Social
Blocos Pacotão e Medida Provisória arrastam multidão no centro de Brasília
Pacotão e Medida Provisória arrastam multidão no centro de Brasília – (crédito: Ed Alves/CB/DA PRESS)
Tradicionais blocos de carnaval da capital federal, muitos brasilienses comemoraram o último dia de folia
Ô tristeza! No último dia de folia no Distrito Federal, dois dos blocos de ruas mais tradicionais da capital federal alegraram brasilienses: o Pacotão e o Medida Provisória.
Criado por um grupo de jornalistas durante o Regime Militar, o Pacotão bloco é o mais antigo e tradicional da capital federal. Nascido em 1978, o Pacotão vai além das típicas fantasias e fanfarras desta época do ano. O bloco é conhecido por misturar o carnaval com manifestações políticas. Ao lado do Pacotão, o MP, à frente com um carro de som, levou aos brasilienses o melhor da festa.
“É muito bom estar aqui neste carnaval de Brasília. O povo brasiliense é muito receptivo”, disse o embaixador da Frente Polisario no Brasil, Ahamed Mulay Ali Hamadi. “Queremos um mundo sem guerra. Muita gente morreu nos últimos confrontos pelo mundo. Precisamos de paz”, completou.

Os dois blocos saíram do ponto de concentração, na 302 Norte, às 16h, com direção a Asa Sul. A festa está marcada para continuar até às 20h30.
Conheça a história do Pacotão
O Pacotão foi criado em 1978. Entretanto, o evento que inspirou a criação do bloco ocorreu um ano antes, em 1977, quando o então presidente Ernesto Geisel protagonizou o Pacote de Abril, uma reforma constitucional que tinha como objetivo a escolha dos governantes sucessores.
A medida criava os senadores biônicos — uma forma pejorativa criada pela oposição ao regime militar para denominar os senadores escolhidos — e mantinha as eleições para governador de forma indireta. Apesar da forte repressão, o bloco não conseguiu abafar o descontentamento da sociedade com o regime.
E assim surgiu a Sociedade Armorial Patafísica Rusticana, o Pacotão, após um encontro de jornalistas no antigo Bar do Chorão, localizado na 202/203 Sul. Em 1978, o bloco saiu pela primeira vez levando alegria a Brasília, partindo da 302 Norte rumo à Asa Sul.
Sem chuva
Os temporais que atingiram o DF entre sexta (9) e sábado (10) passado atingiram um nível pluviométrico de 78,98nn, o equivalente a 44% de toda a chuva prevista o mês de fevereiro: 179,5 mm. Contudo, esse total mensal foi superado nos dez primeiros dias: 192 mm.
De acordo com a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Andrea Ramos, não há previsão de fortes chuvas até quinta-feira. Porém, temporais poderão voltar à capital federal ainda antes do fim de semana. “O verão tem essas características de tudo mudar drasticamente. Com o aumento da temperatura, principalmente, podem mais temporais. Calculamos que eles voltarão nesta quinta, estendendo-se para o fim de semana”, explicou.
Desde segunda-feira (12/2), há um alerta amarelo emitido pelo Inmet para o Distrito Federal, citando a previsão de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm por dia. “No entanto, para esses últimos dias de carnaval, há pouca chance de chuva, mas se houver, mais no período da tarde e à noite”, complementou a especialista.
CB Folia
De 10 a 14 de fevereiro, a equipe do Correio Braziliense percorrerá as ruas da capital para premiar as melhores atrações do carnaval com o troféu CB Folia 2024. A premiação também inclui a participação dos nossos leitores, que terão a oportunidade de votar no Melhor Bloco de Rua, além de poderem concorrer na categoria Melhor Fantasia. Na edição de 2024, serão premiados ainda o Melhor Momento e a Melhor Fantasia Infantil. Você também pode enviar fotos da sua fantasia para concorrer. Acesse o site do CB Folia 2024 e participe!
SAIBA MAIS
Social
Bolsa Família chega a mais de 165,2 mil beneficiários do Distrito Federal a partir desta quarta (17)
Investimento do Governo do Brasil para atender o Distrito Federal supera R$ 114,3 milhões. Valor médio do benefício no estado é de R$ 691,85
O cronograma de pagamentos leva em conta o fim do NIS e segue até o dia 30: 207 municípios recebem o pagamento de maneira unificada hoje – Foto: Lyon Santos / MDS
Em junho, um total de 165.382 famílias do Distrito Federal estão contempladas com o Bolsa Família. Para isso, o investimento do Governo do Brasil no estado supera R$ 114,3 milhões. O valor garante um benefício médio de R$ 691,85. O cronograma de pagamentos tem início nesta quarta-feira, 17 de junho, e segue até o dia 30, de acordo com o final do Número de Identificação Social – NIS (confira abaixo).
PRIMEIRA INFÂNCIA – No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 86.880 crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância no Distrito Federal. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para assegurar esse repasse no estado é de R$ 12,3 milhões.
COMPLEMENTARES — O Bolsa Família prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 5,6 mil gestantes, 3,3 mil nutrizes e 139,6 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos no estado. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 17,08 milhões.
ESPECÍFICOS — Neste mês, o Bolsa Família alcança no Distrito Federal, em seu grupo prioritário e específico, 6,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 443 com pessoas indígenas, 214 com quilombolas, 89 com crianças em situação de trabalho infantil, 710 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 7,3 mil com catadores de material reciclável.
NACIONAL – Em todo o país, neste mês, serão 19,34 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família nos 5.571 municípios, com valor médio de benefício de R$ 677,66. O investimento do Governo do Brasil no programa de transferência de renda é de R$ 13,08 bilhões em junho.
ENFRENTAMENTO A DESASTRES – Dentro das ações de enfrentamento a desastres previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos, 207 municípios recebem o pagamento de maneira unificada, no primeiro dia do calendário. Entre eles, 124 cidades do Rio Grande do Norte, 31 na Paraíba, 27 em Pernambuco, 10 no Paraná, seis em Roraima, cinco em Sergipe, três no Amazonas e uma no Rio de Janeiro.
PRIMEIRA INFÂNCIA — No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 8,44 milhões de crianças de zero a seis anos recebem neste mês o Benefício Primeira Infância. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento é de R$ 1,19 bilhão.
COMPLEMENTARES — O Bolsa Família também prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 14,35 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 670,1 mil gestantes e 339,7 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 706,79 milhões.
ESPECÍFICOS — Neste mês, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 282,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 258,9 mil com pessoas indígenas, 302,8 mil com quilombolas, 3,2 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,3 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 423,4 mil com catadores de material reciclável.
PERFIL — Entre os responsáveis familiares no Bolsa Família, 16,22 milhões são mulheres, o que representa 84% do total de chefes de família atendidos pelo programa. A transferência de renda alcançou mais as famílias negras: 36,66 milhões das pessoas beneficiárias identificaram-se no Cadastro Único como de cor preta/parda (73,2%), tanto nas áreas urbanas como rurais.
PROTEÇÃO — Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em junho, 2,26 milhões de famílias, com o investimento de R$ 832,1 milhões.
REGIÕES — No recorte por regiões, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em junho. São 8,97 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 6,03 bilhões. Na sequência aparece a região Sudeste (5,50 milhões de famílias e R$ 3,68 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,49 milhões de famílias e R$ 1,76 bilhão), Sul (1,32 milhão de beneficiários e R$ 889,6 milhões) e Centro-Oeste (1,03 milhões de famílias e R$ 713,12 milhões).
ESTADOS — Na divisão por unidades federativas, o maior número de contemplados em junho está na Bahia. São 2,38 milhões de famílias beneficiárias no estado, a partir de um aporte de R$ 1,58 bilhão. Na sequência está São Paulo, com 2,31 milhões de contemplados. Em outros 6 estados há mais de um milhão de integrantes do programa: Pernambuco (1,50 milhão), Minas Gerais (1,46 milhão), Rio de Janeiro (1,43 milhão), Ceará (1,38 milhão), Pará (1,28 milhão) e Maranhão (1,17 milhão).
VALOR MÉDIO NOS ESTADOS — Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em junho: R$ 735,66. Completam a lista das cinco maiores médias o Amazonas (R$ 724,47), Acre (R$ 721,04), Amapá (R$ 720,89) e Pará (R$ 698,31).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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