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Acesso à internet em escolas da rede pública do Distrito Federal chega a 100% em 2025

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Dados do Censo Escolar indicam avanço de 4,1 pontos percentuais desde 2015 nas escolas de educação básica na capital federal

 

O Distrito Federal alcançou a universalização do acesso à internet em escolas públicas de ensino básico. Informações divulgadas pelo Censo Escolar 2025 indicam que a capital federal deu um salto de 4,1 pontos percentuais em dez anos. Em 2015, 95,9% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio estavam conectadas à internet no Distrito Federal. Em 2025, o percentual chegou a 100%. O percentual supera a média nacional, que registrou 93,1% em 2025.

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Levando em conta apenas as instituições em áreas urbanas, a evolução no Distrito Federal foi de 98,3% para 100% entre 2015 e 2025 (1,7 ponto percentual). Já nas áreas rurais, o avanço foi de 22,1 pontos percentuais: saiu do patamar de 77,9% em 2015 para 100% em 2025. O mesmo fenômeno se refletiu em escolas de educação especial. Neste caso, o salto foi de 96,2% para 100% (3,8 pontos percentuais).

 

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No plano mais diretamente conectado ao cotidiano dos estudantes do Distrito Federal, o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem entre 2019 (ano mais distante de referência neste quesito Censo Escolar 2025) e 2025 subiu 27,9 pontos percentuais (de 45,6% para 73,5%). Já as escolas de educação especial passaram de 45,7% em 2015 para 73,5% em 2025.
ESTRATÉGIA NACIONAL – Os avanços observados no Censo Escolar dialogam com um conjunto de políticas federais implementadas nos últimos anos para ampliar o acesso à internet nas escolas públicas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) articula ações voltadas à expansão do acesso à internet de qualidade, à melhoria da infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e à promoção do uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, foram destinados aproximadamente R$ 3 bilhões para ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em regime de colaboração com estados e municípios.

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“Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”

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Camilo Santana, ministro da Educação

 

FINS PEDAGÓGICOS – “Nós queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação).
A Estratégia opera de forma integrada. Combina expansão da infraestrutura, monitoramento técnico da qualidade da conexão e apoio às redes de ensino para garantir que o acesso esteja associado a condições efetivas de aprendizagem e uso pedagógico.
“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor, para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. E é por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou Santana.
COMO É FEITO – O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e contabiliza 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil. A divulgação dos resultados de 2025 foi realizada em 26 de fevereiro de 2026. O levantamento apresenta dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino.

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Dados por estado: Link

 

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PARA QUE SERVE – Os indicadores do censo são usados para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Os resultados servem, ainda, para a definição de programas e critérios para atuação do MEC junto às escolas, aos estados e aos municípios. Além disso, subsidiam o cálculo de indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e possibilita contextualizar os resultados das avaliações, bem como o monitoramento da trajetória dos estudantes desde seu ingresso na escola. A precisão dos dados é base para o repasse de recursos de federais, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no ano seguinte.
INDICADOR COMPLEMENTAR – Complementarmente ao Censo, o Ministério da Educação usa o Indicador Escolas Conectadas (INEC), no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, para avaliar se essa internet atende às condições necessárias para o uso pedagógico. O indicador considera a velocidade da conexão, a presença de Wi-Fi nos ambientes escolares e a infraestrutura elétrica compatível, além de integrar diferentes fontes de informação, como medições de velocidade da internet, registros contratuais e dados validados por gestores.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Saúde

Hospital de Santa Maria utiliza 253 câmeras para ampliar a segurança de pacientes e profissionais

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Sistema monitora áreas estratégicas da unidade, auxilia na prevenção de ocorrências e agiliza a atuação das equipes de segurança

 

Por Talita Motta
Mais de 71 mil pessoas passaram pela Portaria Central do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) entre janeiro e abril deste ano. O intenso fluxo de pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais exige uma estrutura permanente de monitoramento para reforçar a segurança na unidade.
Desse total, 40.525 acessos foram de acompanhantes, 14.685 de visitantes e 16.433 classificados como trânsito geral, o que representa uma média de quase 600 pessoas por dia passando pelo principal acesso do hospital.
Para atender a essa demanda, a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), conta com uma estrutura de videomonitoramento formada por 253 câmeras, sendo 20 delas equipadas com recursos de inteligência artificial. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos, auxiliando na prevenção de ocorrências e dando suporte às equipes responsáveis pela proteção do patrimônio e das pessoas.
Para ampliar a eficiência desse monitoramento, uma cooperação técnica entre a Superintendência de Operações (Suope) do IgesDF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) permite o compartilhamento de registros, contribuindo para a análise de situações ocorridas tanto dentro quanto no entorno da unidade.
Na prática, os recursos tecnológicos têm se mostrado importantes aliados das equipes de vigilância patrimonial. De acordo com o chefe do Núcleo de Segurança do HRSM, Antônio Araújo, a ferramenta desempenha papel fundamental na apuração de ocorrências.
“Recebemos com frequência relatos de objetos esquecidos e casos de furtos de celulares. Com o apoio das câmeras, conseguimos rastrear movimentações, verificar o que aconteceu e reunir informações que auxiliam na apuração dos fatos”, explica.
Além do registro de ocorrências, a plataforma utiliza recursos de análise inteligente capazes de identificar movimentações incomuns, invasões de perímetro e aglomerações, ampliando a capacidade de prevenção e de resposta das equipes.
Monitoramento em tempo real
Para o chefe do Núcleo de Monitoramento Remoto (Numor) do IgesDF, Daniel Rabelo, o videomonitoramento vai além da vigilância e se tornou uma ferramenta estratégica para a gestão hospitalar.
“Ter uma visão ampla do que acontece nos diferentes espaços faz a diferença. O acompanhamento em tempo real contribui para que todos se sintam mais seguros durante sua permanência no hospital”, afirma.
A sensação de segurança também é percebida por quem frequenta a unidade. Entre eles está Regina da Silva, que acompanha a mãe, Rosalina da Silva, internada há duas semanas.
“A gente sempre fica atento aos nossos pertences, mas saber que existe uma estrutura acompanhando o ambiente traz mais tranquilidade”, relata.
Todo o processo é coordenado pela Gerência Operacional do IgesDF e segue protocolos rigorosos de sigilo e está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantindo que o monitoramento ocorra de forma responsável e alinhada às normas vigentes.

 

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