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Saúde

Dor aguda nos dentes: especialista explica causas e como aliviar os sintomas

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Créditos: Pixabay

Mercado oferece opções de produtos que ajudam a diminuir sensação de incômodo e promovem bem-estar ao paciente

A hipersensibilidade dentinária é uma condição que causa dor aguda e repentina nos dentes, geralmente desencadeada pelo consumo de alimentos e bebidas quentes, frias, doces ou ácidas, como algumas frutas, vinagre e refrigerantes e até mesmo pela simples escovação ou contato com o ar frio. No Brasil, 27% das pessoas sofrem com esses sintomas, de acordo com dados do estudo Global Oral Care Indications Toluna, de 2022.

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Essa situação pode ser ainda mais grave entre pessoas que já apresentam problemas de retrações gengivais e/ou têm dentes desgastados. Natállia Moura, dentista e Gerente Nacional de Detailing da Colgate-Palmolive explica que, “para algumas pessoas, tomar sorvete ou café pode ser um pesadelo. Os pacientes costumam descrever a dor como uma sensação de choque elétrico, que é rápida, mas extremamente desconfortável e isso pode acontecer em momentos de lazer, relaxamento, em que o paciente até deixa de consumir algo para evitar a dor”.

 

A profissional explica que isso acontece quando a dentina, a camada interna do dente que fica logo abaixo do esmalte, é exposta. Diversos fatores podem gerar essa exposição, alguns deles são: a retração gengival, desgaste do esmalte ou a abrasão causada por escovação inadequada.

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Entre as ações para aliviar os sintomas, a primeira dica é procurar um dentista para que o mesmo possa examinar e diagnosticar a natureza da causa da dor, recomenda Natállia Moura. Em seguida, é necessário ter uma rotina de higiene bucal adequada. “É fundamental que o paciente utilize uma escova de dentes com cerdas macias e creme dental específico para dentes sensíveis e essa é uma solução simples, já que é possível levar na bolsa, na mala, onde quer que a pessoa vá. Também é importante escolher produtos que contenham ingredientes como zinco e arginina, que aliviam mais rápido essa hipersensibilidade nos dentes. Essas substâncias auxiliam no bloqueio dos túbulos dentinários, o que reduz o desconforto e promove bem-estar.”

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Ainda segundo a dentista, evitar o uso de cremes dentais abrasivos e fazer uma escovação suave para que o desgaste do esmalte não seja agravado é essencial. “A pessoa que sofre com a hipersensibilidade nos dentes pode usar diariamente cremes dentais que previnam a dor de tomar um drink gelado, um suco com frutas cítricas ou até mesmo quando está planejando viajar para lugares frios. Atualmente, há diversas tecnologias no mercado que atendem às necessidades destes pacientes. E, em caso de dúvida, devem buscar orientação profissional. Ignorar os sintomas pode levar ao agravamento do problema e à necessidade de tratamentos mais invasivos”, reforça Natállia Moura.

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Tecnologia e inovação contra a hipersensibilidade nos dentes

 

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O creme dental Colgate Sensitive Pro Alívio, tem uma poderosa tecnologia com arginina que que proporciona o alívio da sensibilidade duas vezes mais rápido – se comparado com cremes dentais de nitrato de potássio . “O uso contínuo é essencial e faz toda a diferença para os resultados. Uma dica é aplicar o creme dental diretamente onde incomoda, massageando por um minuto. Usar produtos recomendados e com eficácia comprovada deve fazer parte da rotina de cuidados de quem tem sensibilidade nos dentes e pode aliviar os desconfortos no dia a dia”, afirma a especialista.

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Créditos: Pixabay

 

Sobre a Colgate-Palmolive

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A Colgate-Palmolive foi fundada em 1806 por William Colgate. Há 95 anos em solo brasileiro, a companhia tem como missão reimaginar um futuro mais saudável para todas as pessoas, seus animais de estimação e nosso planeta, investindo em pesquisas e inovação para proporcionar saúde, bem-estar e qualidade de vida. A empresa oferece uma linha completa de produtos em Higiene Oral (Colgate, Sorriso, Tandy, elmex® e Prevent), Higiene Pessoal (Palmolive, Protex e Darling), Cuidado da Casa (Ajax, Pinho Sol e Ola) e Nutrição Animal (Hills). Acreditamos que as pessoas merecem um futuro com motivos para sorrir e, para isso, atuamos em projetos educacionais como o programa “Sorriso Saudável, Futuro Brilhante”, que já beneficiou mais de 73 milhões de adultos e crianças no Brasil, disseminando hábitos saudáveis de higiene bucal por meio de parcerias com associações e profissionais de odontologia. Atualmente, a Colgate-Palmolive conta com mais de 3.3 mil funcionários no Brasil, com fábricas em São Paulo e São Bernardo do Campo (SP).

www.colgate.com.br

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Informações para a imprensa

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E-mail: mariana.mansano@cdicom.com.br

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Saúde

Diagnóstico tardio de doenças ginecológicas afeta qualidade de vida e pode comprometer saúde das mulheres

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Endometriose atinge cerca de 190 milhões de mulheres no mundo; sintomas normalizados de cólicas menstruais dificultam a identificação precoce da doença

 

A dor intensa durante a menstruação, o desconforto nas relações sexuais e as alterações abdominais estão entre os sintomas que podem indicar doenças ginecológicas. Apesar dos impactos na rotina, manifestações como essas nem sempre recebem a devida atenção, o que pode dificultar a investigação de condições como endometriose e o câncer de ovário em mulheres. O diagnóstico tardio pode prolongar o sofrimento das pacientes, comprometer a qualidade de vida e, no caso de doenças malignas, reduzir as possibilidades de tratamento em estágios iniciais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva convivem com a endometriose em todo o mundo, o equivalente a cerca de 10% dessa população. A doença crônica pode provocar dores intensas, alterações menstruais e dificuldades para engravidar.

A imagem mostra uma mulher adulta de pele clara, cabelo levemente avermelhado e blusa amarela. Ela está posicionada no centro e olha diretamente para a câmera com um sorriso aberto, mostrando os dentes.
Paula Andrea Navarro – Foto: Arquivo Pessoal

A professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e diretora do Laboratório de Reprodução Assistida, Paula Andrea Navarro, explica sobre o que é endometriose e como ela se manifesta no corpo feminino.

“A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de endométrio, que é o revestimento interno da cavidade do útero, fora da cavidade uterina, sendo uma doença crônica. Ela é considerada não só uma doença ginecológica, mas uma doença sistêmica. Os mecanismos pelos quais a endometriose acontece não são completamente esclarecidos, parte dos pacientes, acredita-se que é por refluência de sangue durante a menstruação pelas trompas uterinas.”

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Paula exemplifica, ainda, que a endometriose pode ocorrer de forma diversa em cada paciente, sendo importante atentar aos sintomas. “A endometriose é uma doença enigmática com manifestações particulares em cada paciente. Não necessariamente a quantidade de focos se relaciona com a intensidade dos sintomas. Os principais sintomas são a dor da menstruação (dismenorreia), existe a possibilidade de dor durante a relação sexual e sintomas intestinais durante o período menstrual”, relata.

Histórico familiar e diagnóstico 

A doença também pode estar associada a questões genéticas, ou seja, uma mulher que possui família com histórico da patologia deve manter a atenção aos sintomas para obter seu diagnóstico de forma precoce. “Pacientes mulheres que têm familiares com a doença têm mais chances de ter endometriose do que quem não tem histórico familiar”, afirma a professora.

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A imagem mostra um homem adulto de pele clara, roupa formal na tonalidade rosa e possui cabelos levemente grisalhos. Ele está posicionado no centro e sorri amplamente em direção à câmera, mostrando os dentes.
Julio Cesar Rosa e Silva – Foto: Arquivo Pessoal

Julio Cesar Rosa e Silva, professor associado do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e secretário da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), explica os exames que devem ser realizados em pacientes com suspeita da patologia.  “Muitas vezes o exame ginecológico nos faz suspeitar da doença mas, hoje, o diagnóstico é feito com exames de imagem, ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pélvis.”

A identificação tardia pode prolongar os períodos de dor e dificultar o controle dos sintomas. Dependendo da localização e da extensão das lesões, a doença pode afetar a rotina de trabalho e de estudos, o sono, as relações afetivas e a saúde emocional. “A endometriose é uma doença que realmente tem um atraso diagnóstico bastante significativo. Em média, o diagnóstico pode demorar de cinco a dez anos desde o início dos sintomas. Um dos fatores é pela sociedade acreditar que ter cólica menstrual é um sintoma normal”, diz o professor.

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Fertilidade e conscientização 

A patologia está relacionada com dificuldade de fertilidade em parte das pacientes, embora nem todas as mulheres com a doença apresentem esse problema. “Com o passar dos anos e a presença do processo inflamatório constante, isso vai gerando processos aderenciais e acabam com que o diagnóstico tardio comprometa a fertilidade da mulher, pois acabam distorcendo toda a anatomia pélvica e comprometendo a qualidade do óvulo e a capacidade do embrião se implantar dentro do útero”, afirma o professor.

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Por ser uma condição crônica, a endometriose não possui cura definitiva estabelecida. Entretanto, existem tratamentos para controlar a dor e outros sintomas, incluindo medicamentos hormonais, analgésicos e, em situações específicas, procedimentos cirúrgicos. A conscientização dos profissionais de saúde pode contribuir com a qualidade de vida das mulheres. “Nós precisamos também conscientizar as equipes de saúde, muitas vezes a própria equipe de saúde não está atenta e aberta a sentir e ouvir os sintomas da paciente, isso acaba postergando o diagnóstico, comprometendo significativamente sua qualidade de vida.” finaliza Rosa e Silva.

Estagiária sob supervisão de Gabriel Soares

Fonte matéria: Jornal da USP

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