Politica
Servidores da Justiça reagem a ataque de Gleisi: “Agressão gratuita”
A Associação dos Servidores da Justiça do Distrito Federal divulgou uma nota de repúdio após Gleisi Hoffmann criticar multas do TSE
A Associação dos Servidores da Justiça do Distrito Federal (Assejus) divulgou uma nota de repúdio, na noite dessa sexta-feira (22/9), às críticas da presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), à Justiça Eleitoral.
“A agressão retórica e gratuita da manifestação parlamentar constitui repulsivo ataque às trabalhadoras e aos trabalhadores da Justiça Eleitoral brasileira, os quais, muitas vezes, com riscos à sua integridade física e com o sacrifício da própria vida, se empenham por tornar efetivo o direito de escolha de cada cidadão e cidadã brasileiros na formação da vontade política e dos destinos de seu próprio país”, afirmou a entidade.
Durante discussão sobre a PEC da Anistia na Câmara dos Deputados, na última quinta-feira (21/9), Gleisi criticou a aplicação de multas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos partidos políticos que descumprem regras e a atuação dos tribunais eleitorais sobre as siglas.
A presidente nacional do PT afirmou que “não pode ter uma Justiça Eleitoral, que, aliás, é uma das únicas do mundo”. “Um dos únicos lugares do mundo que tem Justiça Eleitoral é no Brasil, o que já é um absurdo. E custa três vezes o que custa o financiamento de campanha para disputa eleitoral”, declarou.
“Eu queria falar das multas do Tribunal Superior Eleitoral. Os valores ditos aqui – R$ 750 milhões, R$ 23 bilhões… Gente, isso não é multa exequível. Não tem como pagar. Nós não temos dinheiro”, disse Gleisi. Veja:
Na nota contra a fala da petista, a Assejus declarou que, “ironicamente, o contexto das declarações da parlamentar dizia respeito à discussão de proposta que visa anistiar partidos políticos das sanções pelo descumprimento de regras eleitorais, entre as quais as que previam reserva de cotas raciais e de gênero”. A associação disse que a Justiça Eleitoral tem papel de promover o equilíbrio entre os partidos.
“Longe de contribuir para o debate pelo aprimoramento, a desqualificação da existência da Justiça Eleitoral pela parlamentar soma-se e corrobora os inúmeros discursos e atos perpetrados contra esse ramo da justiça. Ataques, igualmente, repudiados e combatidos pela entidade em outros momentos”, afirmou.
Politica
Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje
O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).
As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.
A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.
A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.
A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.
Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.
Como contribuir
Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:
- Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
- Eixo 2: Educação
- Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
- Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
- Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
- Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
- Eixo 7: Comunidades Quilombolas
- Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
- Eixo 9: Povos Ciganos
- Eixo 10: Mulheres Negras
- Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
- Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
- Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
- Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
- Eixo 15: Política Internacional
- Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial
Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:
- Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
- Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
- Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
- Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
- Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.
Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br
Análise e consolidação
Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.
A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.
2º Planapir
A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.
O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.
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