Moda
Victoria’s Secret Fashion Show voltará em 2023. Relembre polêmicas
Após quatro anos cancelado, o desfile da marca de lingeries será realizado novamente. A marca enfrenta cobranças por novo posicionamento
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@victoriassecretfashionshow/Giphy/Reprodução
Em 1998, Tyra Banks, Naomi Campbell, Heidi Klum, Laetitia Casta e Stephanie Seymour foram as primeiras a vestir asas no Victoria’s Secret Fashion Show. Ao longo dos anos, o desfile anual consagrou modelos, afinal, ser uma angel significava o auge na carreira. Vale destacar nomes de diferentes nacionalidades, como Rosie Huntington-Whiteley, Candice Swanepoel, Shanina Shaik, Doutzen Krous, Karolina Kurkova, Lily Aldridge, Karlie Kloss, Elsa Hosk e Behati Prinsloo.
Além do status de angels, essas profissionais sempre estavam entre as mais bem pagas do mundo. Gisele Bündchen, Alessandra Ambrosio, Adriana Lima, Izabel Goulart e Lais Ribeiro estão entre as brasileiras que foram destaque nos desfiles da label. Da nova geração de top models, personalidades como Kendall Jenner, Gigi e Bella Hadid também integraram os castings.
Contudo, ao longo dos anos, mais especificamente em meados da década de 2010, o conceito do show e a própria marca ficaram ultrapassados. Enquanto o mundo demandava por mais diversidade, representatividade e inclusão, os desfiles da Victoria’s Secret permaneceram obedecendo a antigos padrões de beleza. Na catwalk, a VS colocava apenas modelos altas, extremamente magras e majoritariamente brancas. Por não acompanhar as discussões sociais, a grife passou a ser alvo de críticas do público.




Além de ajudar a reforçar padrões estereotipados e incentivar a pressão estética, a empresa se envolveu em polêmicas, sobretudo devido a falas preconceituosas de executivos. Em 2018, por exemplo, o então diretor de marketing da empresa, Ed Razek, disse, em entrevista à Vogue, por que não selecionava modelos de tamanhos maiores e mulheres trans para a apresentação. “Não acho que teremos esse tipo de modelo, porque esse show é uma fantasia. São 42 minutos de entretenimento”, declarou.
Ao ignorar os clamores de clientes por mais diversidade e se envolver em controvérsias, a Victoria’s Secret passou a sentir as consequências. A label teve anos de quedas estrondosas de vendas. Em meio à crise, chegou a fechar lojas e ficar à beira da falência.
Em maio de 2019, o grupo L Brands, controlador da etiqueta de lingerie, havia anunciado que o Victoria’s Secret Fashion Show não iria ao ar na televisão. Já em agosto, a modelo Shanina Shaik confirmou que a atração havia sido oficialmente cancelada.
Para piorar, mais de 100 modelos assinaram uma carta aberta à Victoria’s Secret para cobrar atitude contra casos de assédio, abuso sexual e tráfico humano. O texto foi direcionado a John Mehas, então CEO da marca. Um dos citados, o empresário Jeffrey Epstein, era suspeito de aliciar garotas, inclusive ao alegar ser um recrutador da VS. Acusado de pedofilia, o investidor norte-americano também tinha uma relação próxima com dirigentes do L Brands, principalmente Leslie Wexner.
Em 2020, o jornal The New York Times publicou uma série de reportagens que confirmaram casos de assédio, humilhação e misoginia dentro da Victoria’s Secret. Ed Razek e Leslie Wexner estavam entre os executivos denunciados.



Mudanças recentes
Por pressão externa e em meio ao declínio geral, em agosto de 2019, a primeira modelo trans, a brasileira Valentina Sampaio, foi contratada pela Victoria’s Secret. Já em 2020, a etiqueta passou a chamar modelos consideradas plus size para campanhas de underwear.
Em fevereiro de 2020, parte da grife foi comprada pelo fundo de investimento Sycamore Partners, que passou a deter 55% do negócio. Já em agosto de 2021, o grupo L Brands concluiu a separação dos negócios da Victoria’s Secret por meio de uma cisão isenta de impostos para os acionistas da companhia. A nova empresa, chamada Victoria’s Secret & Co., engloba os segmentos Lingerie, Beauty e a linha jovem Pink.
Quando o Victoria’s Secret Fashion Show foi interrompido, as angels foram trocadas por embaixadoras. Atualmente, entre as estrelas que integram o time VS Collective, estão a atriz indiana Priyanka Chopra Jones, a modelo norte-americana Hailey Bieber e a tenista japonesa Naomi Osaka. A modelo brasileira Valentina Sampaio, mulher trans, continua na equipe. Além disso, basta abrir as redes sociais da VS para perceber que as atuais ações incluem modelos de diferentes corpos.




Retorno do Victoria’s Secret Fashion Show
Durante a teleconferência de resultados de 2022 da Victoria’s Secret, em 3 de março, Timothy Johnson, atual chefe de finanças (CFO, na sigla original), disse que a marca está preparando uma nova versão do fashion show. “Vamos continuar a apostar nos gastos de marketing para investir no negócio, tanto no topo do funil como também para apoiar a nova versão do nosso desfile de moda”, anunciou.
Por enquanto, sabe-se apenas que o evento será realizado no fim de 2023. A grife ainda não revelou detalhes sobre o casting, se haverá atrações musicais, e até se a apresentação será transmitida em algum canal de televisão ou on-line.
Recentemente, um porta-voz da marca disse à The Hollywood Reporter que a marca está em processo constante de transformação. “Estamos sempre inovando e criando ideias em todas as esferas do negócio para continuar a colocar nosso cliente no centro de tudo o que fazemos e reforçar nosso compromisso de defender as vozes das mulheres e suas perspectivas únicas.”
Moda
ABDI e Senai lançam projeto para inovar a indústria da moda no DF
Proposta é ampliar a oferta de mão de obra qualificada para atender às novas demandas tecnológicas do setor, melhorar processos produtivos e estimular criação de novos negócios
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF) lançam, nesta sexta-feira, 27/3, o projeto Indústria da Moda DF, voltado a impulsionar a inovação e fortalecer a cadeia produtiva do vestuário no DF. Com investimento de R$ 3,95 milhões, o programa oferecerá 480 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional e promoverá ações de estímulo ao empreendedorismo e de modernização tecnológica das confecções locais.
A proposta é ampliar a oferta de mão de obra qualificada para atender às novas demandas tecnológicas da indústria da moda, melhorar os processos produtivos e estimular a criação de novos negócios no setor. O projeto também prevê vivências em empresas de confecção e atividades voltadas à inovação e à qualificação produtiva.
O lançamento será realizado às 16 horas, na unidade do Senai em Taguatinga. Na ocasião, serão apresentados dois editais: um destinado à inscrição de alunos interessados em participar dos cursos e outro voltado a instituições que queiram integrar a iniciativa como parceiras na oferta da formação. A expectativa é que as primeiras turmas tenham início ainda no primeiro semestre deste ano.
Segundo o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, o projeto busca enfrentar gargalos históricos do setor no DF. “A cadeia do vestuário tem grande importância econômica e social no DF, com forte presença de micro e pequenas empresas e de mulheres na geração de trabalho e renda. Ao formar profissionais, aproximar essa mão de obra das empresas e estimular novos negócios, o projeto cria oportunidades de inclusão produtiva e fortalece a competitividade da indústria da moda”, afirma.
Do total investido, R$ 3,46 milhões serão aportados pela ABDI, enquanto R$ 481,9 mil correspondem à contrapartida do Senai-DF.
Cursos gratuitos
O programa oferecerá cinco cursos profissionalizantes gratuitos, com carga total de 420 horas, nas áreas de:
- Costura Industrial
- Costura Sob Medida
- Modelagem Computadorizada
- Moda Praia
- Corte de Peças
As aulas serão realizadas nas unidades do Senai de Taguatinga e do Gama, além de dois institutos comunitários parceiros em diferentes regiões administrativas do DF.
Neste mês, serão abertas 80 vagas para os cursos de qualificação profissional de Costureiro Industrial e de Costureiro Sob Medida, cada um com carga horária de 260 horas-aulas. As inscrições, que abrem em 27 de março, poderão ser feitas on-line pelo site do projeto até 28 de abril. Se a quantidade de interessados superar o número de vagas, o Senai-DF ordenará os excedentes em uma lista de espera, conforme a sequência das inscrições.
A iniciativa tem como público pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco na geração de renda e na inserção produtiva. Ao final da formação, os participantes receberão certificação do Senai-DF.
Vivência em empresas e incentivo ao empreendedorismo
Após a conclusão dos cursos, 50 alunos poderão participar de vivências, empreendedora ou profissional em empresa do setor de confecção.
Na empreendedora, os alunos participantes irão, durante o período de três meses, com carga horária de 240 horas, atuar em grupo no desenvolvimento de uma nova marca a ser lançada. O Senai-DF dará apoio para elaboração do conceito, produção e venda dos produtos. Os alunos selecionados para a vivência empreendedora irão receber um auxílio financeiro no valor de R$ 552,00 a cada 80 horas.
Outra frente será a vivência profissional, voltada a alunos interessados que queiram atuar em uma empresa do setor de moda. A atividade terá duração de um mês, cerca de 160 horas. Estes também receberão bolsa de R$ 552,00 a cada 80 horas.
O projeto conta ainda com a criação de um marketplace digital, onde os participantes poderão comercializar peças produzidas durante a formação e nas atividades de empreendedorismo.
Modernização das confecções
O projeto Indústria da Moda DF também prevê consultorias e apoio técnico para empresas do setor, com foco na modernização dos processos produtivos, modelagem digital e inovação produtiva.
Os institutos comunitários parceiros que sediarão os cursos poderão contar com equipamentos de costura e estrutura produtiva, entre eles botoneira eletrônica, caseadeira reta eletrônica, máquinas de costura reta e de ponto conjugado, além de mesas de passar industriais, mini caldeiras portáteis, mesa de corte industrial e manequins profissionais.
Caso mantenham a oferta de cursos gratuitos após o término do programa, esses equipamentos poderão permanecer nas instituições.
Segundo Claudia Alves, analista de Produtividade e Inovação da ABDI, a parceria com institutos comunitários é estratégica para ampliar o acesso à qualificação profissional tecnológica em diferentes regiões do DF. “Essas instituições já têm forte presença nas comunidades e desempenham um papel fundamental na mobilização e permanência dos alunos nos cursos”, destaca.
“O Indústria da Moda é um projeto importante para o setor do vestuário porque trabalha em duas vertentes que se complementam: aperfeiçoa e moderniza as linhas de produção e qualifica profissionais”, afirma o diretor regional do Senai-DF, Marco Secco. “Ao trabalhar as duas linhas de forma complementar, o Indústria da Moda trará como resultado a inclusão socioprodutiva e um setor mais eficiente, que produzirá com maior qualidade”, complementa.
Necessidade de formação profissional
O setor de vestuário do DF reúne cerca de 6 mil empresas, concentradas principalmente em Taguatinga, Ceilândia e Plano Piloto, que somam 57% dos estabelecimentos do segmento.
De acordo com levantamento do Sindicato das Indústrias do Vestuário do DF (Sindiveste), 70% das empresas são microempreendedores individuais, e quase metade possui entre um e cinco empregados.
Apesar do crescimento do mercado, o setor enfrenta déficit de cerca de 1.800 profissionais qualificados, especialmente costureiras industriais. Em 2024, o varejo de moda no DF cresceu 5,8%, ampliando a demanda por produção local e mão de obra especializada.
CRÉDITOS:
foto: Divulgação
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