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Saúde

Médica dá 4 dicas para intensificar libido e orgasmo em qualquer idade

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blackCAT/Getty Images

É possível ter libido e uma vida sexual ativa em qualquer idade. Para isso, ginecologista dá dicas de como priorizar o sexo e gozar muito

“Sexo é vida” é uma frase que, por mais clichê que possa parecer, traduz bem o que uma vida sexual ativa e muitos orgasmos podem levar de benefícios às pessoas. Por isso, transar é uma das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ter bem-estar.

Por ser multifatorial, o sexo depende não só de fatores emocionais e psicológicos, como também dos hormônios para estar em dia. Pessoas mais velhas, é preciso ressaltar, tendem a ter uma queda desses hormônios, o que pode dificultar a vida sexual.

Contudo, não há motivos para desânimo, afinal, existem práticas que mantêm a libido e a qualidade sexual independente da idade. “Eu dou um conselho: se alguém disser que, na terceira idade, não existe prazer, saiba que é um mito, não aceite. Mulheres e homens podem sentir prazer e ter relações até o fim da vida”, garante a ginecologista Beatriz Tupinambá.

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Para manter uma vida sexual ativa e gozar muito até em idades mais avançadas, a médica dá quatro dicas simples e certeiras.

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Confira:

Pratique o autocuidado

O autocuidado é o principal ponto para melhorar a libido. Ela não tem a ver com o parceiro ou relacionamento, ela está totalmente ligada à própria pessoa.

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Faça elogios na frente no espelho, valorize as coisas difíceis pelas quais você já passou, olhe para as vitórias e as comemore. Tenha orgulho de si e não se despreze.

Faça skincare íntima

Fazer diariamente o skincare íntimo da vulva é fundamental para a autoestima e a libido. Do mesmo jeito que você escova os dentes, toma banho, penteia os cabelos, passa protetor solar, a vulva não pode ser deixada de lado: ela faz parte de você e precisa de cuidados.

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A grande maioria das mulheres não olha para sua própria vagina. É preciso conhecer todas as partes da região. Pegue um espelhinho e olhe para ela, converse com ela, troque intimidades, faça uma massagem, passe um creme. Ela merece!

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Cliff Booth/Getty ImagesMulher segurando uma toranja em representação à vagina - Metrópoles
A vulva, assim como todas as partes do corpo, precisa de atenção e cuidados

Resolva possíveis dores ou desconfortos na relação

Não postergue quando estiver ruim. Em casos apenas de desconfortos, vale sugerir ao parceiro alternativas, como usar brinquedos, cremes e outras coisas que cada casal saberá definir bem.

Um dos pontos mais importantes desta dica é a importância de tratar a atrofia vaginal. Existem vários métodos, entre eles, utilizar hormônio local, fazer massagem diariamente na vagina e fisioterapia pélvica.

Tenha autoamor

O autoamor anda de mãos dadas com o autocuidado, e poderia ser o primeiro tópico da lista. As mulheres precisam se amar. Sem isso, os estímulos e afetos externos nunca serão reconhecidos por elas.

Algumas formas de praticar o autoamor são: adotar hábitos mais saudáveis, estabelecer limites no dia a dia (respeitando suas próprias necessidades e prioridades) e ser verdadeira e autêntica com você. É importante lembrar que o autoamor é um processo contínuo e individual.

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SEXO

Fonte: Metropoles

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Saúde

Diagnóstico tardio de doenças ginecológicas afeta qualidade de vida e pode comprometer saúde das mulheres

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Endometriose atinge cerca de 190 milhões de mulheres no mundo; sintomas normalizados de cólicas menstruais dificultam a identificação precoce da doença

 

A dor intensa durante a menstruação, o desconforto nas relações sexuais e as alterações abdominais estão entre os sintomas que podem indicar doenças ginecológicas. Apesar dos impactos na rotina, manifestações como essas nem sempre recebem a devida atenção, o que pode dificultar a investigação de condições como endometriose e o câncer de ovário em mulheres. O diagnóstico tardio pode prolongar o sofrimento das pacientes, comprometer a qualidade de vida e, no caso de doenças malignas, reduzir as possibilidades de tratamento em estágios iniciais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva convivem com a endometriose em todo o mundo, o equivalente a cerca de 10% dessa população. A doença crônica pode provocar dores intensas, alterações menstruais e dificuldades para engravidar.

A imagem mostra uma mulher adulta de pele clara, cabelo levemente avermelhado e blusa amarela. Ela está posicionada no centro e olha diretamente para a câmera com um sorriso aberto, mostrando os dentes.
Paula Andrea Navarro – Foto: Arquivo Pessoal

A professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e diretora do Laboratório de Reprodução Assistida, Paula Andrea Navarro, explica sobre o que é endometriose e como ela se manifesta no corpo feminino.

“A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de endométrio, que é o revestimento interno da cavidade do útero, fora da cavidade uterina, sendo uma doença crônica. Ela é considerada não só uma doença ginecológica, mas uma doença sistêmica. Os mecanismos pelos quais a endometriose acontece não são completamente esclarecidos, parte dos pacientes, acredita-se que é por refluência de sangue durante a menstruação pelas trompas uterinas.”

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Paula exemplifica, ainda, que a endometriose pode ocorrer de forma diversa em cada paciente, sendo importante atentar aos sintomas. “A endometriose é uma doença enigmática com manifestações particulares em cada paciente. Não necessariamente a quantidade de focos se relaciona com a intensidade dos sintomas. Os principais sintomas são a dor da menstruação (dismenorreia), existe a possibilidade de dor durante a relação sexual e sintomas intestinais durante o período menstrual”, relata.

Histórico familiar e diagnóstico 

A doença também pode estar associada a questões genéticas, ou seja, uma mulher que possui família com histórico da patologia deve manter a atenção aos sintomas para obter seu diagnóstico de forma precoce. “Pacientes mulheres que têm familiares com a doença têm mais chances de ter endometriose do que quem não tem histórico familiar”, afirma a professora.

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A imagem mostra um homem adulto de pele clara, roupa formal na tonalidade rosa e possui cabelos levemente grisalhos. Ele está posicionado no centro e sorri amplamente em direção à câmera, mostrando os dentes.
Julio Cesar Rosa e Silva – Foto: Arquivo Pessoal

Julio Cesar Rosa e Silva, professor associado do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e secretário da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), explica os exames que devem ser realizados em pacientes com suspeita da patologia.  “Muitas vezes o exame ginecológico nos faz suspeitar da doença mas, hoje, o diagnóstico é feito com exames de imagem, ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pélvis.”

A identificação tardia pode prolongar os períodos de dor e dificultar o controle dos sintomas. Dependendo da localização e da extensão das lesões, a doença pode afetar a rotina de trabalho e de estudos, o sono, as relações afetivas e a saúde emocional. “A endometriose é uma doença que realmente tem um atraso diagnóstico bastante significativo. Em média, o diagnóstico pode demorar de cinco a dez anos desde o início dos sintomas. Um dos fatores é pela sociedade acreditar que ter cólica menstrual é um sintoma normal”, diz o professor.

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Fertilidade e conscientização 

A patologia está relacionada com dificuldade de fertilidade em parte das pacientes, embora nem todas as mulheres com a doença apresentem esse problema. “Com o passar dos anos e a presença do processo inflamatório constante, isso vai gerando processos aderenciais e acabam com que o diagnóstico tardio comprometa a fertilidade da mulher, pois acabam distorcendo toda a anatomia pélvica e comprometendo a qualidade do óvulo e a capacidade do embrião se implantar dentro do útero”, afirma o professor.

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Por ser uma condição crônica, a endometriose não possui cura definitiva estabelecida. Entretanto, existem tratamentos para controlar a dor e outros sintomas, incluindo medicamentos hormonais, analgésicos e, em situações específicas, procedimentos cirúrgicos. A conscientização dos profissionais de saúde pode contribuir com a qualidade de vida das mulheres. “Nós precisamos também conscientizar as equipes de saúde, muitas vezes a própria equipe de saúde não está atenta e aberta a sentir e ouvir os sintomas da paciente, isso acaba postergando o diagnóstico, comprometendo significativamente sua qualidade de vida.” finaliza Rosa e Silva.

Estagiária sob supervisão de Gabriel Soares

Fonte matéria: Jornal da USP

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