Policiais
Vídeo: cafetina é presa por tráfico humano e organização criminosa
Material enviado ao Metrópoles
Cafetina é apontada como chefe da organização criminosa, tráfico de seres humanos e exploração sexual na cidade de Valparaíso, no Entorno
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apura um esquema de rufianismo e disputa de pontos de prostituição envolvendo mulheres transexuais na cidade de Valparaíso, Entorno do Distrito Federal. As investigações apontam que David Ferreira Pinto, que utiliza o nome social de Juliana, obrigava oito vítimas a repassar diariamente R$ 100 para permanecer no ponto. Caso não pagassem a quantia, além de serem agredidas com socos, facadas e puxões de cabelo, as vítimas também sofriam corte de alimentação.
Com a prisão de Juliana, apontada como chefe da organização criminosa acusada de tráfico de seres humanos e exploração sexual, a polícia acredita que pessoas ligadas à cafetina estejam tentando recuperar os pontos e dar continuidade na exploração sexual que rende R$ 800 por dia de “comissão” pelos programas realizados na região.
Juliana é suspeita de ser a responsável por oferecer abrigo a várias mulheres transexuais. Na maioria das vezes, as garotas de programa vinham de outros estados do país. Quando as vítimas chegavam ao município goiano, a cafetina as trancavam em uma casa e as mantinham em situação análoga à escravidão.
Veja vídeo do lugar onde as mulheres estavam abrigadas:
A investigada recolhia documentos das vítimas e, se alguma delas tentasse deixar o local, eram agredidas. Capangas da cafetina também agrediam as vítimas com um taco de beisebol.
De acordo com a investigação da PCGO, cada programa oferecido pelas prostituas custavam entre R$ 80 e R$ 100, dependendo do combinado com o cliente. As relações sexuais aconteciam dentro de carros em ruas escuras da cidade.
feminicidio
Mulher de 30 anos morta a tiros perto de casa é velada neste sábado no DF
Mayara Varela chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu no dia seguinte. Ex-companheiro André Eduardo da Silva é suspeito. Ele tirou a própria vida após ser encontrado pela polícia.
Mayara Varela, de 30 anos, que morreu após ser baleada na cabeça em uma rua perto de sua casa na Candangolândia, no Distrito Federal, será velada na tarde deste sábado (17).
O crime aconteceu na noite de quinta-feira (15). Mayara chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu na manhã de sexta (16).
O ex-companheiro André Eduardo da Silva, de 40 anos, é suspeito do feminicídio. Ele tirou a própria vida após ser encontrado por policiais no Riacho Fundo I, na noite de sexta (16), segundo as polícias Militar e Civil.
A família disse que Mayara já havia feito um boletim de ocorrência contra André Eduardo e que acredita que o crime foi motivado por uma disputa relacionada à pensão alimentícia da filha, de 3 anos.
Mulher foi abordada a caminho de casa

Feminicídio: imagens de câmeras de segurança mostram suspeito atacando Mayara Varela no DF
A família disse que Mayara voltava do trabalho e estava perto de casa, quando teria sido abordada por André. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem agindo de forma agressiva com a vítima (veja acima).
Segundo testemunhas, os dois discutiram na rua e o suspeito atirou contra a vítima. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para o local. Mayara foi socorrida e levada para o Hospital de Base.
“A gente mora aqui na rua de trás e eu ouvi os tiros, mas eu nunca imaginei que fosse com a minha filha. Ouvia a ambulância passando também. Eu liguei no celular dela, porque ela nunca se atrasa, ela é muito responsável. Eu liguei no celular dela e a médica atendeu, falou que a minha filha estava no hospital, baleada”, diz Josilene Varela, mãe da vítima.
Violência contra mulher: como pedir ajuda
A violência contra as mulheres pode ser denunciada por qualquer pessoa por meio de diversos canais oficiais.
📞 Entre os canais disponíveis estão o número 190 da Polícia Militar, o número 197 ou em qualquer delegacia da Polícia Civil, e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher.
Mulheres também podem solicitar medidas protetivas. Elas obrigam o agressor, por exemplo, a se afastar do lar e não entrar em contato com a vítima.
FONTE:
Por TV Globo e g1 DF
Foto: Reprodução
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