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Saúde

Laços vitais: o poder do leite materno para superar desafios

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Paloma amamentando seu filho recém nascido Noah – (crédito: Arquivo pessoal)

Saiba como a solidariedade para mães e bebês na jornada da amamentação pode contribuir para a conscientização sobre a importância e os benefícios do leite materno

Foto de perfil do autor(a) Eduardo Fernandes
Eduardo Fernandes
Foto de perfil do autor(a) Iza Carvalho
Iza Carvalho*

A amamentação é um momento especial e fundamental na vida de uma mãe e seu bebê. No entanto, nem todas as mulheres conseguem amamentar por diversos motivos. Pensando nisso, a rede de bancos de leite humano do Distrito Federal oferece uma solução solidária e reconfortante: a possibilidade de receber leite doado por outras mães.

Essa rede de apoio ampliada está se tornando uma referência nacional, proporcionando assistência e orientação para mães que enfrentam dificuldades na amamentação, além de incentivar a doação de leite materno para ajudar outras famílias. A psicóloga e consultora em amamentação Priscila Lorrany (@aleitaramor) destaca que os benefícios da amamentação para mãe e bebês são inúmeras.

“Para o bebê, a amamentação promove uma proteção imunológica gigantesca, anticorpos são transmitidos de mãe para filho através do leite materno, diminuindo a chance de desenvolver doenças. Além disso, ajuda no sistema gastrointestinal, melhorando a digestão e minimizando as terríveis cólicas. A sucção estimula e fortalece a arcada dentária, assim como toda parte orofacial, e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e bebê.”

A amamentação, para a mãe, também é uma grande aliada, pois reduz as chances de hemorragia pós-parto — a sucção do bebê ajuda a acelerar a contração uterina, contribuindo também para a volta do útero ao tamanho normal. “Podem auxiliar também na perda de peso, pois consome grande caloria ao dia, além de proteger a mãe de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, câncer de mama e até depressão pós-parto. Estudos demonstram riscos menores de desenvolver essas doenças a longo prazo”, ressalta Priscila

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Desafios e conexão

A amamentação não foi um processo instintivo para Paloma Sanches, 21 anos. Quando o filho, Noah, nasceu, por meio de uma cesariana, o leite não desceu como ela imaginava. Com isso, a jovem se deparou com uma realidade diferente daquela que havia aprendido.

“Não é instintivo nem para a mãe e nem para a criança”, diz Paloma. Essa é uma situação poucas vezes discutida, mas é uma parte essencial da jornada da amamentação para muitas mães. Com 39 semanas de gestação, Paloma não passou pelo processo fisiológico do trabalho de parto, o que trouxe dificuldades iniciais na produção de colostro.

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Apesar dos obstáculos, Paloma reitera a persistência necessária durante a jornada
Apesar dos obstáculos, Paloma reitera a persistência durante a jornada da amamentação(foto: Arquivo pessoal)

De acordo com ela, Noah também teve dificuldades em pegar o peito nos primeiros dias após o nascimento, tendo que recorrer à fórmula para complementar a alimentação dele. Mas, com determinação e paciência, superou essa fase e conseguiu estabelecer uma amamentação bem-sucedida.

Paloma enfatiza que o Agosto Dourado é um lembrete importante de que a amamentação é um processo, muitas vezes repleto de desafios, mas que merece paciência e compreensão. A jornada da amamentação pode ser frustrante, especialmente quando as expectativas não se alinham com a realidade, como foi o caso de Paloma.

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“É importante respeitar o tempo e o interesse do bebê, além de utilizar técnicas de posicionamento que foram recomendadas por profissionais. Posicionei Noah de forma que ele pudesse pegar o máximo possível da aréola, garantindo uma mamada consciente e eficiente”, compartilha.

Recomendações

A enfermeira Lia Esther Neiva, especialista em neonatologia, consultora em amamentação e mestre em saúde da mulher (@apego.liaesther), ressalta que a posição para amamentar é um ponto muito relevante, pois facilita em muitos desafios que podem surgir durante esse período, como fissuras, preferência do bebê por uma das mamas, obstrução do ducto, alto fluxo de leite, criança de baixo-peso e dorminhoca, além de quando são gemelares.

Das várias posições, como cavaleiro, invertida e deitada, destaco a tradicional ou clássica, que normalmente é a preferida — o bebê recebe o apoio do braço que está do mesmo lado do peito usado para amamentar. “A dica é sentar-se em poltrona confortável, manter a coluna reta para poder pegar seu bebê de modo que a cabeça dele fique confortavelmente apoiada no seu antebraço, com o rosto virado para a mama.”

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Superação

Um momento que deveria ser especial para mãe e filho se tornou um episódio de grande dificuldade para Marina Costa Monteiro Guedes, 30, mãe do Heitor. O bebê, que nasceu em 9 de junho, não conseguia amamentar. E ainda estava perdendo peso.

Tal situação deixou Marina perdida, já que ela não entendia o que estava acontecendo. Em busca de informações, descobriu que o neném tinha a língua presa. Mesmo assim, não era isso que prejudicava a amamentação, segundo a enfermeira. “Meu leite não estava sendo suficiente para a alimentação do Heitor. Não queria, mas tive que fazer relactação com fórmula”, relembra.

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Marina e o marido Diego Queiroz em um momento família
Marina e o marido, Diego Queiroz, em um momento família(foto: Fotos: Arquivo pessoal)

Como toda mãe é persistente, ela continuou acreditando que poderia viver esse momento com o filho. Depois de duas semanas, enfim, tinha leite o bastante para o pequeno. Ainda sim, recorda o quanto ficou triste e chateada emocionalmente, por não cumprir, de início, esse desejo. “Esse é um momento que vai ser sempre só nosso.”

Requisitos para doar leite materno

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– Não usar medicamentos incompatíveis com a amamentação
– Em caso de não ter feito o pré-natal, realizar exames específicos
– Não usar álcool nem drogas ilícitas
– Estar amamentando ou ordenhando leite para o próprio filho
– Ser saudável
– Apresentar exames pré ou pós-natal compatíveis com a doação de leite ordenhado

Fonte: Secretaria de Saúde (SES-DF), http://amamentabrasilia.saude.df.gov.br/

Doação em 14 passos

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1. Tirar o leite em lugar limpo e tranquilo
2. Usar potes de vidro com tampa plástica
3. Ferver os potes por 15 minutos e deixar que sequem sobre um pano limpo
4. Usar uma touca ou um lenço na cabeça
5. Colocar uma máscara ou amarrar uma fralda sobre o nariz e a boca
6. Lavar as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão
7. Lavar as mamas apenas com água
8. Secar as mamas e as mãos com um pano limpo
9. Massagear os seios com a ponta dos dedos, com movimentos circulares, e iniciar a coleta diretamente no pote
10. Encher o pote até faltarem dois dedos para completá-lo e, caso seja necessário, recomeçar uma nova coleta em outro pote higienizado
11. Identificar o pote com seu nome e a data em que o leite foi retirado pela primeira vez. Para completar um pote que já está no congelador, fazer a coleta em um copo de vidro e depois despejar no pote
12. O leite pode ficar até 10 dias no congelador ou no freezer
13. Para agendar a coleta, ligar no número 160, opção 4
14. O Corpo de Bombeiros buscará a doação em sua casa

Fonte: Secretaria de Saúde (SES-DF), http://amamentabrasilia.saude.df.gov.br/

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Fonte: Correio Brasiliense

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Saúde

Unidades de Pronto Atendimento do DF recebem ações voltadas ao cuidado com a saúde mental

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Iniciativa integra a Campanha do Janeiro Branco e é desenvolvida pelo Projeto Acolher, do IgesDF
Por Ivan Trindade
Música, escuta ativa e diálogos sobre saúde mental marcaram as ações da Campanha do Janeiro Branco realizadas nesta semana nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em polos administrativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Em meio à rotina intensa de quem atua diariamente no atendimento à população, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUVID), por meio do Projeto Acolher, levou às unidades a ação “Prosa e Melodia”.
A iniciativa promoveu momentos de acolhimento, integração e sensibilização. Psicólogos conduziram conversas leves e informativas, reforçando a importância do autocuidado e destacando que profissionais que cuidam do outro também precisam ter sua saúde mental preservada.
As atividades integram a programação do Janeiro Branco nas unidades geridas pelo IgesDF. O ciclo de ações teve início no dia 12 de janeiro, passando pelas UPAs do Gama, Planaltina, Samambaia e Recanto das Emas. No dia 13, foi a vez das equipes de São Sebastião e Paranoá. Já no dia 14, as ações chegaram às UPAs de Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Sobradinho e Vicente Pires, sempre com o objetivo de fortalecer o bem-estar e estimular a escuta ativa no ambiente de trabalho.
O propósito central da campanha é contribuir para a construção de um ambiente institucional mais humano, saudável e confiável. Segundo os organizadores, o cuidado com a saúde mental dos colaboradores impacta diretamente a qualidade da assistência prestada ao cidadão, formando uma cadeia positiva que começa no trabalhador e se reflete no atendimento ao paciente.
Para o diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a campanha evidencia o compromisso do Instituto com quem sustenta diariamente a saúde pública. “Sabemos que a rotina dentro de uma UPA exige preparo técnico, mas também equilíbrio emocional. Criar espaços como este significa reconhecer o valor do colaborador e proteger sua saúde mental, garantindo um atendimento mais humanizado à população. O Janeiro Branco materializa uma política de valorização do trabalhador, baseada no diálogo, na escuta e na aproximação entre gestão e equipes”, destaca.
Colaborador em primeiro lugar
Segundo a chefe do NUVID, Paula Paiva, a adesão crescente dos profissionais demonstra que a saúde mental deixou de ser um tabu dentro da instituição.
“O principal objetivo da ação é conscientizar os colaboradores sobre a importância do autocuidado para o bem-estar pessoal e para a qualidade do atendimento ao público. Vamos percorrer todas as unidades geridas pelo Instituto. Somente nas UPAs, cerca de 800 colaboradores serão diretamente impactados, com foco na redução da ansiedade e no estímulo à presença no momento atual”, afirma.
Na UPA de Brazlândia, a gestão percebe de perto os efeitos da iniciativa. O gerente substituto da unidade, Igor Cavalcante, relata que os profissionais se sentiram valorizados.
“O nosso cotidiano é muito intenso. Somos cerca de 160 colaboradores, além de terceirizados. Nesse cenário, ações como essa promovem acolhimento, conscientização e valorização, contribuindo para um ambiente menos pressionado e para a melhoria direta da qualidade do atendimento à população”, pontua.
Para o gerente da UPA do Núcleo Bandeirante, Neviton Batista, cuidar da saúde mental dos colaboradores não é uma opção, mas uma necessidade. “Pessoas emocionalmente saudáveis trabalham melhor, se relacionam melhor e têm mais qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho. Lidamos diariamente com pressão, sobrecarga e responsabilidades que não ficam do lado de fora quando entramos na instituição”, observa.
No dia 15, a ação também foi realizada no PO700, sede administrativa do IgesDF, reunindo colaboradores de diversos núcleos em um momento de diálogo, música e incentivo à busca por apoio e cuidados com a saúde física e mental. Na mesma data, as UPAs de Ceilândia I e II também receberam as equipes do Projeto Acolher.
Proposta continuada
O Projeto Acolher já é reconhecido internamente por atender a uma demanda essencial dos trabalhadores. Entre os serviços ofertados estão atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura, nutrição, meditação, Reiki e ginástica laboral, além de ações pontuais como o “Prosa e Melodia”.
A técnica de segurança do trabalho Luzia Tânia, que atua na UPA de Brazlândia, destaca a importância da iniciativa. “Atos como esse promovem a saúde mental dos colaboradores. Aqui criamos um painel com frases motivacionais, incentivando cuidados como a prática de atividades físicas e de lazer para aliviar o estresse da rotina hospitalar. O cuidado com a saúde mental impacta diretamente a qualidade do trabalho e a prevenção de acidentes”, ressalta.
O calendário de ações segue ao longo do mês, incluindo atividades no Centro de Distribuição, no dia 21, e será estendido às unidades administrativas e hospitalares do IgesDF.
Para Paula Paiva, o Janeiro Branco vai além de um marco simbólico. “Para o IgesDF, proteger a saúde mental é parte de uma gestão contínua. Isso preserva talentos, fortalece o espírito de equipe e melhora a qualidade do serviço público de saúde. Em um cenário de demandas crescentes, cuidar de quem cuida é um compromisso institucional”, finaliza.
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