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Saiba como se destacar em entrevistas de emprego remota?
Com o crescimento da inteligência artificial as entrevistas de emprego realizadas de forma virtual aumentaram, compreender as especificidades desse formato pode ser decisivo para garantir uma boa performance e conquistar a vaga desejada.
A diretora de People & Strategy da Start Carreiras, Roberta Saragiotto, compartilhou orientações importantes que se aplicam tanto a entrevistas presenciais quanto às realizadas por videochamada. A seguir, abordamos os principais pontos levantados pela especialista.
Postura e interesse: elementos fundamentais
Manter uma postura profissional e demonstrar interesse são aspectos essenciais em qualquer tipo de entrevista. Saragiotto destaca a importância de estabelecer contato visual com o recrutador, mesmo em videochamadas, e cuidar da aparência pessoal.
“Transmitir atenção e compromisso é fundamental para causar uma boa impressão”, reforça Saragiotto. A mensagem corporal e a expressão facial também devem estar alinhadas ao ambiente profissional.
Cuidados com o ambiente na entrevista online
As entrevistas remotas exigem uma preparação especial do ambiente. Garantir uma iluminação adequada e evitar distrações são medidas indispensáveis. Segundo Saragiotto, fatores como ruídos, interrupções ou um fundo desorganizado podem impactar negativamente a percepção do entrevistador.
“Escolha um local tranquilo, bem iluminado e que ofereça uma boa conexão com a internet para assegurar uma comunicação fluida”, orienta a especialista. Verificar o funcionamento dos equipamentos com antecedência também é recomendado.
Pontualidade: uma demonstração de compromisso
Chegar no horário é um sinal de respeito e organização, seja em entrevistas presenciais ou remotas. No formato virtual, a ausência de deslocamento não deve ser subestimada. Estar logado e preparado antes do horário marcado reflete compromisso com o processo seletivo.
“A pontualidade é um indicativo da seriedade e profissionalismo do candidato”, afirma Saragiotto. Essa prática também permite ao candidato iniciar a entrevista de forma tranquila e confiante.
Pesquisa sobre a empresa: mostre engajamento
Demonstrar conhecimento sobre a organização é uma estratégia eficaz para impressionar o entrevistador. Saragiotto recomenda que os candidatos pesquisem previamente informações sobre a empresa, incluindo projetos recentes, valores institucionais e notícias relevantes.
Trazer essas informações para a conversa pode enriquecer a interação. “Fazer perguntas pertinentes e comentar sobre dados específicos reforça seu interesse pela vaga e sua disposição para contribuir com os objetivos da empresa”, destaca a diretora.
Autoconhecimento: valorize suas competências
Refletir sobre seus pontos fortes e áreas de melhoria é um passo crucial para se preparar para a entrevista. A capacidade de comunicar de forma clara como suas habilidades podem atender às demandas da vaga é um diferencial competitivo, pois vai haver outros tipos de currículo.
Saragiotto enfatiza que a honestidade é essencial. “Reconhecer desafios e apresentar soluções demonstra maturidade e autoconfiança”, explica. Essa abordagem também facilita a construção de uma narrativa autêntica e convincente.
Preparar-se para uma entrevista é mais do que estudar perguntas e respostas. Envolve organização, pesquisa e cuidado com detalhes que, muitas vezes, podem passar despercebidos. Seja no formato presencial ou remoto, investir em planejamento e se posicionar de maneira profissional aumenta significativamente as chances de sucesso no processo seletivo.
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Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)
A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.
Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.
No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).
No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).
Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.
As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.
Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.
A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.
Sobre o ATL
Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”
Sobre a APIB
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.
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