em tom de brincadeira. No cotidiano das famílias, porém, quando uma criança começa a negar fatos evidentes ou inventar histórias para escapar de uma bronca, o assunto pode gerar preocupação. Qual pai, mãe ou responsável nunca ouviu de uma criança frases como “não fui eu”, “eu já fiz a lição” ou “o cachorro comeu o chocolate”? Mas afinal, mentir é um sinal de problema no comportamento infantil?
De acordo com Jacqueline Cappellano, coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), as primeiras mentiras costumam aparecer por volta dos três ou quatro anos de idade, fase em que o indivíduo começa a desenvolver habilidades como imaginação, linguagem e compreensão das regras sociais, e percebe que pode manipular informações para evitar punições ou obter algum benefício.
“Esse é um passo importante no amadurecimento cognitivo”, explica. “Na maioria das vezes, a mentira infantil não está ligada à malícia ou à intenção de enganar de forma grave. Muitas vezes, ela surge por medo de punição, para agradar aos adultos ou simplesmente como extensão do universo imaginativo da criança.” A criança muitas vezes mente por receio de perder o amor do adulto, pois não sabe como será sua reação ao contar a verdade sobre algo “errado” que fez.
Segundo a especialista, nessa etapa o “faz de conta” é um recurso importante para o desenvolvimento emocional e criativo. Por isso, nem sempre o que os adultos interpretam como mentira é uma tentativa deliberada de enganar: a criança não faz para manipular, até porque nem teria condições cognitivas para isso. Em determinadas situações, a mentira aparece como forma de autoproteção: a criança pode negar que quebrou um objeto ou que não fez a tarefa de casa por receio da reação dos adultos.
“É importante lembrar que a criança ainda está aprendendo a lidar com regras sociais e emoções. Mentir pode ser uma tentativa de resolver um problema imediato, sem que ela compreenda totalmente as consequências”, destaca Capellano.
Como os adultos devem reagir?
Diante de uma mentira, a reação dos adultos influencia diretamente a frequência do comportamento. Castigos severos ou humilhações, por exemplo, tendem a produzir o efeito contrário ao desejado. “Quando a mentira é descoberta, o ideal é manter a calma e conversar com a criança. Reações muito duras podem aumentar o medo e fazer com que ela minta ainda mais para evitar punições”, orienta a docente.
Em vez de focar apenas no erro, a recomendação é transformar o episódio em um momento de aprendizado. Algumas estratégias incluem: explicar por que a verdade é importante nas relações; reforçar que todos podem cometer erros; e valorizar quando a criança fala a verdade, mesmo em situações difíceis.
Em uma situação hipotética em que uma criança diga que foi à Disney no feriado, por exemplo, ao ouvir a história, o adulto não deve reagir com repreensão imediata ou constrangimento. O mais adequado é acolher o relato e ajudar a criança a diferenciar imaginação e realidade. Pode-se dizer à criança algo como: “A Disney parece um lugar muito divertido mesmo, que muita gente sonha em conhecer. Mas o que você fez mesmo no final de semana?”.
Essa abordagem ajuda a criança a refletir sobre o que disse sem se sentir envergonhada e transforma a situação em aprendizado, mostrando que fantasias podem fazer parte das brincadeiras, mas que, nas conversas do dia a dia, a honestidade é fundamental.
Outro ponto importante é dar o exemplo dentro de casa, como em episódios em que o adulto mente que não está em casa para não receber uma visita indesejada. “As crianças observam o comportamento dos adultos o tempo todo. Quando veem pais ou responsáveis mentindo em situações cotidianas, podem entender que isso é aceitável”, afirma Capellano.
A educadora aponta a necessidade de a família refletir sobre o clima da casa, a forma como os conflitos são resolvidos e a abertura para o diálogo – aspectos que influenciam diretamente o comportamento das crianças. Ambientes em que os pequenos se sentem seguros para falar, errar e aprender tendem a reduzir a necessidade de recorrer à mentira como mecanismo de defesa.
Para os pais, o episódio de uma mentira pode ser também um convite à reflexão sobre como anda a dinâmica da família e quais oportunidades existem para fortalecer vínculos, confiança e escuta dentro de casa. “A criança precisa sentir que pode dizer a verdade sem medo de humilhação ou punições desproporcionais. Quando o ambiente familiar é acolhedor, o diálogo acontece com mais naturalidade e os valores, como a honestidade, são construídos no cotidiano”, afirma Jacqueline Capellano.
Quando é preciso ficar atento?
Embora a mentira faça parte do desenvolvimento infantil, existem situações que exigem mais atenção dos responsáveis. Quando o comportamento se torna frequente e compulsivo, se prejudica a criança ou um terceiro envolvido, ou envolve histórias muito elaboradas e distantes da realidade, pode ser um sinal de alerta.
Em casos extremos, o comportamento pode estar associado a dificuldades emocionais ou algum outro problema mais sério. “Se a criança mente de forma persistente, mesmo sem motivo aparente, ou usa a mentira como principal forma de lidar com conflitos, é importante buscar orientação de profissional especializado como um terapeuta infantil que possa orientar a família”, finaliza Cappellano.
A especialista: Jacqueline Cappellano é pedagoga, pós-graduada em Bilinguismo e Psicopedagogia coordenadora da Educação Infantil da Escola Internacional de Alphaville. É uma grande entusiasta da Educação Bilíngue e fascinada pelo universo da educação infantil. Enxerga no intercâmbio entre ideias e culturas, um caminho para a paz entre os povos.
Crédito: Freepik.
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