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Saúde

Startup vencedora de programa de aceleração da FINEP e do MCTI irá aplicar recurso do prêmio em tecnologia inovadora para a saúde

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Núcleo Vitro ficou em primeiro lugar na etapa regional do programa Mulheres Inovadoras

A Núcleo Vitro, empresa especializada em testes laboratoriais de segurança e eficácia para produtos de saúde, conquistou o primeiro lugar na categoria de tração do programa Mulheres Inovadoras, iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Após meses de mentorias, avaliações técnicas e apresentações, a startup se tornou a grande vencedora da etapa regional.

Antes mesmo do resultado final, a startup já havia sido destaque ao receber o prêmio Mulher Inovadora, no valor de R$ 52 mil, destinado ao desenvolvimento de startups lideradas por mulheres. Com o primeiro lugar na categoria de tração entre as startups do sul do país, a empresa conquistou mais R$ 48 mil, que serão integralmente direcionados à ampliação das pesquisas em modelos organ-on-a-chip, tecnologia que simula órgãos humanos em escala reduzida, imitando a arquitetura de tecidos reais e reproduzindo funções fisiológicas do corpo, da qual a NV é pioneira no Brasil.

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– Empregaremos os recursos nos processos de pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento do organ-on-a-chip, tecnologia em que somos pioneiros no país. A premiação permite avançar nos estudos desta tecnologia, considerada de vanguarda, aproveitando-a de forma cada vez mais robusta no país e contribuindo para que nossos clientes, principalmente os nacionais, sejam cada vez mais competitivos em suas áreas de atuação – afirma Bibiana Matte, diretora científica e fundadora da startup.

Atualmente, a empresa dispõe de validação da utilização da tecnologia para testes relacionados aos órgãos intestino e fígado. Em 2026, os avanços devem incluir os sistemas pulmonar e cardíaco, além da pele. Tal modelo permite testes de segurança e eficácia sem utilização de animais, com potencial para acelerar pesquisas em fármacos e nutracêuticos.

A conquista reforça o destaque da biotecnologia nacional e o caráter inovador do modelo desenvolvido pela Núcleo Vitro.

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– Estar entre as startups premiadas traz uma chancela sobre toda a inovação gerada pela empresa, principalmente em relação à biotecnologia, fechando nossa participação no programa, que por si só já foi bastante enriquecedora, da melhor forma possível. O reconhecimento também posiciona a Núcleo Vitro como uma empresa relevante na área de saúde brasileira e que sempre traz inovação para o desenvolvimento de produtos de qualidade para os consumidores – complementa Bibiana.

Durante o programa, a Núcleo Vitro participou de mentorias especializadas, treinamentos voltados ao acesso a investimentos e aprofundamento em planejamento estratégico de crescimento. A empresa também teve acompanhamento de uma mentora de mercado com ampla experiência em inovação, estruturação de processos e expansão de escala.

A conquista no Mulheres Inovadoras marca um novo momento na trajetória da Núcleo Vitro, que desde 2019 vem consolidando sua atuação na convergência entre ciência e mercado. Mais do que o reconhecimento, o prêmio reforça o impacto do trabalho desenvolvido pela startup e sua relevância na construção de soluções tecnológicas avançadas dentro do setor de saúde.

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SOBRE A NÚCLEO VITRO

A Núcleo Vitro é uma empresa de biotecnologia com foco em testes in vitro de segurança e eficácia para produtos de saúde, usando métodos de biologia celular e engenharia de tecidos como alternativa ética aos testes em animais. Em seis anos de operação, a empresa já avaliou mais de 2.400 produtos e desenvolveu mais de 50 metodologias diferentes, atendendo a mais de 240 empresas no Brasil e em outros 11 países. A Núcleo Vitro se destaca por oferecer atendimento técnico personalizado, qualidade, ética e inovação, com propostas acessíveis para laboratórios e indústrias que buscam soluções seguras e modernas.

Com equipe formada majoritariamente por mulheres, a NV desenvolveu seis modelos de pele equivalente in vitro exclusivos e patenteados para testes de cosméticos, fármacos, nutracêuticos e produtos para animais de estimação. Recentemente, a empresa avançou para a tecnologia organ-on-a-chip, sendo a primeira no Brasil a trabalhar com sistemas microfluídicos que simulam múltiplos órgãos conectados, a exemplo de intestino e fígado. Esse modelo permite testes de segurança e eficácia sem usar animais, com potencial para acelerar pesquisas em fármacos e nutracêuticos.

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SOBRE BIBIANA MATTE

Bibiana Matte é graduada em Odontologia pela UFRGS. Participou do programa Ciência Sem Fronteiras na University of Michigan (EUA), onde teve seu primeiro contato com cultivo celular. Pelos resultados desenvolvidos e encontrados durante pesquisas na graduação, recebeu o Prêmio de Jovem Pesquisador na área da saúde na UFRGS. Realizou seu doutorado na mesma instituição, com um período de estudos na University of California San Diego, quando desenvolveu diferentes técnicas de engenharia de tecidos. Desde 2019, é sócia-fundadora e Diretora Científica da Núcleo Vitro.

SOBRE O MULHERES INOVADORAS

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O Programa Mulheres Inovadoras é uma iniciativa da Finep e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para estimular startups lideradas por mulheres, de forma a contribuir para o aumento da representatividade feminina no cenário empreendedor nacional, por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira.

O Programa Mulheres Inovadoras oferece aceleração com treinamento, mentoria individualizada e participação em banca com especialistas do mercado, além de premiação em dinheiro para até 50 (cinquenta) startups lideradas por mulheres de todas as regiões do Brasil (10 startups por região), divididas em dois grupos: um para startups em estágio de ideação ou validação e outro para estágios mais avançados, de tração e escala. O prêmio varia de R$ 52 mil a R$ 100 mil para todas as empresas que concluírem o processo de aceleração.

Nas quatro edições anteriores foram aceleradas 143 startups, com mais de R$ 6,9 milhões de prêmio.

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Saúde

HUB participa da rede de cuidado envolvida na doação e no transplante de órgãos

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O hospital realizará atividades que buscam conscientizar a população sobre a importância
da doação de órgãos
Brasília (DF) Um transplante começa muito antes da cirurgia e continua depois dela. Entre a identificação de um potencial doador e o acompanhamento da pessoa que recebe um órgão, diferentes profissionais e serviços participam de uma rede de cuidado que envolve avaliação, exames, acolhimento e acompanhamento. Durante o Setembro Verde, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil) realizará atividades que buscam incentivar esse gesto.
“O Setembro Verde é uma grande campanha nacional de incentivo à doação de órgãos. Em todo o Brasil, são realizadas ações para conscientizar a população sobre o assunto”, comentou Gustavo Arimatea, médico nefrologista e chefe da Unidade de Transplantes do HUB.
Programação
No hospital, já aconteceram as seguintes atividades em alusão ao Setembro Verde:
  • 10/09 – Ação de incentivo ao transplante, na sala de espera de pacientes, no subsolo do prédio da Unidade da Criança e do Adolescente (UCA).
  • 18/09 – 6º Seminário de Transplante e Doação de Órgãos, Tecidos e Células, integrando a programação do 2º Conecta HUB, na UCA.
  • 20/09 – Participação especial na Corrida/Caminhada da UnB/HUB, na Universidade de Brasília.
Em 24/9, uma exposição de estande na Feira de Saúde do HUB, onde serão realizadas atividades lúdicas a respeito da importância da doação de órgãos, encerrará o cronograma.
Salvar vidas
Para Gustavo Arimatea, a conscientização sobre a doação de órgãos é importante para ampliar o conhecimento sobre o processo e estimular a manifestação da vontade de doar. No HUB, são realizadas três modalidades de transplante: rim, córnea e medula óssea autóloga.
“Para realizar um transplante no HUB o paciente precisa ser encaminhado através da Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ou seja, o médico do paciente identifica a necessidade de um transplante e envia os relatórios de encaminhamento para o Complexo Regulador da SES/DF, que depois agenda uma consulta com a equipe de transplante”, explica Gustavo.
Em 2026, no HUB, já foram realizados 27 transplantes renais; 20 transplantes de córnea e 12 de medula óssea. O número suficiente de doadores ainda permanece sendo um desafio perante as demandas por doação no Brasil e no mundo.
“No Brasil, ainda temos um desafio adicional. Existe uma grande desigualdade de acesso ao transplante. Muitas pessoas vivem longe dos centros transplantadores, que estão concentrados nas maiores cidades e em algumas regiões do país. Precisamos garantir que todas as pessoas que possam se beneficiar de um transplante consigam chegar aos hospitais que realizam esse tratamento”, alerta o chefe da Unidade de Transplante.
Nesse sentido, no HUB, é feita uma “corrida contra o tempo” para que o transplante ocorra no prazo seguro. Esforço que envolve o processo de preparação de um paciente para que sua entrada na lista de transplante seja o mais breve possível.
“Como o órgão precisa ser colocado no corpo do receptor no menor intervalo possível, dizemos que isso é uma corrida contra o tempo. O Brasil é um país de grandes dimensões e muitas vezes os órgãos precisam viajar para outros estados. Nessa situação a organização logística é muito complexa, para que não existam entraves que inviabilizem o transplante”, informa Gustavo.
Etapas
Ainda de acordo com o nefrologista, no período pré-transplante, o objetivo é manter a saúde do paciente enquanto ele aguarda a disponibilidade de um órgão. Durante o transplante, os principais desafios estão relacionados à recuperação da cirurgia e à adaptação aos medicamentos utilizados para evitar a rejeição do órgão.
“No pós-transplante, quando o quadro de saúde do paciente já estabilizou, é necessário manter os cuidados pessoais, tomar os remédios do transplante com muito rigor e seguir o acompanhamento médico. Mas nessa fase os pacientes costumam se sentir muito bem e conseguem retomar muitos projetos de vida que tiveram que ser interrompidos em decorrência da doença”, completa.
Para quem aguarda por um transplante, a doação pode representar uma possibilidade de continuidade do cuidado. Por isso, falar sobre o tema e manifestar em vida a vontade de ser doador são atitudes que podem ajudar os parentes a conhecer essa decisão. No Brasil, a autorização para a doação de órgãos após a morte depende do consentimento da família.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
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