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Nova lei enrijece combate ao estupro de vulnerável e impede relativização de pena

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Advogado criminalista Amaury Andrade aponta que a lei evita que vítimas de estupro passem por novo sofrimento na Justiça

O Presidente da República  Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.353/2026, publicada em 8 de março, que altera o Código Penal para tornar expressa e absoluta a presunção de vulnerabilidade da vítima nos crimes de estupro contra menores de 14 anos e pessoas sem capacidade de discernimento.

A norma, originada do PL 2.195/2024, veda expressamente que o consentimento da vítima, sua experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento prévio com o agressor sejam usados para atenuar a punição ou afastar a tipificação do crime.

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Para o advogado criminalista e professor Amaury Andrade, o impacto mais relevante da lei é tornar o julgamento mais objetivo. “A mudança impede que a condição de vulnerabilidade seja enfraquecida por argumentos externos ao núcleo do tipo penal. O Judiciário passa a ter uma barreira legal mais clara contra teses que tentem usar aspectos da vida privada da vítima para reduzir a gravidade da conduta”, explica.

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Andrade destaca que, embora a lei não crie novo tipo penal nem aumente as penas existentes, ela estabelece maior segurança jurídica ao delimitar o que não pode mais ser usado para relativizar a proteção penal. “Reduz-se a margem para decisões contraditórias e reforça-se a coerência do sistema de Justiça no enfrentamento da violência sexual”, completa.

O especialista aponta ainda que a nova redação beneficia diretamente as vítimas ao diminuir o risco de revitimização durante o processo. “A discussão processual frequentemente desviava o foco da conduta do agressor para aspectos da vida privada da vítima. Agora, a resposta estatal se torna mais firme e compatível com a lógica de proteção integral, especialmente para crianças e pessoas sem capacidade válida de consentimento.”

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A lei representa um avanço na proteção da dignidade sexual de pessoas vulneráveis, estabelecendo que sua condição não está sujeita a flexibilizações casuísticas no sistema de Justiça.

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HUB participa do maior mutirão de saúde da mulher na história do SUS

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A iniciativa integra o programa “Dia E – Ebserh em Ação”, reafirmando o papel dos hospitais universitários federais na assistência à saúde pública
O Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (HUB-UnB), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vai ofertar, no dia 21 de março, diferentes procedimentos, com foco na saúde da mulher, aumentando o acesso a atendimento especializado por parte dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Serão oferecidos mais de 400 atendimentos em diferentes áreas de saúde, concentrando, em um único dia, a realização de consultas, exames e cirurgias, com o objetivo de reduzir filas de espera no Distrito Federal. Além disso, durante a ação, o HUB-UnB será um dos 26 hospitais universitários realizando a inserção do implante subdérmico Implanon, método contraceptivo de alta eficácia incorporado pelo Ministério da Saúde (MS).
Coordenado pela Ebserh e alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, do MS, o “Dia E” visa a realização simultânea de cirurgias eletivas, consultas, exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos nos 45 hospitais universitários federais da Rede, localizados em todas as regiões do país.
Em 2025, aconteceram três edições do “Dia E”, que contabilizaram o total de 99.247 procedimentos realizados em território nacional. No HUB, foram 5 mil.
Rede Ebserh
O HUB-UnB faz parte da Rede Ebserh desde janeiro de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
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