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Seis mulheres denunciam líder religioso por crimes sexuais

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Frequentadoras de centros umbandistas delatam Expedito Moisés dos Santos por estupro e importunação sexual. Segundo elas, o líder oferecia banhos íntimos e as assediava pelas redes sociais
As mulheres ofereceram ameaças, ofertas de banhos religiosos e chamadas de vídeo nas quais Expedito as importunava sexualmente. – (crédito: ninocare/Pixabay)
Isabela Stanga

Seis mulheres denunciam o líder umbandista Expedito Moisés do Santos por importunação sexual em Juiz de Fora (MG). Expedito, de 43 anos, também é acusado de estupro de vulnerável, pois na época uma das vítimas do crime tinha 13 anos. O suspeito nega ter importunado as fiéis. De acordo com o advogado das vítimas, Matheus Ferreira, o líder oferecia banhos religiosos às frequentadoras dos centros de umbanda e importunava-as sexualmente por meio das redes sociais.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Juiz de Fora. O Correio tenta contato com a instituição.

“O inquérito está em andamento, e confiamos plenamente no trabalho das autoridades competentes. Acreditamos na eficácia do sistema de justiça em garantir que o responsável por esses atos seja responsabilizado criminalmente por todas as suas condutas criminosas”, disse em nota o advogado das vítimas.

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Importunação sexual

Segundo o g1, uma das vítimas, de 47 anos, recebeu uma mensagem de Expedito em 17 de dezembro, pedindo que ela o adicionasse em outro aplicativo de conversas. Então teria lhe perguntado: “Você quer ver mole ou duro?”. No aplicativo, ele teria feito chamada de vídeo primeiro mostrando o rosto, mas depois se masturbando. A mulher gravou a ligação e levou para a polícia.

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Outra mulher, que trabalhou com Expedito no centro umbandista, também recebeu ligações do tipo. Ela tem 43 anos.

Três mulheres, de 22, 32 e 33 anos, contam histórias parecidas, nas quais receberam ligação de vídeo e oferta de banhos religiosos. A de 33 anos, inclusive, era amiga de Expedito e só começou a desconfiar do comportamento dele quando foi importunada sexualmente. Por mensagens, ele afirmou que “tinha que me dar um banho íntimo, nas minhas partes íntimas, que eu estava precisando de um banho desses”, disse a vítima em seu depoimento.

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A mulher de 22 anos também descreveu oferta de banho. “Ele disse que meu marido estava me traindo e que o banho era para ele me olhar com outros olhos. Eu sabia que ele, como pai de santo, não poderia dar banho, dado somente por outras mulheres. Quando perguntei se ele conhecia alguma, ele disse que não e que era pra eu confiar nele”, depôs.

A vítima de 32 anos importunada sexualmente também denuncia ameaças recebidas de Expedito. Quando o seu terreiro fechou, ele acusou a mulher de ser culpada e disse que iria “se vingar de tudo”.

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Estupro de vulnerável

Uma jovem, agora com 19 anos, acusa Expedito de estupro de vulnerável. Na época do crime, tinha 13 anos. Conforme a denúncia, ela frequentava um terreiro em que o pai de santo fazia parte das sessões religiosas, bem como organizava bingos e confraternizações. Na saída de uma dessas festas, Expedito pediu carona ao pai da vítima.

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Durante a viagem, que aconteceu em 2017, o líder religioso começou a acariciar o braço da adolescente e, depois, seu seio. A jovem tentou tirar o braço de Expedito, mas não teve sucesso. Em choque, ela não conseguiu alertar os pais sobre o acontecido.

Denunciado

Expedito Moisés declarou à polícia que dirige um centro de umbanda, mas que não teria importunado as mulheres. Ele também negou ameaçar ou ter oferecido banhos religiosos às vítimas.

Acerca das chamadas de vídeo, o líder religioso disse que estava nu e deitado no sofá por estar bêbado e que avisou as vítimas de sua condição. Expedito alegou que as suas partes íntimas podem ter aparecido,  sem que fosse de propósito.

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Moraes concede regime semiaberto a Débora do Batom, condenada pelo 8/1

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Mulher que escreveu Perdeu Mané em estátua está em regime domiciliar
Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu progressão de regime para o semiaberto à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, que foi condenada a 14 anos de prisão por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. 

Débora ganhou notoriedade por ter pichado com um batom a frase Perdeu, mané na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do STF.

Apesar da progressão, Moraes manteve Débora do Batom em regime domiciliar de cumprimento de pena, em razão de ela ter filhos menores de idade. Com a mudança de regime, ela agora poderá sair de casa durante o dia.

Débora iniciou o cumprimento de pena em setembro de 2025, quando já se encontrava presa preventivamente em regime domiciliar.

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Condenação

Por seus atos no 8 de janeiro, a cabeleireira foi condenada pela Primeira Turma do STF pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. O placar final de julgamento foi 4 a 1. 

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A progressão de regime para o semiaberto era pedida pela defesa desde maio, quando os advogados também pediram que fosse aplicado ao caso dela a Lei da Dosimetria, promulgada pelo Congresso Nacional naquele mesmo mês.

Criada especificamente para alterar o cálculo das penas de pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Lei da Dosimetria teve seus efeitos suspensos por decisão de Alexandre de Moraes. A suspensão é válida até que o plenário do STF julgue ações que questionam a nova lei.

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Estátua da Justiça pichada em frente ao STF durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 – Joedson Alves/Agencia Brasil

Golpe

Em 8 de janeiro de 2023, centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com a derrota na tentativa de reeleição, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. O prédio do STF foi um dos mais atingidos, com diversas avarias ao plenário, por exemplo.

 

 

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