Politica
Paula Belmonte assume a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Legislativa do DF
Crédito: Carlos Gandra/Agência CLDF
Deputada reforça compromisso com o fortalecimento dos direitos femininos e ampliação das políticas públicas para as mulheres
A deputada Paula Belmonte (Cidadania) toma posse como Procuradora Especial da Mulher da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), na próxima segunda-feira (17), às 17h. A cerimônia, realizada no Foyer do Plenário da CLDF, marca a transição do cargo, anteriormente ocupado pela deputada Dayse Amarilio (PSB), que faz, na oportunidade, a prestação de contas das atividades de 2024.
São esperadas diversas autoridades, representantes de entidades voltadas aos direitos das mulheres, representantes do setor produtivo, empresárias etc. Entre os confirmados, estão a secretária da Mulher, Giselle Ferreira; a comandante da Polícia Militar do DF, Ana Paula Barros; a secretária de Meio Ambiente, Eleutéria Rocha; o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar; o secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Souza e Teles.
Paula Belmonte ficará por um ano à frente da Procuradoria da Mulher e, neste tempo, reforçará bandeiras que já defende no mandato parlamentar, como a proteção da mulher e o empreendedorismo feminino. “Assumo essa missão com o compromisso de fortalecer as políticas públicas voltadas às mulheres do Distrito Federal, promovendo ações de capacitação e incentivando a participação feminina na política e no empreendedorismo”, afirma a parlamentar.
A Procuradoria Especial da Mulher tem um papel fundamental na defesa dos direitos das mulheres, atuando no enfrentamento à violência de gênero, na fiscalização da implementação de políticas públicas e no fomento a projetos que garantam mais oportunidades para as mulheres em diferentes áreas.
Ao longo de 2025, a nova Procuradora pretende ampliar o alcance dos programas de proteção à mulher, fortalecer parcerias com instituições públicas e privadas e promover campanhas de conscientização sobre temas como prevenção a situações de violência, proteção da mulher e autonomia financeira.
SEMANA DA MULHER
A cerimônia de posse ocorre dentro da programação da 2ª Semana da Mulher da CLDF, de 17 a 20 de março, trazendo debates, palestras e um mutirão de serviços gratuitos voltados ao público feminino.
Serviço
📍 Posse da deputada Paula Belmonte na Procuradoria Especial da Mulher
📅 Data: 17 de março de 2025, às 17h
📍 Local: Foyer do Plenário da Câmara Legislativa do DF
Politica
Judicialização de concursos cresce no DF e especialista explica como candidatos podem evitar disputas judiciais
DF registrou mais de 53 mil ações relacionadas a concursos públicos em 2025. Especialista aponta que atenção ao edital pode evitar processos.
O número de ações judiciais relacionadas a concursos públicos tem crescido no Distrito Federal. Levantamento recente aponta que o DF registrou mais de 53 mil processos envolvendo classificação em concursos em 2025, sendo a segunda unidade da federação com maior volume de judicializações no país. Entre os principais motivos estão questionamentos sobre notas, formulação de questões e critérios de correção.
A judicialização de concursos públicos costuma ocorrer quando candidatos identificam possíveis irregularidades no processo seletivo ou discordam de decisões tomadas pelas bancas examinadoras. Nesses casos, o recurso ao Judiciário surge como alternativa para contestar resultados ou etapas do certame.
Segundo a advogada administrativista Flávia de Sá Campos, do Centro Universitário UniProcessus, a atuação da Justiça nesses casos ocorre apenas quando há indícios claros de ilegalidade no processo.
“A intervenção judicial é legítima quando há ilegalidade, como erro material, violação ao edital, cobrança de conteúdo fora do programa previsto ou ausência de critérios objetivos de correção”, explica.
A especialista destaca que muitos conflitos poderiam ser evitados ainda nas etapas administrativas do próprio concurso.
“O candidato bem preparado não estuda apenas o conteúdo da prova, mas também acompanha atentamente as regras do edital e os prazos para apresentação de recursos, evitando uma judicialização desnecessária”, afirma.
Flávia também aponta que parte das ações surge em etapas específicas dos certames.
“Grande parte das judicializações em concursos públicos ocorre após reprovações em fases como exames médicos, investigações de vida pregressa ou avaliações documentais. Muitas dessas situações poderiam ser evitadas com a leitura atenta do edital e com a apresentação correta dos documentos exigidos pela banca examinadora”, conclui.
Estudos sobre judicialização em concursos públicos também indicam que grande parte das ações não resulta em alteração no resultado dos certames. Levantamento do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos aponta que mais de 75% das decisões analisadas foram consideradas improcedentes, o que reforça a importância de atenção às regras do edital e aos recursos administrativos previstos nos processos seletivos.
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