Epreendedorismo
Patricia Audi, a executiva que defende o etanol com autoridade
Com larga experiência nas três esferas do setor público e da iniciativa privada, Patricia Audi ocupa a função de diretora-executiva da Unica, entidade que atua para ampliar a fatia do setor na matriz energética
Patricia Audi: a dirigente está à frente da campanha Vai de Etanol, para estimular o consumo do combustível verde (Crédito: Divulgação )
Líderes do AGRO 2024
Por Sérgio Vieira
A experiência em cargos de lideranças em todas as esferas do poder público tem sido um facilitador para Patricia Audi no momento de defesa dos interesses do setor sucroalcooleiro no Brasil. Diretora-executiva da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bionergia (Unica) desde outubro de 2023, a executiva já tem feito a diferença no setor, a ponto de integrar a lista de Líderes do Agro 2024. “A gente trata de gás à açúcar, mas o etanol tem sido muito importante nesse momento de transição energética”, disse Patricia. “A gente vive um momento de emergência climática, aliado à insegurança de como o mundo vai cumprir seus compromissos.”
•Também foi secretária de Gestão, do Ministério do Planejamento; secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção, da Controladoria Geral da União (CGU).
• Na esfera municipal, foi secretária de Planejamento, Gestão e Controle da Prefeitura de Niterói (RJ).
• Ocupou também a função de superintendente do Plano Rio Sem Miséria, no governo do Rio de Janeiro.
•Atuou no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério dos Direitos Humanos e outros postos estratégicos no governo federal.
• Antes de chegar à Unica, Patricia era CEO da RenovaBR, entidade destinada à formação política suprapartidária.
• Antes, liderou a área de sustentabilidade no banco Santander.
Com esse currículo, ela reconhece que saber exatamente o caminho das discussões em Brasília facilita as discussões sobre as políticas públicas do setor. “Ajuda bastante. As grandes soluções para o mundo são coordenadas, que precisam de esforços não só do governo, mas também da sociedade civil organizada e do setor produtivo”, afirmou.
Responsável por 16% da matriz energética do Brasil, o setor tem buscado ampliar sua participação no País e se colocar como uma opção para atender à demanda global. “Para suprir etanol para o mundo, nós estamos preparados. O País está atento à perspectiva mundial da mudança da matriz. E aí é importante contar com todas as rotas ecológicas”, afirmou.
Para ela, o Plano de Transição Ecológica, anunciado recentemente pelo governo federal, é um caminho para a ampliação de investimentos estrangeiros justamente nessa transição de energia. “A administração tem dado sinais claros de que essa é uma das principais opções das rotas tecnológicas do País, e que considera o etanol.”
Epreendedorismo
Mulheres impulsionam franquias e venda direta na maior rede de chocolates do mundo
No Brasil, o empreendedorismo feminino é, além de uma escolha de carreira, um motor de transformação social e econômica. Segundo dados do Sebrae e do IBGE, cerca de 49% das mulheres empreendedoras no país são chefes de domicílio, assumindo a responsabilidade principal pelo sustento de seus lares. Esse movimento é percebido, principalmente na venda direta, um setor onde 60% dos profissionais são mulheres, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Na Cacau Show, essas estatísticas ganham rosto e voz com trajetórias que conectam a revenda porta a porta ao comando de grandes operações franqueadas.
Um grande exemplo dessa evolução é a empresária Juliana Cortezia, hoje à frente de quatro operações no Mato Grosso. Sua história com a marca começou há 14 anos, em uma pequena loja no modelo “marfim” (padrão visual clássico da rede na época) em Lucas do Rio Verde e acompanhou toda a modernização da marca até chegar ao conceito imersivo da Super Store.
Aos 20 anos, recém-formada em Gastronomia, ela contou com o apoio da mãe como sócia para abrir a franquia. Longe de se acomodar, Juliana buscou na educação a base para sua liderança: graduou-se também em Direito para se especializar na gestão do negócio. O que começou com apenas ela e mais uma funcionária, transformou-se em uma estrutura que hoje emprega 19 colaboradores.
Atualmente, ela administra duas lojas em Sorriso e duas em Lucas do Rio Verde, incluindo uma Super Store (formato de grande porte, com cafeteria e gelateria). Juliana também foi pioneira: muito antes de a Cacau Show formalizar o canal de venda direta, ela já vislumbrava o potencial da revenda, oferecendo descontos para parceiros que levavam os produtos para cidades do interior onde a marca ainda não chegava.
A visão estratégica de Juliana se reflete em todo o ecossistema da marca, especialmente nos 240 mil revendedores que atuam em todo o país. Em Prado Ferreira (PR), Deisiane Couto de Souza provou que o tamanho da cidade não limita o sucesso, alcançando o topo do ranking nacional de vendas. Já em Belém do São Francisco (PE), a professora Cheila Lúcia Alves Gomes encontrou na revenda um caminho de superação após enfrentar problemas de saúde, conquistando independência financeira e autonomia.
A força feminina na Cacau Show se manifesta em todas as escalas, seja no lucro que financia um projeto social de música, como faz a revendedora Joyce Gabrielly em Minas Gerais, ou na conclusão de uma segunda graduação, como no caso de Bianca dos Santos, no Paraná.
Para a marca, onde mais de 90% das 4.700 lojas são franquias, o sucesso de mulheres como Juliana e de milhares de revendedoras reflete o compromisso de oferecer oportunidades que potencializam a liderança e o impacto social em cada região do Brasil.
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