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Vai investir em uma franquia em 2026? Veja 8 cuidados parar evitar prejuízos!

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São Paulo, dezembro de 2025- O sonho de empreender no Brasil segue vivo e cada vez mais brasileiros vêm dirigindo esse desejo ao modelo de franquias, que atrai por proporcionar um caminho estruturado, com marca e processo já testados e consolidados. No entanto, mesmo com o crescimento robusto do setor de franquias, a decisão de investir exige cautela, planejamento e um bom assessoramento jurídico. Segundo dados recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias faturou R$ 273,083 bilhões em 2024, um crescimento nominal de 13,5% em relação a 2023.

 

O bom desempenho recente do setor, como o faturamento recorde de R$ 273 bilhões em 2024, crescimento em diversos segmentos, e a retomada de consumo com melhora da renda e emprego reforça o apelo das franquias como alternativa para quem deseja empreender. Ao mesmo tempo, esse cenário favorável atrai muitas pessoas sem preparo adequado, o que aumenta o risco de arrependimentos e insucessos. Em um momento de transição econômica e tributária, a cautela, o planejamento e a assessoria especializada deixam de ser opcionais.

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“Investir em uma franquia pode ser um excelente caminho para realizar o sonho do empreendedorismo, mas é preciso tratá-lo com a seriedade de um contrato de longo prazo. Uma decisão informada e planejada pode evitar dores de cabeça, prejuízos e frustrações no futuro”, afirma Camila Juliano, advogada especializada em franchising e sócia do escritório Tardioli Lima & Advogados.

 

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Para quem pensa em entrar nesse universo em 2026, novo ano que bate à porta, há cuidados essenciais que não podem ser negligenciados. A seguir, a advogada cita oito recomendações indispensáveis antes de assinar contrato.

 

1- Leia com atenção a Circular de Oferta de Franquia (COF)- esse documento contém todas as informações e condições do negócio — ignorá-la é como assinar um cheque em branco. A COF não pode ser vista como mero formalismo. É o documento que dá ao futuro franqueado a oportunidade de avaliar se o que está sendo prometido corresponde à realidade da rede.

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2- Não subestime a análise do contrato de franquia– muitos candidatos focam apenas nas cláusulas comerciais, mas negligenciam termos cruciais como rescisão, renovação, transferência da unidade e não-concorrência. Esses pontos podem determinar o futuro da operação ou até inviabilizá-la no longo prazo.

 

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3- Converse com franqueados e ex-franqueados- a COF deve listar os contatos de todos os franqueados da rede, incluindo aqueles que se desligaram nos últimos 24 meses, o que significa uma oportunidade de ouro para checar a consistência entre promessas e prática. Conversar com quem já está ou esteve na rede permite ao candidato mensurar os riscos e desafios que não estão no papel, trazendo maior segurança à decisão.

 

4- Examine a saúde financeira da franqueadora– os balanços e demonstrações financeiras relativos aos 2 últimos exercícios fiscais também é outra obrigação legal que precisa estar inserida na COF. Avaliar a situação financeira da Franqueadora permite entender sua lucratividade, capacidade de investimento e crescimento e, principalmente, a análise de risco do negócio.

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5- Avalie com cuidado os custos totais e o capital de giro necessário– não basta considerar a taxa de franquia: há custo de instalação, estoque inicial, capital de giro, royalties, fundo de marketing e outras despesas recorrentes. Uma franquia não é investimento passivo. É preciso estar preparado financeiramente para pelo menos 6 a 12 meses sem lucro, dependendo da operação.

 

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6- Verifique o suporte e a estrutura operacional da franqueadora– treinamentos, manuais, apoio em gestão, marketing e tecnologia devem existir e ser de qualidade. A reputação da marca, a rotatividade de franqueados e eventuais litígios internos devem ser avaliados com atenção.

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7- Conte com assessoria jurídica especializada- a leitura técnica da COF e do contrato pode revelar cláusulas abusivas ou desequilibradas. Não existe situação em que a assessoria jurídica especializada em franchising seja dispensável no processo de aquisição de uma franquia.

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8- Prepare-se para a mudança tributária de 2026- com as propostas de reforma tributária (como CBS e IBS), é fundamental verificar se a franqueadora atualizou suas projeções financeiras e se oferece suporte tributário, idealmente com apoio de um advogado especializado.

 

Sobre o Tardioli Lima Advogados
Com sede em São Paulo e 25 anos de atividade, o Tardioli Lima Advogados atua em diversas áreas do direito, entre elas agronegócio, franchising, recuperação de crédito, direito empresarial, trabalhista, tributário, societário, regulatório, entre outros. Reconhecido por oferecer um atendimento personalizado, ágil e estrategicamente alinhado à dinâmica de seus clientes, o escritório assessora empresas nacionais e internacionais, associações e grupos setoriais de diferentes portes. À frente da banca está o advogado Fernando Tardioli, profissional com cerca de 25 anos de experiência, referência em direito empresarial e no segmento de franquias, além de empresário e produtor rural, o que lhe traz uma visão prática e ampla das demandas corporativas. Tardioli é o atual Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM), também foi Diretor Jurídico do World Franchise Council (WFC), da Federação Iberoamericana de Franquias (FIAF) e da Associação Brasileira do Franchising (ABF) e atualmente é membro do Conselho da entidade. O Tardioli Lima Advogados conta ainda com uma equipe altamente qualificada, preparada para contribuir com artigos, análises técnicas e debates jurídicos sobre os principais temas do mercado.

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“Os Sapatos que Atravessam a Rua” encerra circulação por escolas de Sobradinho nesta quinta-feira (20)

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Espetáculo aborda violência doméstica e feminicídio por meio de uma narrativa poética e promove rodas de conversa com estudantes da rede pública

Depois de iniciar sua circulação por Sobradinho no começo de agosto, o espetáculo “Os Sapatos que Atravessam a Rua” realiza, nesta quinta-feira, 20 de agosto, as três últimas apresentações do projeto, no Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Sobradinho. A montagem, que aborda violência doméstica e feminicídio a partir de uma linguagem poética e sensível, já passou pelo Centro de Ensino Médio 02 de Sobradinho (CEM 02), onde realizou outras três sessões em  6 de agosto. Ao todo, serão seis apresentações voltadas a estudantes da rede pública. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Um par de sapatos esquecido em uma prateleira é o ponto de partida da história. Escrito e dirigido por Áurea Liz, o espetáculo tem como protagonista Miós, uma sapateira de 65 anos interpretada por Gelly Saigg. Ela herdou do pai o ofício e uma pequena banca de consertos diante de uma pista movimentada. Enquanto observa as pessoas atravessarem a rua para deixar seus calçados, Miós percebe que cada par carrega uma história. Um deles, porém, permanece esquecido. Sua dona nunca voltou para buscá-lo.

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É a partir dessa ausência que a dramaturgia revela, pouco a pouco, a história de uma mulher vítima de feminicídio. Sem recorrer ao sensacionalismo, a montagem transforma objetos cotidianos, silêncios e memórias em elementos capazes de provocar identificação e reflexão sobre uma violência que, muitas vezes, permanece escondida dentro das relações familiares e afetivas.

A circulação pelas escolas amplia esse diálogo ao aproximar a obra diretamente dos jovens. Após cada apresentação, os estudantes participam de uma roda de conversa sobre violência doméstica, redes de apoio, abandono e envelhecimento, criando uma ponte entre aquilo que é apresentado no palco e situações que podem estar presentes na realidade das comunidades.

Para Gelly Saigg, atriz e proponente do projeto, levar o espetáculo ao ambiente escolar também significa utilizar a arte como instrumento de informação e conscientização. Ao colocar o tema em cena e abrir espaço para a conversa, a iniciativa busca contribuir para que os estudantes reconheçam diferentes formas de violência, compreendam a importância do acolhimento e conheçam caminhos possíveis para romper ciclos de silêncio.

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A apresentação desta quinta-feira encerra a circulação de “Os Sapatos que Atravessam a Rua” pelas duas escolas de Sobradinho, concluindo um percurso que reuniu teatro, diálogo e conscientização em torno do enfrentamento à violência contra a mulher.

Arte como espaço de escuta

Na montagem, a banca de Miós deixa de ser apenas um lugar de conserto de sapatos. Ela se transforma em território de cuidado, resistência e preservação de histórias. Atravessar a rua, nesse contexto, representa também a disposição de olhar para o outro e ouvir aquilo que, muitas vezes, permanece escondido.

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A iniciativa parte do entendimento de que a cultura pode desempenhar um papel importante na prevenção da violência. Ao tratar o feminicídio por meio de uma narrativa simbólica e sensível, o espetáculo cria condições para que um assunto difícil seja discutido sem perder sua gravidade.

Em edição anterior do projeto, o espetáculo percorreu escolas da rede pública de ensino de Samambaia, Sobradinho e Ceilândia, sempre acompanhado por rodas de conversa com os estudantes e equipes pedagógicas. As apresentações despertaram reflexões profundas e estimularam a participação do público, que frequentemente permanecia após o encerramento para compartilhar experiências, dúvidas e percepções sobre os temas abordados.

Como esperado, a peça abriu portas para o diálogo. Muitos jovens encontraram naquele momento um espaço seguro para falar, ouvir e refletir sobre situações que, muitas vezes, permanecem em silêncio. Isso reforça o papel da arte como instrumento de educação, escuta e transformação“, afirma Moara Barbosa, produtora executiva do projeto. A repercussão positiva e o envolvimento das comunidades escolares reforçaram a importância de ampliar a circulação do espetáculo e de fortalecer ações que promovam o diálogo e a formação cidadã no ambiente escolar.

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A realização destinada à comunidade escolar também reforça o compromisso do projeto com a descentralização cultural, ao levar uma obra de relevância artística e social a estudantes de Sobradinho.

Reconhecimento

Além do impacto junto às comunidades escolares, “Os Sapatos que Atravessam a Rua” também coleciona reconhecimento no cenário cultural do Distrito Federal. A montagem esteve entre as vencedoras da 3ª edição do FestCaras, competição de esquetes realizada no Gama com o objetivo de fortalecer as artes cênicas do DF. Em 2025, o festival reuniu 14 companhias de teatro, que concorreram em 14 categorias, destacando produções pela qualidade artística e relevância de suas propostas.

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A trajetória de suas criadoras também tem recebido reconhecimento público. A dramaturga e diretora Áurea Liz foi homenageada com uma Moção de Louvor pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), durante sessão solene promovida pelo Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Distrito Federal, em parceria com a CLDF e o Sindicato dos Professores do Distrito Federal, em reconhecimento à sua contribuição para a integração entre arte, cultura e educação. Na mesma solenidade, a atriz Gelly Saigg, que interpreta a personagem Mió, também recebeu a homenagem por sua atuação no fortalecimento da cultura e da educação por meio das artes.

 

Acessibilidade integrada à experiência

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“Os Sapatos que Atravessam a Rua” incorpora recursos destinados a ampliar o acesso de pessoas com deficiência. O projeto prevê, na primeira sessão, interpretação em Libras e audiodescrição simultânea, programas em Braille, vídeos com legendas, Libras e audiodescrição, além da possibilidade de reconhecimento tátil do cenário e dos figurinos antes das apresentações.

A acessibilidade não aparece apenas como um recurso complementar, mas como parte da concepção do projeto, permitindo que diferentes públicos tenham contato com a obra de maneira autônoma e com qualidade estética.

Formada majoritariamente por mulheres e com a presença de profissionais com deficiência, a equipe reúne artistas e técnicos de diferentes áreas. Além de Gelly Saigg e Áurea Liz, integram a ficha técnica profissionais de produção, comunicação, música, iluminação, caracterização, Libras, audiodescrição e consultoria de acessibilidade.

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As apresentações são direcionadas a estudantes e à comunidade escolar previamente mobilizada pelas instituições participantes.

 

Ficha técnica

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Gelly Saigg – Atriz

Áurea Liz – Dramaturgia e Direção

Moara Barbosa – Produção Executiva

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O Carcará – Coordenação Administrativa

Ale Capone – Consultoria de Acessibilidade

Patrícia Albuquerque – Interpretação em Libras

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Jane Menezes Cinema Cego – Audiodescrição

Cruziá Comunicação – Design, Gestão de Redes Sociais,

Fotografia, Captação e Edição de vídeo

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Miccael Grandis – Assistência de comunicação

Ana Luiza Aguiar – Produção de Conteúdo

Alexandra Vinagre – Caracterização e maquiagem

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Tauana Barros – Iluminação

Vitor Barbosa – Operação de som e Trilha sonora original

Pedro Barbosa – Coordenação Técnica e Trilha sonora original

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Monyelle Faria – Assistência de Produção

Fabiana Paula – Contrarregragem e assistência de produção

Charlotte Vilela – Assessoria de imprensa

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