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Politica

IgesDF encerra ciclo de oficinas que definiu os próximos passos da instituição

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Último encontro do Planejamento Estratégico 2024-2027 reforça o compromisso do Instituto com inovação, articulação e foco no paciente
texto por Pollyana Cabral
fotos Divulgação/IgesDF
Foram duas semanas de debates, ideias e construção coletiva. Profissionais de diferentes áreas do IgesDF se reuniram para redesenhar o futuro da rede de saúde do Distrito Federal. O ciclo de cinco encontros, que aproximou gestores, superintendentes e coordenadores, foi concluído nesta quinta-feira (13), como uma das etapas de revisão do Planejamento Estratégico 2024-2027, realizada no auditório da Faculdade Senac, na 913 Sul.
As oficinas integraram o evento “Estratégia e Movimento”, promovido pela Superintendência de Qualidade e Melhoria Contínua de Processos do IgesDF. A iniciativa consolidou um espaço de troca de experiências, aprendizado e integração entre as áreas do Instituto, fortalecendo o compromisso coletivo com a inovação e a melhoria contínua da gestão.
A programação incluiu uma palestra do subsecretário de Planejamento em Saúde da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Rodrigo Vidal, sobre “Como os dados assistenciais podem auxiliar na gestão” e a apresentação do Centro de Inteligência Estratégica para Gestão do SUS no DF (CIEGES-DF).
“Precisamos transformar dados em informação. Quando falamos de estratégia em saúde, não basta apenas coletar dados. É essencial que tenhamos uma equipe multidisciplinar capaz de gerar Inteligência Estratégica em Saúde que apoie a tomada de decisão”, destaca Rodrigo Vidal.
O subsecretário também ressaltou a importância de aproximar as áreas de planejamento e execução dentro do sistema público. Segundo ele, essa cooperação entre a Secretaria e o IgesDF tem permitido uma compreensão mais ampla das realidades institucionais, tornando as ações mais assertivas e alinhadas às necessidades da população.
Como o CIEGES-DF transforma dados em inteligência para o SUS
O Centro de Inteligência Estratégica para Gestão do SUS no Distrito Federal (CIEGES-DF) é uma iniciativa da Secretaria de Saúde do DF voltada à produção e análise de informações estratégicas para apoiar a gestão do sistema público de saúde. O órgão reúne dados epidemiológicos, assistenciais e administrativos e os transforma em conhecimento para subsidiar a tomada de decisão, o planejamento de políticas públicas e a melhoria dos serviços oferecidos à população.
Com uma equipe multidisciplinar, o CIEGES-DF atua na integração de informações entre diferentes áreas da Secretaria e dos institutos parceiros, como o IgesDF, fortalecendo a governança, a transparência e a eficiência da gestão em saúde.
Após a palestra, os participantes preencheram uma matriz de priorização e se dividiram em grupos para alinhar as metas estratégicas do Instituto. O superintendente de Qualidade e Melhoria Contínua de Processos do IgesDF, Clayton Sousa de Lima, explicou que todas as etapas seguiram uma metodologia participativa.
“Todas as oficinas tiveram o mesmo formato: uma palestra inspiradora e, em seguida, atividades práticas. Essa dinâmica garante que as metas sejam construídas de forma colaborativa, com base na experiência de quem vive o dia a dia das nossas unidades”, ressalta.
O Planejamento Estratégico 2024-2027, que tem como lema “O nosso caminho conectado ao paciente”, foi revisado com foco na integração, transparência e eficiência na gestão da saúde pública. O documento contempla cinco perspectivas principais: sociedade, processos internos, desenvolvimento humano, infraestrutura e tecnologia, e finanças. Define ainda 17 objetivos e 56 indicadores que orientarão as ações do Instituto nos próximos anos.
Entre os principais pilares do novo ciclo estão o fortalecimento da cultura de transparência e compliance, a modernização tecnológica, o desenvolvimento de lideranças e a excelência no cuidado ao paciente, com foco na segurança e na qualidade do atendimento.
O superintendente destacou que o IgesDF reafirma o compromisso de manter o paciente no centro de todas as ações. Segundo ele, a revisão reflete o empenho de cada colaborador em aprimorar processos e resultados, garantindo uma saúde pública de qualidade e sustentável.
Assessoria de Comunicação

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Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional

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SAÚDE

Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas – Foto: Rafael Nascimento/MS

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira vacina brasileira e de dose única contra a dengue começa a ser aplicada em municípios-piloto para avaliação de impacto

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O Governo do Brasil iniciou neste sábado, 17 de janeiro, a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.
Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”

Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.
“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”, reforçou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, que acompanhou o início da vacinação em Nova Lima.
Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.
AMPLIAÇÃO DA OFERTA – Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.
A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
QUEM PODE SE VACINAR? – Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.
A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.
Foram quase 20 anos de pesquisas, em um processo que exigiu dedicação de diferentes centros de pesquisa brasileiros, que contou ainda com apoio de pesquisadores e instituição estrangeiros. Um marco importante ocorreu ainda em 2008, quando o BNDES aprovou o primeiro financiamento para o Butantan desenvolver imunizantes para doenças chamadas negligenciadas. Foram R$ 32 milhões que também deveriam ser usados nos estudos de vacinas para a dengue, a leishmaniose canina e o rotavírus.
O apoio do BNDES não parou por aí. Em 2017, o BNDES aprovou financiamento de R$ 97,2 milhões para ensaios clínicos e construção de uma planta de escalonamento para fornecimento de doses contra a dengue. No total, a participação do Banco corresponde a 31% dos R$ 305,5 milhões investidos na vacina.
Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO – Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.
Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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