Politica
Governo Federal formaliza proposta de reajuste para as forças de segurança do DF
Senadora Leila do Vôlei garante interlocução e reafirma luta pela paridade salarial das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros com a Polícia Federal
As negociações entre o Governo Federal e o Governo do Distrito Federal (GDF) para o reajuste salarial das forças de segurança avançaram nesta sexta-feira (22), na 3ª reunião dos Fóruns de Diálogo das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros.
As categorias, que reivindicam paridade salarial com a Polícia Federal, receberam a proposta de reajuste de 18,8%, dividida em duas parcelas: a primeira ainda neste ano e a segunda até abril de 2026. Caso aceite, a remuneração dos policiais civis passará a variar de R$ 13.170,94 a R$ 36.288,04, enquanto a da PM e dos bombeiros ficará entre R$ 7.619,49 e R$ 27.534,56.
A ponte entre as categorias e o Governo Federal tem sido feita pela senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) e pela deputada Erica Kokay (PT-DF). Durante a reunião, Leila reforçou sua posição:
“Agradeço a sensibilidade do governo federal em dialogar com a categoria, algo que não aconteceu no governo passado. Mas já deixo claro: não vamos desistir. Essa luta já dura três anos e continuaremos até alcançar a paridade, porque é uma questão de justiça.”
O papel do Fundo Constitucional do DF
Os salários das forças de segurança do DF são pagos integralmente pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), recurso federal também utilizado para saúde e educação. Embora esses setores tenham fontes próprias de financiamento nacionais, o governo local tem ampliado cada vez mais sua fatia do Fundo.
Em 2019, 56,4% do FCDF eram destinados à segurança pública. Hoje, esse percentual caiu para 45,84%, enquanto 54,16% são aplicados em saúde e educação. Para a senadora Leila, essa mudança compromete a valorização e o fortalecimento das polícias e do Corpo de Bombeiros:
“Se o GDF fizesse a gestão correta da saúde e da educação, usando os recursos específicos dessas áreas, não precisaria retirar cada vez mais da segurança. Essa inversão prejudica a valorização salarial e a ampliação de efetivo.”
Limites fiscais
Na reunião, o secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão, José Lopez Feijóo, apresentou os entraves fiscais. Embora o Fundo seja corrigido pela Receita Corrente Líquida e esteja fora do teto de gastos, ele não é excluído da meta de despesas do novo regime fiscal. Isso significa que cada reajuste impacta diretamente no resultado primário da União.
A proposta de 18,8% representa aumento de 12,2% nas despesas de 2026. Como o arcabouço fiscal limita o crescimento das despesas de pessoal a 6,1% em 2027, há preocupação com a sustentabilidade do Fundo.
Posição da categoria
As entidades das categorias e o GDF serão comunicados oficialmente e deverão se posicionar sobre a proposta. Somente após a confirmação do acordo, o Poder Executivo Federal poderá encaminhar o texto para análise e votação do Congresso Nacional.
Diálogo e valorização
As Mesas de Negociação das forças de segurança foram criadas em dezembro de 2024 por decreto presidencial, após articulação da senadora Leila do Vôlei. O novo espaço garantiu transparência e diálogo permanente entre policiais, bombeiros, GDF e Governo Federal, agilizando o processo de discussão sobre reajustes salariais. Desde então, Leila atua como ponte entre as categorias e o Executivo, acompanhando reuniões com a ministra Esther Dweck e o Ministério da Justiça.
Fonte: Ascom Sen. Leila Barros
Politica
Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional
SAÚDE
Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas – Foto: Rafael Nascimento/MS
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira vacina brasileira e de dose única contra a dengue começa a ser aplicada em municípios-piloto para avaliação de impacto
O Governo do Brasil iniciou neste sábado, 17 de janeiro, a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.
Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”
Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.
“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”, reforçou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, que acompanhou o início da vacinação em Nova Lima.
Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.
AMPLIAÇÃO DA OFERTA – Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.
A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
QUEM PODE SE VACINAR? – Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.
A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.
Foram quase 20 anos de pesquisas, em um processo que exigiu dedicação de diferentes centros de pesquisa brasileiros, que contou ainda com apoio de pesquisadores e instituição estrangeiros. Um marco importante ocorreu ainda em 2008, quando o BNDES aprovou o primeiro financiamento para o Butantan desenvolver imunizantes para doenças chamadas negligenciadas. Foram R$ 32 milhões que também deveriam ser usados nos estudos de vacinas para a dengue, a leishmaniose canina e o rotavírus.
O apoio do BNDES não parou por aí. Em 2017, o BNDES aprovou financiamento de R$ 97,2 milhões para ensaios clínicos e construção de uma planta de escalonamento para fornecimento de doses contra a dengue. No total, a participação do Banco corresponde a 31% dos R$ 305,5 milhões investidos na vacina.
Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO – Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.
Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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