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GDF amplia estrutura de valorização das políticas para as mulheres

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O novo organograma atende as mais diversas necessidades das mulheres do DF | Foto: Divulgação/SMDF

As mudanças incluem a criação de duas novas subsecretarias, refletindo o compromisso com a diversidade e a proteção às mulheres

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) teve a sua estrutura ampliada. O novo organograma atende as mais diversas necessidades das mulheres do DF. As mudanças incluem a criação de duas novas subsecretarias, refletindo o compromisso com a diversidade e a proteção às mulheres vítimas de violência, e uma assessoria especial de políticas públicas para homens.

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A pasta já era dividida em duas subsecretarias anteriormente: a Subsecretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, responsável pela coordenação dos equipamentos públicos de atendimento à mulher e também pelo acompanhamento dos autores de violência, e a Subsecretaria de Promoção da Mulher, voltada para a autonomia econômica e promoção das mulheres.

A novidade que chama a atenção nessa reestruturação é a criação da Subsecretaria de Proteção à Mulher, que terá a responsabilidade de coordenar a Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência nas diferentes regiões administrativas do DF. O foco principal será garantir que as mulheres em situação de vulnerabilidade tenham acesso a serviços de apoio e proteção, bem como à assistência jurídica necessária para enfrentar casos de violência de gênero. A atuação descentralizada nas diversas regiões administrativas visa assegurar que todas as mulheres do Distrito Federal tenham acesso a apoio e suporte quando necessário.

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A Subsecretaria de Ações Temáticas e Participação Política terá como pauta principal a formulação e implementação de políticas públicas que abordem a diversidade da mulher, levando em consideração aspectos de gênero, etnia, raça e idade. A intenção é garantir que as políticas públicas sejam inclusivas e atendam às necessidades específicas de diferentes grupos de mulheres, promovendo a igualdade em todas as esferas da sociedade.

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A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, enfatiza o reforço da pasta ao abordar de maneira mais abrangente e eficaz as questões relacionadas às mulheres. Ela afirma: “Esta reestruturação demonstra o compromisso do Governo do Distrito Federal em ampliar a abordagem da pauta da mulher e dar condições de a secretaria executar as políticas públicas, desde a prevenção da violência até a promoção da igualdade de gênero e da diversidade. Estamos fortalecendo ainda mais o desempenho da Secretaria da Mulher e contribuindo para um Distrito Federal mais igualitário e seguro para todas as mulheres.”

Também foi criada a Assessoria Especial de Políticas Públicas para Homens, reconhecendo a importância de envolver os homens na promoção da igualdade de gênero e no combate à violência contra as mulheres. Esta assessoria tem como objetivo principal desenvolver políticas e ações que estimulem uma mudança de comportamento e cultura entre os homens, promovendo relacionamentos saudáveis e igualdade de gênero.

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*Com informações da Agência Brasília

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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