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Moda

Quadradinho fashion: conheça estilistas que se dedicam à moda em Brasília

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(crédito: Magenta Fotografia )

Prestes a comemorar o aniversário de 63 anos, Brasília abriga, desde muito cedo, diversas histórias de profissionais que iniciaram a carreira na capital e que, ainda hoje, dedicam-se à moda no solo brasiliense

Quando o assunto é Brasília, considera-se impossível não trazer à tona a arquitetura singular que o lugar possui. Detentora da maior área tombada do mundo, Brasília foi, em 1987, inscrita pela Unesco na lista de bens do Patrimônio Mundial. As diversas formas criativas da arquitetura brasiliense cativam aqueles que têm o privilégio de admirá-las pessoalmente.

Contudo, apesar do belo cartão postal e da qualidade singular no quesito arquitetura, a capital não serve de inspiração apenas aos que aspiram assuntos relacionados às edificações. No ramo da moda, profissionais que iniciaram os trabalhos em torno de 10 anos atrás, conquistaram espaço, cada um com a sua essência, e fazem história vestindo pessoas com suas marcas.

Paixão inesperada

Romildo Nascimento, pernambucano de 43 anos, foi descoberto em 2006, no concurso de novos talentos do Capital Fashion Week, participou de diversos eventos de moda e foi, mais tarde, finalista do reality Estilista Revelação 2012, apresentado por Xuxa. Atualmente, dedica-se à moda masculina, totalmente produzida na cidade em que mora desde os 15 anos de idade, Ceilândia.

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O estilista iniciou a carreira de forma inesperada. Antes, funcionário de uma drogaria no Shopping Conjunto Nacional, Romildo foi convidado para assumir um cargo de confiança e, com o objetivo de melhorar sua expressão e performance no atendimento aos clientes, resolveu estudar teatro. No local, a cada seis meses, os alunos se juntavam para criar os figurinos que seriam utilizados nas peças.

Ao observar os modelos criados por Romildo, um professor o elogiou, despertando, então, o interesse do profissional pela moda. “Um professor viu os figurinos criados por mim e falou ‘olha, você tem bastante informação de moda e eu acho que seria bacana você seguir esse caminho’, então foi aí que me despertou o interesse”, explica o estilista.

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Após o “empurrãozinho”, Romildo resolveu inscrever-se no Capital Fashion Week, evento, então, recém-surgido. E nasceu, assim, o primeiro projeto de moda criado por Romildo Nascimento. Infelizmente, o projeto apresentado por ele não recebeu a aprovação necessária; entretanto, o estilista lembra que os jurados tiveram a sensibilidade de convidá-lo para mostrar os motivos de o projeto não ter sido escolhido.

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Romildo guardou todos os conselhos para lapidar o seu novo plano de moda, que seria apresentado no próximo concurso. No ano seguinte, em 2006, o novo projeto foi aprovado e, por meio do concurso de novos talentos, Romildo deu sequência à sua carreira na moda. Ele enfatiza a relevância das costureiras em seu trajeto profissional: “Vale ressaltar a importância das costureiras, porque elas me ensinaram muito no início; então, hoje em dia, eu sei costurar muito bem porque eu aprendi na prática com elas”.

Para Romildo, o que realmente o deixa grato e feliz é saber que existem pessoas que o conheceram em 2006 e que continuam a vestir suas coleções. O estilista procura criar peças atemporais, que possam ultrapassar décadas sem determinar uma época específica. “Você vai olhar aquela peça e ela não vai ter cara do anos 1950, dos anos 1960, dos anos 2000, de 2020. Eu quero que a pessoa compre agora e permaneça, 50 anos depois, elegante e moderna.”

O estilista conta que, apesar de ser um profissional autodidata, continua estudando e fazendo cursos para se aprimorar no assunto. Ele confessa que, às vezes, quando surgem alguns problemas, sente vontade de desistir, mas que, para ele, a moda é uma paixão e o moverá enquanto existir capacidade para dar continuidade aos trabalhos.

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Registro da primeira campanha de Romildo Nascimento, em 2010
Registro da primeira campanha de Romildo Nascimento, em 2010(foto: João Américo Filippi )

Dom hereditário

Letícia Gonzaga, estilista brasiliense, cursou design de moda no Centro Universitário Unieuro. Já formada em pedagogia, ela recebeu incentivo dos pais, do marido e, principalmente, da amiga Carolina Petrarca, que foi, inclusive, a responsável por realizar a inscrição de Letícia no vestibular.

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Próxima à produção de roupas desde a infância, primeiramente em casa, as costureiras que por lá circulavam, e, posteriormente, com a abertura do ateliê da mãe, Maria do Carmo Gonzaga, que é, atualmente, sua sócia, a estilista cresceu conectada com o mundo da moda. Sempre convivendo com costureiras, a curiosidade de Letícia arrancava sorrisos das profissionais. “Tive oportunidade de conhecer de perto o processo prático e apaixonante da construção de uma roupa”, declara.

Em 2014, a estilista sentiu a necessidade de abrir seu primeiro espaço físico, pois queria expor o que era guardado em um ateliê, na W3 Sul. Letícia queria mais, então inaugurou, inicialmente como pop up, sua loja, na 211 Sul, que ficou aberta até 2020, quando fechou em decorrência da pandemia.

Letícia confessa que sente muito orgulho do reconhecimento que as clientes da cidade entregam ao trabalho produzido. “Valorizo e acho muito interessante, num mercado tão competitivo, a atenção e o crescimento da marca. Estamos em constante processo de evolução, costumo dizer que os passos de formiguinha nos trouxeram onde estamos.”

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“Trabalhamos uma moda responsável, alinhadas à valorização do trabalho manual, com produção própria no ateliê da marca. Criações com história e alma a várias mãos”, esclarece a estilista, que nomeia sua moda como clássica, atemporal e versátil.

Coleção outonoinverno por Letícia Gonzaga

Coleção outonoinverno por Letícia Gonzaga(foto: Magenta fotografia )

Letícia viu na pandemia um desafio à sobrevivência, mas tirou lições disso: “Acredito que a pandemia trouxe um aprendizado, fechamos nossa loja física, voltamos a atender no ateliê da marca e, oito meses depois, abrimos nossa loja e atual ponto, na QI 13, comércio local no Lago Sul. Sobreviver foi um grande desafio”, desabafa.

Fonte: Sorreio Brasiliense

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Moda

Tendência glow na maquiagem valoriza textura natural

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Com foco em luminosidade e frescor, as brumas faciais ganham protagonismo na finalização e reforça movimento que prioriza viço e leveza

Se consolidando como uma estética dominante, a maquiagem glow deixou de ser tendência passageira. Em vez da cobertura pesada e do acabamento totalmente matte, a pele viçosa — com brilho saudável e textura aparente — ganhou espaço nas passarelas, nas redes sociais e na rotina cotidiana. Nesse contexto, a bruma facial passou a ocupar um papel estratégico na finalização da maquiagem.

Segundo a maquiadora Viviane França, especialista da Lord Perfumaria, a bruma é essencial para integrar os produtos aplicados e suavizar o aspecto de pó, devolvendo umidade e frescor à pele. “É o que transforma a maquiagem em uma pele viva, sem parecer carregada”, explica.

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O que a bruma faz na prática?

Após a aplicação de base, corretivo e selagem com pó, é comum que a pele fique opaca ou com textura evidente. Viviane descreve que a bruma auxilia a repor a umidade à superfície, harmonizando as camadas de produto e criando um efeito mais uniforme. “O resultado é uma pele com brilho difuso, que reflete luz de forma natural”, adiciona a especialista.

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Entre as opções disponíveis no mercado, fórmulas com ativos antioxidantes e hidratantes têm ganhado destaque. A Bruma Facial Vitamina C Jelly Face Mist Océane, por exemplo, aposta na vitamina C para unir frescor e luminosidade, contribuindo para um aspecto mais radiante. Já produtos como o Antiox C Thermal Defense Cosmobeauty combinam ação antioxidante com proteção térmica, dialogando com a rotina urbana e a exposição constante ao calor e à poluição. “Além do acabamento, muitas brumas trazem ingredientes como ácido hialurônico, vitamina C e extratos calmantes, que ajudam a manter o frescor da pele ao longo do dia”, explica a maquiadora.

 

Glow não é oleosidade

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Um dos equívocos mais comuns é confundir a pele glow com excesso de brilho. A maquiadora da Lord Perfumaria destaca que a diferença está no ponto de luz e na textura. O glow aparece como luminosidade suave nas áreas altas do rosto — maçãs, topo do nariz, arco das sobrancelhas — sem comprometer a uniformidade da base.

Para quem busca também prolongar a maquiagem, há versões com foco maior em fixação, como a Bruma Fixadora BrumaFix Catharine Hill, que alia durabilidade ao acabamento natural. “Hoje é possível manter a maquiagem no lugar sem abrir mão do viço. A escolha da fórmula certa faz toda a diferença”, pontua a maquiadora.

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O retorno da textura real

A valorização do glow acompanha um movimento mais amplo de aceitação da textura natural da pele. Sardas aparentes, linhas finas visíveis e cobertura leve fazem parte da estética atual, que prioriza frescor e leveza.

Na visão de Viviane França, a bruma deixa de ser um detalhe opcional e se torna ferramenta de acabamento. “Não substitui o preparo de pele nem o hidratante, mas funciona como o elo final que transforma maquiagem aplicada em pele vivida”, aponta.

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