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Blocos Pacotão e Medida Provisória arrastam multidão no centro de Brasília

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Pacotão e Medida Provisória arrastam multidão no centro de Brasília – (crédito: Ed Alves/CB/DA PRESS)

Tradicionais blocos de carnaval da capital federal, muitos brasilienses comemoraram o último dia de folia

Pablo Giovanni

Ô tristeza! No último dia de folia no Distrito Federal, dois dos blocos de ruas mais tradicionais da capital federal alegraram brasilienses: o Pacotão e o Medida Provisória.

Criado por um grupo de jornalistas durante o Regime Militar, o Pacotão bloco é o mais antigo e tradicional da capital federal. Nascido em 1978, o Pacotão vai além das típicas fantasias e fanfarras desta época do ano. O bloco é conhecido por misturar o carnaval com manifestações políticas. Ao lado do Pacotão, o MP, à frente com um carro de som, levou aos brasilienses o melhor da festa.

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“É muito bom estar aqui neste carnaval de Brasília. O povo brasiliense é muito receptivo”, disse o embaixador da Frente Polisario no Brasil, Ahamed Mulay Ali Hamadi. “Queremos um mundo sem guerra. Muita gente morreu nos últimos confrontos pelo mundo. Precisamos de paz”, completou.

Pacotão e Medida Provisória arrastam multidão no centro de Brasília
Pacotão e Medida Provisória arrastam multidão no centro de Brasília(foto: Ed Alves/CB/DA PRESS)

Os dois blocos saíram do ponto de concentração, na 302 Norte, às 16h, com direção a Asa Sul. A festa está marcada para continuar até às 20h30.

Conheça a história do Pacotão

O Pacotão foi criado em 1978. Entretanto, o evento que inspirou a criação do bloco ocorreu um ano antes, em 1977, quando o então presidente Ernesto Geisel protagonizou o Pacote de Abril, uma reforma constitucional que tinha como objetivo a escolha dos governantes sucessores.

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A medida criava os senadores biônicos — uma forma pejorativa criada pela oposição ao regime militar para denominar os senadores escolhidos — e mantinha as eleições para governador de forma indireta. Apesar da forte repressão, o bloco não conseguiu abafar o descontentamento da sociedade com o regime.

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E assim surgiu a Sociedade Armorial Patafísica Rusticana, o Pacotão, após um encontro de jornalistas no antigo Bar do Chorão, localizado na 202/203 Sul. Em 1978, o bloco saiu pela primeira vez levando alegria a Brasília, partindo da 302 Norte rumo à Asa Sul.

Sem chuva

Os temporais que atingiram o DF entre sexta (9) e sábado (10) passado atingiram um nível pluviométrico de 78,98nn, o equivalente a 44% de toda a chuva prevista o mês de fevereiro: 179,5 mm. Contudo, esse total mensal foi superado nos dez primeiros dias: 192 mm.

De acordo com a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Andrea Ramos, não há previsão de fortes chuvas até quinta-feira. Porém, temporais poderão voltar à capital federal ainda antes do fim de semana. “O verão tem essas características de tudo mudar drasticamente. Com o aumento da temperatura, principalmente, podem mais temporais. Calculamos que eles voltarão nesta quinta, estendendo-se para o fim de semana”, explicou.

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Desde segunda-feira (12/2), há um alerta amarelo emitido pelo Inmet para o Distrito Federal, citando a previsão de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm por dia. “No entanto, para esses últimos dias de carnaval, há pouca chance de chuva, mas se houver, mais no período da tarde e à noite”, complementou a especialista.

CB Folia

De 10 a 14 de fevereiro, a equipe do Correio Braziliense percorrerá as ruas da capital para premiar as melhores atrações do carnaval com o troféu CB Folia 2024. A premiação também inclui a participação dos nossos leitores, que terão a oportunidade de votar no Melhor Bloco de Rua, além de poderem concorrer na categoria Melhor Fantasia. Na edição de 2024, serão premiados ainda o Melhor Momento e a Melhor Fantasia Infantil. Você também pode enviar fotos da sua fantasia para concorrer. Acesse o site do CB Folia 2024 e participe!

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Fonte: Correio Brasiliense

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CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA

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Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.

A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.

A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.

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O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.

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Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.

Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.

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É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.

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