Social
Rede de proteção social do DF é voltada principalmente para mães
Aline de Oliveira Ribeiro é das uma das 481.755 mulheres inscritas no Cadastro Único no Distrito Federal | Fotos: Renato Raphael/Sedes
Esses três programas beneficiam 230.872 pessoas, sendo que 209.362 são mulheres, o que representa 90,68% do total
As mulheres são maioria entre os beneficiários de programas sociais no Distrito Federal. São mães, avós, muitas delas chefes de família, que utilizam os recursos de programas como Prato Cheio, DF Social e Cartão Gás para sustentar os filhos. Esses três programas beneficiam 230.872 pessoas, sendo que 209.362 são mulheres, o que representa 90,68% do total.
“É um grande apoio. Com esse recurso, posso ajudar nas contas da casa, pago água, luz, compro um alimento que precisa”, afirma Mirlei dos Reis Almeida, de 32 anos, moradora da Estrutural, mãe do Moisés, de um aninho.
Mirlei é das uma das 481.755 mulheres inscritas no Cadastro Único no Distrito Federal, que, hoje, é a principal forma de acesso da população em vulnerabilidade social a benefícios sociais federais e distritais. No total, o DF tem 814.876 pessoas inscritas. Ou seja, mais da metade dos cidadãos que têm Cadastro Único no DF são mulheres.
Mirlei dos Reis é mãe solo e mora na casa de parentes na Estrutural. Além Bolsa Família, do governo federal, ela é beneficiária do DF Social e o Cartão Prato Cheio. “Com o crédito do Prato Cheio, posso comprar frutas, verduras, uma carne para garantir a alimentação do Moisés, fazer uma sopinha pra ele”, relata.
No programa Cartão Prato Cheio, um dos critérios de prioridade é justamente ser uma família monoparental chefiada por mulheres com crianças de até 6 anos. De 99.781 famílias ativas recebendo o Cartão Prato Cheio, 85.960 tem a mulher como responsável familiar, totalizando 86% do programa.
“A nossa rede de proteção social aqui no DF, hoje, é voltada principalmente para as mulheres, para as mães. Para uma mãe, é gratificante poder colocar comida em casa, poder proporcionar à família uma alimentação com frutas, verduras, com os produtos que os filhos gostam, como ocorre com o Prato Cheio”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.
As famílias beneficiárias do Cartão Prato Cheio recebem um crédito de R$ 250 por nove meses para a compra de alimentos no comércio local.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), gestora dos programas, no caso do DF Social, as mulheres representam mais de 93% dos beneficiários. Das 61.091 famílias contempladas, 57.258 tem uma mulher responsável familiar. O DF Social concede benefício mensal no valor de R$ 150 para as famílias com renda per capita de até meio salário mínimo inscritas no Cadastro Único.
Já no Cartão Gás, das 70 mil famílias contempladas, 66.144 são beneficiárias do sexo feminino, ou seja, mães, chefes de família. Isso representa mais de 94%. O benefício de R$ 100 é pago em parcelas bimestrais para a compra de botijão de 13 kg de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
Moradora do Varjão, Aline de Oliveira Ribeiro, mãe do pequeno Alexandre, de um ano, conta que o Cartão Prato Cheio teve papel fundamental para a família num momento de dificuldade. “Fui contemplada quando Alexandre nasceu. Meu marido teve que ficar comigo alguns dias no hospital, sem poder trabalhar. Estávamos sem dinheiro e o Prato Cheio foi excelente”.
“São mulheres em risco social, mães de famílias, a maioria que cuida dos filhos sozinha, que precisam desse suporte. A nossa equipe sabe a necessidade de planejar cada vez mais políticas públicas voltadas para a população feminina. Para essas mulheres, nossas beneficiárias, que são atendidas nas unidades socioassistenciais, e para as nossas servidoras que fazem com que esses benefícios cheguem às casas das famílias em vulnerabilidade social. É para vocês que desejo um feliz Dia das Mães”, finaliza a secretária Ana Paula Marra.
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ESTUDO APONTA CAMINHOS PARA O JORNALISMO NO BRASIL
A convite da jornalista Kátia Cubel, a organização internacional Repórteres Sem Fronteiras apresentou, em Brasília, o estudo “Futuros do Jornalismo – Cenários e Implicações para o Jornalismo Íntegro e de Confiança para os Próximos 10 Anos”. A iniciativa reuniu 35 jornalistas e profissionais de comunicação, de importantes organizações brasileiras, entre elas os veículos de comunicação Agência Senado, Blog do Eldo Gomes, Metrópoles, Correio Braziliense, Platô BR, Poder 360, , SBT, GPS, Nova Brasil, Jovem Pan, assessores de comunicação e instituições como Unesco, Sesi, OCB, Sistema Cofeci-Creci, Senac-DF e Ministério da Defesa, e as universidades UnB, IESB, UDF, Universidade Católica de Brasília e Uniceub. A apresentação foi feita pela jornalista Bia Barbosa, coordenadora da Repórteres Sem Fronteira, e especialista em direitos humanos, liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais.
A metodologia adotada na pesquisa envolveu desde o estudo preliminar das condições atuais, elaboração de cenários futuros até a proposição de uma síntese de estratégias para impulsionar o Jornalismo no país. São elas:
– Tornar o método jornalístico transparente e amplamente conhecido;
– Enfrentamento à desinformação;
– Fortalecer redes de cooperação;
– Diversificar modelos de sustentabilidade financeira;
– Investir em educação midiática;
– Advocacy para fortalecimento do ambiente regulatório do Jornalismo.
“É necessário que o próprio segmento conheça e reconheça os gargalos para melhor enfrentar os desafios”, disse a anfitriã, Kátia Cubel. “Precisamos reverter o quadro atual e valorizar o Jornalismo íntegro e seus profissionais. O Jornalismo é uma ferramenta de fomento à cidadania, de desenvolvimento de pensamento crítico e de promoção de avanços na sociedade, além de combater a desinformação e registrar, a cada dia, a História viva”, complementou Kátia Cubel.
Ativista das causas do Jornalismo, da equidade de gênero e da cidadania, Kátia Cubel é a criadora do Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia, que já está na 22ª edição, do Prêmio Engenho Mulher e do Festival de Jornalismo para Estudantes – O Futuro do Jornalismo. O estudo apresentado em Brasília foi realizado pela Unicamp, com a chancela de um Comitê Consultivo formado por Abraji, Ajor, Artigo 19 Brasil e América do Sul, Fenaj, Instituto Valdimir Herzog e Momentun. Os recursos financeiros foram aportados pela Embaixada do Reino Unido no Brasil. A íntegra do estudo está disponível para download gratuito em https://rsf.org/sites/default/files/medias/file/2026/03/Futuros%20do%20jornalismo%20DIGITAL.pdf
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