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Politica

Cracolândia: secretária de Nunes defende “uso supervisionado” de drogas

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Divulgação/Prefeitura de SP

Secretária Municipal de Direitos Humanos, Soninha Francine defende a adoção de políticas de redução de danos na região da Cracolândia

São Paulo – A secretária municipal de Direitos Humanos, Soninha Francine, defendeu a adoção de políticas de redução de danos como estratégia de enfrentamento ao consumo de drogas na região da Cracolândia, no centro de São Paulo.

Ao Metrópoles, ela afirma que entende a “agonia” do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), ao defender a internação compulsória de dependentes químicos na região, mas sugere adotar “salas de uso supervisionado” de drogas como uma estratégia alternativa para retirar os usuários das chamadas “cenas abertas” de uso, como ocorre na Cracolândia.

“Entendo a agonia do prefeito, porque ele olha para as pessoas, especialmente em cena de uso na Cracolândia, e fica desesperado, entende que as pessoas precisam ser internadas. É uma agonia muito verdadeira”, diz Soninha, em entrevista ao Metrópoles.

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A secretária afirmou, contudo, que o fato de a internação só poder ser feita com prescrição médica, e em alguns casos mediante decisão judicial, é necessário discutir outros tipos de atendimento para os casos em que não houver esse tipo de aval.

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Isso inclui a opção de retirar o usuário da “cena aberta” para que ele tente reduzir consumo em um ambiente controlado, a “sala de uso supervisionado”.

“Algo que cada vez mais a gente tem defendido é que as pessoas que estão fazendo uso muito nocivo, que têm a dependência em um grau muito elevado e que, por isso, estão bastante desconectadas dos serviços de saúde e assistência, tenham uma primeira porta de entrada para saírem da situação degradante, que é a sala de uso supervisionado. É polêmico, mas é cada vez menos polêmico”, afirma Soninha.

Redução de danos foi adotada por Haddad

Políticas de redução de danos são utilizadas para mitigar consequências do uso de drogas durante o processo de combate ao vício, como doenças e ações violentas.

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Um dos exemplos mais utilizados é a distribuição de seringas descartáveis a dependentes químicos que fazem uso de substâncias injetáveis. Assim, ocorre a prevenção a doenças transmitidas por meio do compartilhamento de seringas.

A contenção de danos foi a premissa do programa “Braços Abertos”, da gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (2012-2016), atual ministro da Fazenda, que incentivava a redução do consumo de drogas por meio de ofertas de emprego e moradia, sem exigir abstinência imediata da droga.

Quem aceitasse participar recebia R$ 15 por dia para auxiliar na limpeza e coleta de reciclagem na região, enquanto era acompanhado por uma equipe especializada. O consumo de droga era tolerado.

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Tanto o programa de Haddad quanto o conceito de redução de danos foram criticados por diversos setores da sociedade, muitos deles politicamente alinhados ao atual prefeito Ricardo Nunes e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Soninha disse que ainda não conversou a respeito com o prefeito, mas declarou que a sala de uso supervisionado que defende é diferente do programa adotado por Haddad porque retira o dependente químico das ruas da Cracolândia.

“A tolerância de uso é uma etapa para acabar com o uso nocivo. Quando você critica a redução de danos, não muda o fato de que o dependente estar usando [drogas] num ambiente degradado”, diz a secretária.

“No mundo ideal, ninguém usaria crack ou K9, mas como ele não existe e as pessoas estão fazendo uso em cenas abertas, que são espaços degradados, é melhor trabalhar com o mundo real e oferecer condições humanas e dignas para que superem o uso nocivo do que quer que seja, de cachaça até a cocaína”, afirma.

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Fernanda Machiaveli aborda políticas de crédito rural e reforma agrária no “Bom Dia, Ministra”

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No programa desta quarta-feira (15/4), titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar destaca ações de expansão de linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva, políticas para mulheres rurais e ações de acesso à terra

 

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, é a convidada do programa “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira, 15 de abril. Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, a partir das 8h, ela abordará a ampliação do crédito rural da agricultura familiar, com destaque para iniciativas como o Plano Safra da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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A ministra também vai detalhar ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização dos territórios quilombolas. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.

CRÉDITO RURAL — Entre os resultados que serão apresentados pela ministra, destaca-se a comparação entre a safra passada e a atual. As linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva e à transição agroecológica, por meio do Pronaf A e A/C, destinado a famílias assentadas da reforma agrária, registraram crescimento no número de operações, resultando em mais contratos e alcançando maior volume financiado em comparação a safras anteriores.

Também houve crescimento no Pronaf B, voltado a agricultores familiares de menor renda, com ampliação do número de contratos e maior volume financiado. Medidas como a elevação do limite de enquadramento de renda bruta anual familiar, conectada ao salto no valor de financiamento e ao prazo de pagamento estendido, são parte de outros assuntos do “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira.

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Outro destaque previsto para a participação da ministra Fernanda Machiaveli é o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, com aumento no número de contratos. Houve ainda incentivo à produção de alimentos básicos, como arroz, feijão e mandioca, com juros reduzidos, além de apoio à aquisição de tratores e outros equipamentos.

MULHERES RURAIS — A ministra também vai comentar sobre políticas do MDA que exemplificam o esforço em ampliar o protagonismo econômico, produtivo e financeiro das mulheres no campo. Entre as medidas há destaque para o programa Da Terra à Mesa, que destinou recursos para projetos de transição agroecológica e que celebrou maior participação feminina, parte da meta de alcançar e beneficiar mais mulheres e reconhecer o protagonismo delas na preservação e no manejo sustentável.

Mais uma ação neste sentido é o lançamento de edital de chamamento público exclusivamente para fortalecer organizações produtivas e econômicas — associações e cooperativas — de mulheres rurais. Os projetos selecionados consideram como prioridade assentadas da reforma agrária, quilombolas, indígenas e jovens rurais.

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Houve ainda a criação e melhoria de linhas exclusivas, como o aumento do limite do Pronaf B Mulher e melhores condições no “Fomento Mulher”. O MDA também estabeleceu que a cota afirmativa de que 50% do público atendido nas chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) deve ser composta por mulheres, além da retomada dos Mutirões de Documentação da Trabalhadora Rural.

REFORMA AGRÁRIA E QUILOMBOS — Outro tema no rol de assuntos comentados no programa será a retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios quilombolas em todo o país. Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação.

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Paralelamente, também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.

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AO VIVO — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O programa, transmitido ao vivo a partir das 8h em formato de entrevista coletiva, pode ser acompanhado pela TV (aberta ou via satélite) e pela internet, no YouTube, Facebook, TikTok e Instagram do @CanalGov. Para as rádios, o sinal de transmissão é oferecido pela Rádio Gov, no mesmo canal de “A Voz do Brasil”.

PARTICIPE — Emissoras e jornalistas de todo o país interessados em participar do “Bom Dia, Ministra” podem encaminhar mensagens para o telefone (61) 99222-1282 (WhatsApp) e informar o nome da emissora, do veículo, do município e estado de origem, para serem incluídos na lista de veículos interessados em participar do programa.

 

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CRÉDITOS:

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Foto: Divulgação / Presidência da República

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