Epreendedorismo
Advogada Noeme Themóteo inova na área do direito empresarial e conquista clientes pelo Brasil
Noeme Themóteo é referência quando o assunto é o direito empresarial
Nome conhecido na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, Noeme Themóteo é referência quando o assunto é o direito empresarial. Advogada há cinco anos, ela conquistou uma legião de clientes pelo atendimento humanizado e através dos serviços personalizados que oferece.
Nascida em Marabá, no Pará, Noeme se mudou para Minas Gerais ainda criança, aos dois anos de idade, com os pais. Morou com a mãe e os quatro irmãos em três diferentes cidades do Brasil e hoje vive ao lado do filho, Miguel Themóteo, no Rio das Ostras, cidade que ela escolheu para abrir o seu primeiro escritório.
“Às vezes as pessoas me perguntam em quem eu me inspiro? Eu tenho a minha inspiração dentro de casa, que é a minha mãe. Ela criou cinco filhos, praticamente, sozinha. Meu pai era doente, sofria de alcoolismo”, relembra. “Ela já foi de tudo um pouco, sacoleira, camareira […] mas minha mãe sempre se importou com os nossos estudos e ela sempre nos incentivou a continuar estudando”, complementa.
Foi esse apoio que impulsionou Noeme a encontrar uma carreira. Afastada do mercado de trabalho, depois de casar e engravidar, a advogada conta que passava a maior parte dos dias dividida entre os afazeres domésticos e os cuidados com o filho dentro de casa, até que decidiu voltar a estudar.
“Ele era pequenininho, quando eu resolvi começar a fazer direito para tentar concursos públicos. Durante a faculdade, eu passei na escola de magistratura, no Rio de Janeiro, e fui fazer o curso. E lá, por acaso, passei a advogar para alguns amigos e comecei a gostar”, lembra.
A nova rotina exigiu esforço e acima de tudo coragem de Noeme, que recorda ter enfrentado algumas situações constrangedoras para conseguir o diploma universitário.
“Eu levei meu filho para faculdade e o professor me impediu de fazer a prova e ainda não me deixou permanecer na sala de aula por estar com uma criança […] Mas eu nunca desisti, sempre olhei para minha mãe e continuei”, diz.
Dra. Noeme Themóteo
A vontade de ser juíza e o desejo de exercer o direito conflitavam no coração de Noeme, que dividia a rotina de trabalho entre os atendimentos com os clientes e os estudos na escola de magistratura.
“Com o tempo, eu percebi que teria que fazer uma escolha, porque se eu continuasse com dois iria fazer cada um pela metade, não estava conseguindo me dedicar 100%. E eu tive que tomar uma decisão”, conta.
A escolha de Noeme foi continuar atuando como advogada e ainda dar um novo passo na carreira: “Eu abri o meu próprio escritório, porque até então, usava o escritório de colegas ou espaços de coworkings.”
Mas o que a advogada não imaginava era que o mundo fosse parar poucos meses depois por conta de uma pandemia da covid-19: “Aquele desespero, ninguém sabia o que fazer. Eu vi vários colegas que já estava há muitos anos, veteranos na profissão, fechando escritórios”.
Mais de mil professores
Foi exatamente nesse momento de crise, que o nome da Dra Noeme Themóteo fez a diferença na cidade do Rio das Ostras. Procurada por milhares de professores da rede municipal de ensino, a advogada não parou de atender.
“Mais de 1.100 professores foram demitidos pelo município, e para piorar a situação, não deram baixa no Ministério do Trabalho, assim constava que aqueles profissionais estavam trabalhando e não poderiam entrar com o pedido do auxílio emergencial”, afirma.
Em desespero, os profissionais começaram a compartilhar fotos e vídeos com a advogada: “Eles me mandavam imagens da geladeira vazia, estavam passando necessidade dentro de casa, com filhos […] Esses professores me procuraram para agilizar uma ação para conseguir o auxilio emergencial”.
Os resultados logo começaram aparecer e a cada ação aprovada, um novo professor procurava pela advogada. “Todos os dias eu participava de uma, duas lives e com isso outras pessoas e outras demandas começaram a parecer”, comenta.
Atendimento humanizado
Com um escritório de advocacia que carrega o seu nome e sobrenome, Noeme explica que trabalha em local feito por ela, mas com o apoio de outros profissionais: “Apesar de ter iniciado ali sozinha, o que foi muito bom para ter a estrutura que eu tenho hoje, existe toda uma equipe por trás”.
Pessoas que incentivam a advogada a construir uma história de humanidade e de justiça: “Eu acredito que nós, advogados, somos uma ferramenta de transformação social. Então é isso que me motiva a ajudar outras pessoas”.
Especialista em direito empresarial, Noeme expõe que escolheu seguir na área por ser um segmento diversificado no direito, atuando na parte de cobranças escolares.
Segundo a advogada, uma escola particular de nível fundamental e médio no Brasil, por exemplo, tem cerca de 30% de inadimplência anualmente, o que reflete no desenvolvimento financeiro da instituição.
Diante desse cenário, ela criou um sistema próprio de cobranças escolares, serviço que tem apresentado 90% de eficiência desde que foi implantado. “Os empregos dos professores dependem da saúde financeira das escolas”, revela.
Mas para a advogada, os bons resultados só estão acontecendo porque o sistema de cobranças escolares conta com um atendimento totalmente humanizado: “Sem ter aquelas mensagens automáticas, porque a maioria das pessoas que devem, elas querem pagar, mas naquele momento elas não têm condições. Os pais querem manter os seus filhos nas escolas, e a gente precisa ajudar”.
Noeme também mantém uma equipe multidisciplinar no escritório para atender outras demandas das áreas do direito.
“Nós temos um diferencial que é entrar em contato com o cliente pelo menos uma vez por semana”. Porque ela lembra que quando começou a advogar essa era uma reclamação muito comum entre os clientes. “Acho que é uma dor né. O advogado atende uma vez e depois nunca mais fala com o cliente. Isso traz uma ansiedade muito grande,” diz.
Clientes pelo Brasil inteiro
Com clientes distribuídos em diferentes estados do Brasil, Noeme revela que está trabalhando hoje para expandir os seus atendimentos, com objetivo de conquistar pessoas pelo país inteiro.
“Eu sou uma cidadã brasileira, todos os lugares que passei foram muito importantes para construção da minha história […] Quero levar meu escritório por onde for.”
E é com apoio da tecnologia que ela pretende ampliar o acesso e a desburocratização das informações judiciais aos clientes.
“Agora a gente atende incorporadores imobiliários, aquelas empresas que fazem venda de loteamentos, até mesmo em casa e que usam dos seus próprios financiamentos e não de bancos. A nossa parte é fazer a cobrança e o serviço judicial, ou seja, o digital facilitou, abriu as portas e derrubou qualquer barreira para o atendimento entre diferentes clientes e estados.”
Em frente
Inspirada em incentivar outras pessoas a encontrarem um propósito para seguir ou voltar a estudar, Noeme deixa uma mensagem.
“Não existe fracasso, existe desistência, os problemas sempre vão existir. Eu já tive problemas na faculdade, com professores que me impediram de fazer aulas, já tive problemas pessoais em casa, problemas financeiros, vários problemas, mas a gente vai enfrentando, seguindo e abraçando as oportunidades”, finaliza.
Em entrevista ao IstoÉ – Sua História, Noeme Themóteo detalha como os primeiros passos na profissão foram importantes para sua carreira no direito. Confira a conversa na íntegra:
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Conteúdo produzido exclusivamente para a seção Sua História, como branded content. Todas as informações foram fornecidas pelo entrevistado e não refletem a opinião de IstoÉ Publicações.
Fonte: IstoÉ
Epreendedorismo
Com população mais velha, franquias surgem como opção para aposentados que desejam empreender
Com modelos de negócio estruturados e marcas consolidadas, o franchising oferece previsibilidade, know-how e suporte para empreendedores iniciantes
São Paulo (SP), abril de 2026: Segundo os dados inéditos divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população brasileira envelheceu e o número de idosos atingiu um recorde histórico. O levantamento da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), realizado em 2025, mostra que pessoas com 60 anos ou mais já representam 16,6% do total de brasileiros, o equivalente a 212,7 milhões de residentes no ano passado. Enquanto parte desse perfil populacional opta por usufruir do período de descanso, há também quem enxergue a aposentadoria como um novo ciclo de oportunidades, mantendo-se ativo por meio do empreendedorismo.
Nesse contexto, o mercado franchising desponta como uma escolha estratégica, ao oferecer operações validadas, suporte contínuo e menor exposição a riscos, sendo atrativa para empresários em sua primeira experiência do outro lado do balcão. Segundo dados divulgados pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), o setor registrou crescimento de 13,5% em 2025, ultrapassando faturamento de R$ 301 bilhões no período, reforçando sua relevância e atratividade no cenário econômico atual.
Para inspirar pessoas que têm o mesmo perfil e desejam se tornar empresários, conheça histórias de aposentados que decidiram se manter ativos no mercado empresarial e conquistaram o sucesso investindo no próprio negócio em diferentes marcas de franquias.
Água Doce Sabores do Brasil
Para realizar um dos seus sonhos antigos, Sueli Fragoso trabalhou por mais de 30 anos como bancária. A chegada da tão sonhada aposentadoria permitiu o investimento em um negócio de alimentação que proporcionava a realização de um objetivo antigo. “Era moradora de Bauru, no interior de São Paulo, e frequentava assiduamente a Água Doce da cidade. A estrutura, os pratos e as bebidas de qualidade sempre me chamaram a atenção. Quando me aposentei, estudei algumas alternativas e vi que era em uma franquia da rede que iria realizar um dos meus sonhos. Como atuei por cinco anos em um banco na cidade de Lençóis Paulista, notei que muitos moradores se deslocavam até Bauru para frequentar a unidade da Água Doce. Não pensei duas vezes em investir em um restaurante da franquia na cidade, para oferecer o que há de melhor na culinária brasileira”, comenta Fragoso, que junto com o marido José Eduardo, administram a operação desde 2007.
Divino Fogão
Aposentado desde 1997, Nilton Vidigal trabalhou por anos em uma confecção, atividade em que encerrou sua trajetória profissional dentro do ambiente corporativo. Para complementar a renda e não ficar ocioso, Nilton decidiu investir no segmento de franquias, abrindo seu primeiro negócio próprio no setor de sorvetes, no mesmo ano da sua aposentadoria. Após ingressar neste mercado, o empresário não saiu mais do franchising. Já em 2013, ele se tornou franqueado do Divino Fogão, uma rede de Food Service especializada em culinária da fazenda. Junto ao seu filho, Ricardo Vidigal, Nilton administra 80% do negócio localizado no Shopping Atrium, em Santo André, no ABC paulista. Além disso, os dois também são sócios de outro restaurante da marca, no Santana Parque Shopping, na zona norte da capital paulista. Para Nilton, se manter em atividade é essencial para o corpo e a mente, mesmo após a aposentadoria. “Estou no dia a dia do negócio, sempre atento às demandas que a operação necessita. Com isso, me mantenho ativo e em constante aprendizado mesmo tendo mais de 75 anos”, revela.
LavPop by 5àsec
Aposentado desde 2013, Rinaldo Henrique, de 58 anos, buscou no mercado de franquias uma alternativa para complementar a renda e deixar um patrimônio para sua família no futuro. A procura demandou alguns anos, pois foi necessário avaliar o mercado e negócios que proporcionassem segurança e confiança ao funcionário público. A chance de empreender veio em 2024 ao conhecer o Grupo 5àsec. “Ao pesquisar, vimos que o setor de lavanderias, principalmente de autosserviço, estava em crescimento no Brasil. Decidimos apostar na LavPop, que está em franca expansão por todo o Brasil e conta com o know-how de 30 anos da 5àsec no Brasil”, comenta Rinaldo, que possui como sócia sua esposa Kátia Henrique. A unidade foi aberta em maio do ano passado em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. De acordo com o empresário, mês a mês, a operação prospera, tanto que estão investindo na terceira máquina de lavar para ampliar o fluxo de clientes na loja localizada em um posto de gasolina da cidade. “É um desejo investir em mais unidades da rede. Neste primeiro momento, estamos colhendo os frutos do investimento da primeira operação, mas não descartamos crescer no futuro”, finaliza Rinaldo.
Microlins
Com 72 anos, o aposentado Jose Carlos Lucentini já tinha vivido o empreendedorismo antes mesmo de pendurar as chuteiras em 2016, após atuar em uma consultoria de alimentação. Mas sua história como empresário do franchising começou em 2025 ao se tornar franqueado da Microlins, rede de cursos profissionalizantes parte do Grupo MoveEdu. O primeiro contato com a marca ocorreu muitos anos antes, quando apadrinhou dois jovens que fizeram cursos na escola. “A recepção, a qualidade dos cursos e a didática dos livros me impactou bastante na época. Fiquei com esta lembrança na memória”, relembra José. Mas a virada de chave só ocorreu após ver um conteúdo da Microlins quando visitou sua filha na Austrália. “Relembrei de todo meu contato com a marca e, ao voltar para o Brasil, decidi procurar para entender mais sobre o processo de franquia”, comenta. Junto com sua filha Beatriz Lucentini, ele investiu na primeira escola em Valinhos, interior de São Paulo, e alguns meses depois na unidade de Louveira, também no estado paulista. “Depois de me aposentar, não quis me tornar inativo, pois tenho uma mente pulsante e busco me movimentar sempre. Para ser empreendedor após determinada idade é preciso ter vontade de trabalhar. Mesmo após minha experiência no mercado corporativo e no setor de educação, onde já publiquei sete livros e dei aulas no ensino superior, dentro das franquias ainda estou aprendendo e descobrindo outro universo. Quero sempre ter novas experiências”, finaliza Lucentini.
Milon
A trajetória de Katia Maria Cisne Fernandes, de 66 anos, no empreendedorismo começou antes mesmo da aposentadoria e teve início a partir da parceria construída ao lado do marido, Ricardo Fernandes, com quem compartilhou quase 48 anos de vida. Desde os anos 2000, o casal atuava como representante comercial no estado do Ceará no Grupo Kyly, detentor da marca Milon. Em 2016, ela decidiu investir no modelo de franquias da rede, e inaugurou uma unidade em Fortaleza (CE). Ela se tornou a primeira franqueada da Milon no Brasil. Após o falecimento do marido, ela deu continuidade ao trabalho iniciado em conjunto e afirma que, mesmo após a aposentadoria, segue com o mesmo foco, visando obter um crescimento contínuo. “Os desafios existem, como em qualquer outro negócio. Mas todos são possíveis de serem superados com dedicação e foco. Para isso, é fundamental ter o desejo de aprender mais a cada dia. Hoje, já aposentada, com meus filhos criados e com a loja completando 10 anos, não enxergo meu negócio apenas como uma fonte de renda, mas como uma realização pessoal, algo que me dá prazer. Sinto uma satisfação gigante em cuidar da minha franquia Milon”, comenta.
Peça Rara Brechó
O casal Luiz Henrique Ribeiro Barbosa e Elisabete Lourenço da Silva decidiram empreender após a aposentadoria dele, com a aquisição de uma loja Peça Rara Brechó, no formato pocket, com pouco mais de 100m² e setor feminino. Segundo o franqueado não houve uma preparação para a pós-aposentadoria. Primeiramente, compraram um salão de beleza para a esposa, que trabalhava no segmento há mais de 30 anos, enquanto ele prestava consultoria. O salão foi vendido em 2022, mas logo investiram em uma pequena loja de lingerie. No final de 2023, já clientes do Peça Rara Brechó, foram visitar uma loja da marca em outro bairro – até então não sabiam que era franquia – e perceberam que era exatamente igual a anterior. Em conversa com a proprietária marcaram uma reunião para saber os detalhes da franquia e a possibilidade de abrir uma versão pocket em alguma cidade do interior paulista. Em relação ao futuro, Luiz pretende seguir à frente da operação por pelo menos 5 anos.
Rockfeller
Iara Dietrich, 62 anos, é uma avó, aposentada, inspiradora que equilibra a vida profissional e pessoal com maestria. Com três filhos e cinco netos, ela sempre manteve sua carreira ativa, inicialmente como professora de espanhol. Empreendedora por natureza, Iara realizou o sonho de ter seu próprio negócio ao abrir uma franquia da Rockfeller, uma rede de escolas de idiomas. Ao lado de sua filha mais velha, Maria Clara, que é sua sócia e diretora comercial, Iara consolidou a escola com uma identidade de qualidade e seriedade. Além do trabalho, ela valoriza os momentos com os netos, especialmente cozinhando e tocando piano juntos.
Royal Face
Aos 66 anos, Antônio dos Reis Almeida encontrou uma oportunidade de empreender após a aposentadoria. A inspiração veio de um amigo cuja esposa trabalhava na operação da Royal Face em Goiânia, capital de Goiás, e apresentou o modelo de negócios da franquia. A Royal Face, maior rede de harmonização facial e corporal, possui mais de 270 unidades em todo país, tendo como sócios a atriz Flávia Alessandra e o comunicador Otaviano Costa, além da rede de fazer parte do Grupo SMZTO. Buscando a solidez e o potencial da marca, Antônio decidiu investir no setor de estética, adquirindo sua primeira unidade em Maceió, no estado de Alagoas. O sucesso da empreitada o levou a expandir seus horizontes, abrindo novas operações em Lauro de Freitas, na Bahia; em Campina Grande, na Paraíba, e em Manaus, no Amazonas, consolidando sua trajetória como franqueado de destaque na rede.
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