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Educação

Projeto “Escolas de Arte do Cerrado – Exposição Bélgica” integra programas do GDF e promove educação ambiental com arte

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Na última sexta-feira (10), o Instituto Brasília Ambiental realizou a ação educativa Projeto Escolas de Arte do Cerrado – Exposição Bélgica, desenvolvida no âmbito do Programa Eu Amo Cerrado e do Programa Parque Educador. A iniciativa ocorreu conforme Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF).

Realizada na Ecovila da Aldeia, no Altiplano Leste, a atividade contou com a participação de 35 estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental, da Escola Classe Interlagos, distribuídos entre os turnos matutino e vespertino. A proposta teve como objetivo integrar educação ambiental e expressão artística, promovendo a valorização do bioma Cerrado por meio de experiências práticas e criativas. Durante a programação, os alunos participaram de oficinas que envolveram pintura com tintas naturais, origami com elementos do Cerrado, música, plantio e outras vivências artísticas.

O presidente do Brasília Ambiental, Valterson Silva, destacou o impacto da ação na formação dos estudantes. “Iniciativas como essa demonstram como a educação ambiental pode ser transformadora quando associada à cultura e à vivência prática. Estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação do nosso Bioma”, afirmou.

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Além de promover a sensibilização ambiental, a iniciativa prevê a produção de conteúdos artísticos com potencial de integrar uma exposição internacional na Bélgica, que será realizada ainda em 2026, ampliando a visibilidade do projeto e das ações desenvolvidas no DF.

A ação contou com o apoio da Aldeia Altiplano, de organização não governamental belga, da Embaixada da Bélgica e de parceiros do Programa Eu Amo Cerrado.

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A consultora ambiental Louise Amand, da empresa socioambiental Tribu de Gaia e uma das idealizadoras do Projeto Escolas de Arte do Cerrado, destacou a origem e o propósito da iniciativa.

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“Há mais de oito anos, trabalho com uma ONG na Bélgica, com a missão de proteger o Cerrado. Esse projeto nasceu de um sonho de conscientização ambiental a partir da arte, idealizado pelo agroecólogo belga, Luc Vankrunkelsven, que acreditava no poder da sensibilização poética e na observação amorosa, para despertar o cuidado com o meio ambiente. Assim, com base nesse legado, eu e mais uma amiga brasileira e uma ONG belga, decidimos criar o Projeto Cerrado Arte e Escola, que nasceu no ano passado, em Brasília, o qual possui vínculo com voluntariado na Bélgica, que se chama Viva Cerrado, com a missão de conscientizar também esse país pelos impactos, por exemplo, do consumo de carne, de soja, que vem do Brasil”, explicou.

De acordo com Louise, a iniciativa visa conectar crianças do DF com o bioma, levando a mensagem de proteção ambiental também para a Europa. “A proposta é despertar esse amor pelo Cerrado com as crianças, despertar esse amor da regeneração ecológica e também do cuidado um com o outro”, acrescentou.

O Projeto Escolas de Arte do Cerrado reforça as diretrizes do Programa Parque Educador, que transforma espaços naturais em ambientes de aprendizagem ao ar livre, com atividades planejadas e metodologias que estimulam o vínculo entre estudantes, meio ambiente e comunidade.

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A realização da atividade evidencia o potencial das unidades e espaços ambientais como instrumentos de educação, cultura e sustentabilidade, contribuindo para ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer a consciência ambiental entre os jovens do DF.

A analista ambiental Mariana Ferreira dos Anjos, que atua na Unidade de Educação Ambiental (Educ) do Brasília Ambiental, destacou a importância da iniciativa para aproximar os estudantes do território e da temática ambiental. “A valorização do bioma Cerrado é uma pauta global. Quando a gente conecta os estudantes com atividades práticas, como plantar, criar e trabalhar o lúdico, fortalecemos uma relação mais amorosa com o meio ambiente. Essa ação integra o Programa Parque Educador com as publicações pedagógicas do Programa Eu Amo Cerrado, permitindo que os alunos se apropriem do território, da arte e também levem essa mensagem para outros contextos, inclusive internacionais”, explicou.

Segundo Mariana, a atividade, que também contou a organização e presença do professor Guilherme Rosa Guedes, pelo Programa Parque Educador, contribui para ampliar o olhar sobre o Cerrado no cenário internacional. “Muitas vezes o Brasil é associado apenas à Amazônia, mas o Cerrado também tem uma importância ambiental enorme e precisa ser mais conhecido e valorizado. Essa troca com a Bélgica é uma oportunidade de mostrar essa realidade e sensibilizar mais pessoas sobre a preservação do bioma”, concluiu.

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CRÉDITOS:

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Texto: Patrícia Kavamoto | Edição: Mariana Parreira

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Curiosidades

Estudantes de escolas públicas querem ensino e aprendizagem melhores

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Pesquisa abordou perspectivas sobre os governos que se iniciam em 2027
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Melhorias relacionadas ao ensino e à aprendizagem são a principal expectativa de pelo menos um quarto dos estudantes brasileiros do ensino médio em relação aos governos que se iniciam em 2027. A qualidade do ensino, para esse grupo, está diretamente relacionada à atuação do professor.

O levantamento ouviu 5.296 alunos do ensino médio e do ensino fundamental 2 (6° ao 9° ano), nas cinco regiões do país. Segundo eles, tais mudanças devem contemplar:

  • aulas diferentes;
  • dinâmicas em salas de aula;
  • capacitação de professores;
  • menos falta dos professores.

A pesquisa O que os estudantes pensam sobre a Educação? foi encomendada ao Instituto DataFolha pelas fundações Itaú, Lemann, Telefônica Vivo e pelos institutos Natura, Sonho Grande, Unibanco e Todos Pela Educação.

Entre os temas abordados nas perguntas, então o processo de aprendizagem, a atuação dos professores, educação profissional, uso de tecnologia, educação em tempo integral.

Desempenho dos professores

Dados do estudo indicam que a percepção dos estudantes entre 12 e 21 anos sobre a forma como os professores explicam os conteúdos está associada à avaliação que fazem da escola. 

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Entre os que dizem que os professores explicam bem os conteúdos, 75% avaliam a escola como boa ou ótima. Entre aqueles que afirmam que os professores não explicam bem, esse percentual cai para 48%.

O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, afirma que os estudantes colocam as oportunidades de aprendizagem no topo de suas expectativas sobre o que é uma boa escola.

“É um dado que ajuda a reforçar onde deve estar a prioridade absoluta da política pública nos próximos anos: na aprendizagem.”

Segundo ele, o momento de eleições e o início de novos mandatos trazem oportunidade de revisão de estratégias e de repactuação de compromissos.

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“[Nesse contexto], o país precisa acelerar muito o ritmo de crescimento dos indicadores de qualidade educacional.”

Ainda em relação aos professores, no fundamental 2, 78% avaliam que os professores estão motivados para dar aulas, enquanto no ensino médio esse número cai para 69%.

A ausência de professores parece ser um problema mais comum também no ensino médio, onde 66% concordam totalmente ou em parte que “há disciplinas que ficam um tempo sem ter professor”. No fundamental 2, 61% afirmam o mesmo.

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Ensino técnico

Mais de 90% consideram importante ter a oportunidade de fazer um curso técnico ou profissionalizante durante essa etapa da educação. 

O dado contrasta com o alcance atual da Educação Profissional e Tecnológica: de acordo com o Censo Escolar 2025, cerca de 20% dos estudantes do Ensino Médio estão matriculados na educação profissional.

Tecnologia

A tecnologia é percebida como presente na rotina escolar: 70% dos estudantes afirmam que os professores usam tecnologia nas aulas pelo menos uma vez por semana. 

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A inteligência artificial aparece entre as ferramentas: 71% dizem usar IA com frequência ou às vezes para estudar. Ao mesmo tempo, quase um em cada três estudantes discorda de que seus professores estejam bem preparados para usar tecnologia em sala de aula.

Tempo integral

Entre os estudantes que estudam em tempo integral, 74% avaliam a escola como boa ou ótima, ante 68% dos estudantes do ensino regular. A diferença aparece nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Entre os benefícios estão mais tempo para aprender, participação em atividades esportivas, artísticas e culturais, preparação para o futuro e mais tempo de estudo para vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.

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Entre os estudantes do ensino médio que afirmam que não estão no tempo integral, 20% dizem trabalhar ou exercer atividade para garantir remuneração.

Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, a pesquisa revela que os estudantes têm consciência sobre o que é importante para a escola.

Quando a aprendizagem aparece como prioridade e a formação técnica, a tecnologia, o tempo integral e a possibilidade de escolha ganham relevância, há um recado claro para as políticas públicas, de acordo com a especialista.

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“Ouvir os jovens é fundamental para construir respostas mais conectadas à realidade das escolas e garantir condições para que cada estudante e futuro profissional avance em sua trajetória com qualidade, equidade e perspectivas concretas para o futuro.”

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