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Saúde

Leite humano é o alimento mais importante para nutrição e proteção de recém-nascidos

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O encontro entre mães doadoras, familiares de bebês receptores e profissionais da rede no DF, além de apresentar instruções práticas, serviu para enfatizar a relevância de cada ator. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Encontro promovido pelo Hospital Regional de Planaltina ressalta o valor da rede de doação e aleitamento materno. Em maio é celebrado o Dia Mundial da Doação de Leite Humano

Geovanna Duarte acredita que nada é por acaso. Nascida com 34 semanas de gestação e apenas 1.245 gramas, ela foi receptora do leite humano – o alimento mais importante para as necessidades nutricionais e a proteção imunológica de recém-nascidos – distribuído pelo Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Hoje com 26 anos, enquanto faz residência em fonoaudiologia, reconhece a importância que o ato teve para a sua vida e retribui diretamente, com o seu trabalho na área de motricidade orofacial, para o aleitamento de bebês que têm dificuldades de sucção e deglutição.

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Evento promovido pelo BLH do Hospital Regional de Planaltina (HRP) na tenda do Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (CERPIS), ao lado da unidade hospitalar, pôde agradecer às mães doadoras da unidade pelo gesto de amor responsável pelo fornecimento do alimento que lhe deu a vida. “Às vezes, vocês não têm noção da importância que tem o leite que doam, mas sou a prova viva disso. Cada gotinha que recebi naquele lugar foi fundamental para que eu crescesse de forma saudável”, declarou às mais de 60 doadoras que contribuem para a manutenção do estoque da unidade em 2024.

Vida em cada gota

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No dia 19 de maio é celebrado o Dia Mundial da Doação de Leite Humano [https://rblh.fiocruz.br/dia-mundial-de-doacao-de-leite-humano-2024]. O entorno da data é marcado por ações que buscam sensibilizar a sociedade para a promoção e a proteção do aleitamento materno e da doação de leite humano. O encontro entre mães doadoras, familiares de bebês receptores e profissionais da rede de BLH do DF, além de apresentar instruções práticas a gestantes e doadores, serviu para enfatizar a relevância de cada um dos atores desta importante rede de generosidade e vida.

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Enquanto amamentava o primeiro filho, Isaac Fernandes, hoje com sete anos, Laizza Trindade doava o excesso de leite produzido com a alegria e a convicção de quem imaginava o valor de seu gesto para a saúde de outras crianças. No entanto, apenas quando viu o segundo filho, Miguel Fernandes, ser amamentado por seringa com 4 mililitros de leite humano a cada três horas, foi capaz de compreender o verdadeiro significado de cada gota oferecida ao recém-nascido. O bebê ficou internado por 18 dias na UTI neonatal após ser reanimado ao nascer com prematuramente devido a um quadro de pré-eclâmpsia – relacionado ao aumento da pressão arterial da gestante.

Hoje, três meses após dar à luz o caçula, a moradora de Planaltina empenha-se em seguir doando ao menos um litro de leite quinzenalmente à equipe do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBM-DF) [https://www.cbm.df.gov.br/] que realiza a coleta em sua própria casa. “A gente tira tão pouquinho e acha que não vai ter nenhuma serventia… Mas serve sim! Com aquele único vidro que eu doo, agora sei que consigo alimentar dezenas de bebês”, enfatiza com orgulho.

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Rede de BLH do DF

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O Banco de Leite do HRP tem 62 doadoras ativas. De janeiro a março de 2024, foram coletados 164 litros de leite humano. Durante esse período, quase 300 bebês foram beneficiados com o leite coletado, processado e distribuído pela unidade que também presta auxílio às mães que têm dúvidas ou dificuldades para amamentar.

O DF conta atualmente com 14 bancos de leite. Todas as unidades contam com equipes multiprofissionais e servidores capacitados na área de aleitamento materno. Para doar, o cadastro pode ser feito por meio do telefone 160 (opção 4) ou no site Amamenta Brasília [http://amamentabrasilia.saude.df.gov.br/]. Além do envio de todas as orientações, uma equipe do CBM-DF vai à residência da doadora deixar o kit e, posteriormente, buscar os vidros cheios, sem a necessidade de deslocamento aos postos de coleta.

Os bancos de leite de Brasília são classificados como referência nacional pelo Ministério da Saúde, além de possuírem Padrão Ouro pelo Programa Internacional Ibero-Americano de Bancos de Leite Humano [https://rblh.fiocruz.br/pagina-inicial-rede-blh].

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Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br

Hoje com 26 anos, Geovanna Duarte, reconhece a importância do leite humano que recebeu quando nasceu prematuramente no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Laizza Trindade compreendeu o verdadeiro significado da doação depois que o segundo filho precisou ser amamentado com 4 mililitros de leite a cada três horas na UTI neonatal. Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

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Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação

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Saúde

HUB participa da rede de cuidado envolvida na doação e no transplante de órgãos

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O hospital realizará atividades que buscam conscientizar a população sobre a importância
da doação de órgãos
Brasília (DF) Um transplante começa muito antes da cirurgia e continua depois dela. Entre a identificação de um potencial doador e o acompanhamento da pessoa que recebe um órgão, diferentes profissionais e serviços participam de uma rede de cuidado que envolve avaliação, exames, acolhimento e acompanhamento. Durante o Setembro Verde, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil) realizará atividades que buscam incentivar esse gesto.
“O Setembro Verde é uma grande campanha nacional de incentivo à doação de órgãos. Em todo o Brasil, são realizadas ações para conscientizar a população sobre o assunto”, comentou Gustavo Arimatea, médico nefrologista e chefe da Unidade de Transplantes do HUB.
Programação
No hospital, já aconteceram as seguintes atividades em alusão ao Setembro Verde:
  • 10/09 – Ação de incentivo ao transplante, na sala de espera de pacientes, no subsolo do prédio da Unidade da Criança e do Adolescente (UCA).
  • 18/09 – 6º Seminário de Transplante e Doação de Órgãos, Tecidos e Células, integrando a programação do 2º Conecta HUB, na UCA.
  • 20/09 – Participação especial na Corrida/Caminhada da UnB/HUB, na Universidade de Brasília.
Em 24/9, uma exposição de estande na Feira de Saúde do HUB, onde serão realizadas atividades lúdicas a respeito da importância da doação de órgãos, encerrará o cronograma.
Salvar vidas
Para Gustavo Arimatea, a conscientização sobre a doação de órgãos é importante para ampliar o conhecimento sobre o processo e estimular a manifestação da vontade de doar. No HUB, são realizadas três modalidades de transplante: rim, córnea e medula óssea autóloga.
“Para realizar um transplante no HUB o paciente precisa ser encaminhado através da Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ou seja, o médico do paciente identifica a necessidade de um transplante e envia os relatórios de encaminhamento para o Complexo Regulador da SES/DF, que depois agenda uma consulta com a equipe de transplante”, explica Gustavo.
Em 2026, no HUB, já foram realizados 27 transplantes renais; 20 transplantes de córnea e 12 de medula óssea. O número suficiente de doadores ainda permanece sendo um desafio perante as demandas por doação no Brasil e no mundo.
“No Brasil, ainda temos um desafio adicional. Existe uma grande desigualdade de acesso ao transplante. Muitas pessoas vivem longe dos centros transplantadores, que estão concentrados nas maiores cidades e em algumas regiões do país. Precisamos garantir que todas as pessoas que possam se beneficiar de um transplante consigam chegar aos hospitais que realizam esse tratamento”, alerta o chefe da Unidade de Transplante.
Nesse sentido, no HUB, é feita uma “corrida contra o tempo” para que o transplante ocorra no prazo seguro. Esforço que envolve o processo de preparação de um paciente para que sua entrada na lista de transplante seja o mais breve possível.
“Como o órgão precisa ser colocado no corpo do receptor no menor intervalo possível, dizemos que isso é uma corrida contra o tempo. O Brasil é um país de grandes dimensões e muitas vezes os órgãos precisam viajar para outros estados. Nessa situação a organização logística é muito complexa, para que não existam entraves que inviabilizem o transplante”, informa Gustavo.
Etapas
Ainda de acordo com o nefrologista, no período pré-transplante, o objetivo é manter a saúde do paciente enquanto ele aguarda a disponibilidade de um órgão. Durante o transplante, os principais desafios estão relacionados à recuperação da cirurgia e à adaptação aos medicamentos utilizados para evitar a rejeição do órgão.
“No pós-transplante, quando o quadro de saúde do paciente já estabilizou, é necessário manter os cuidados pessoais, tomar os remédios do transplante com muito rigor e seguir o acompanhamento médico. Mas nessa fase os pacientes costumam se sentir muito bem e conseguem retomar muitos projetos de vida que tiveram que ser interrompidos em decorrência da doença”, completa.
Para quem aguarda por um transplante, a doação pode representar uma possibilidade de continuidade do cuidado. Por isso, falar sobre o tema e manifestar em vida a vontade de ser doador são atitudes que podem ajudar os parentes a conhecer essa decisão. No Brasil, a autorização para a doação de órgãos após a morte depende do consentimento da família.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
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