Saúde
Dor de cabeça repetitiva pode esconder problemas oftalmológicos
Falhas na capacidade de enxergar surgem como causa silenciosa em muitos casos, alerta especialista
A dor de cabeça recorrente já faz parte da realidade de muitos brasileiros e, em meio à rotina intensa, costuma ser ignorada ou tratada apenas com analgésicos. O que pouca gente considera é que esse desconforto pode ter relação direta com alterações na visão. Em um cenário marcado por longas horas diante de telas e exigência constante de foco, cresce o número de pessoas que convivem com sintomas persistentes sem investigar a origem de forma adequada.
De acordo com o Dr. Leopoldo Ribeiro, oftalmologista do H.Olhos, alguns sinais ajudam a diferenciar quando o incômodo pode estar associado ao sistema visual. “Quadros que surgem após leitura prolongada, uso contínuo de dispositivos eletrônicos ou atividades que exigem concentração são indícios importantes. O paciente também pode relatar sensação de peso ao redor dos olhos ou dificuldade para manter a nitidez ao longo do dia”, explica.
Entre os fatores mais comuns estão os erros refrativos não corrigidos, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, que exigem esforço constante para compensação. “Quando a pessoa não enxerga com clareza, há uma tentativa involuntária de ajustar o foco, o que gera sobrecarga. Esse processo contínuo pode desencadear desconforto na região da testa ou nas têmporas”, afirma o especialista.
Outro ponto relevante envolve a capacidade de acomodação, especialmente em adultos que passam muitas horas em frente a telas. “O uso prolongado de celulares e computadores reduz a frequência do piscar e exige adaptação constante da musculatura ocular. Isso pode provocar fadiga, sensação de ardência e, em muitos casos, dor associada ao esforço visual”, destaca o médico.
Alterações no alinhamento ocular também podem estar por trás desses quadros. “Quando os olhos não trabalham de forma coordenada, o cérebro precisa fazer um esforço adicional para unir as imagens. Essa sobrecarga pode se manifestar com desconforto, tontura ou até dificuldade de concentração em tarefas simples”, pontua.
Fatores externos contribuem para agravar a situação. Ambientes com iluminação inadequada, contraste excessivo de brilho e postura incorreta durante atividades visuais intensificam os sintomas ao longo do dia. “Pequenos ajustes no ambiente de trabalho já fazem diferença significativa na rotina, reduzindo a sobrecarga e melhorando o desempenho visual”, orienta o oftalmologista.
Apesar da relação frequente, o especialista reforça que nem todo quadro está ligado à visão, o que torna a avaliação clínica ainda mais importante. “A investigação deve ser individualizada. Observar quando o sintoma aparece, sua duração e intensidade ajuda a direcionar o diagnóstico e evita tratamentos inadequados”, ressalta.
A principal recomendação é não negligenciar sinais persistentes e incluir o check-up oftalmológico na rotina de cuidados com a saúde. “Mesmo na ausência de queixas evidentes, consultas periódicas permitem identificar alterações precocemente. Cuidar da saúde ocular vai além de enxergar bem, é uma forma de preservar qualidade de vida e bem-estar”, conclui o Dr. Leopoldo Ribeiro.
Créditos:
Foto: Imagem de wayhomestudio no Freepik
Saúde
Tecnologia aumenta detecção precoce de câncer de fígado
Pesquisa publicada no Journal of Medical Economics mostra que uso do algoritmo GAAD elevou a identificação precoce do carcinoma hepatocelular de 55% para 72% em comparação ao ultrassom isolado
Um estudo* publicado recentemente no Journal of Medical Economics avaliou a eficácia clínica e o custo-efetividade do algoritmo GAAD, solução desenvolvida pela Roche Diagnóstica para apoiar o rastreamento do carcinoma hepatocelular (HCC), a forma mais comum de câncer de fígado. Os resultados indicam que o uso do algoritmo pode ampliar a detecção precoce da doença e contribuir para estratégias mais eficientes de vigilância em pacientes de alto risco.
Na análise, baseada em modelagem com dados clínicos e inputs de vida real da Itália, o uso do GAAD foi associado a um aumento potencial da detecção precoce do carcinoma hepatocelular para 72%, em comparação com 55% observados com o uso isolado do ultrassom. Esses achados sugerem um ganho relevante na identificação da doença em estágios iniciais, com potencial impacto positivo nos desfechos clínicos. O estudo também identificou uma taxa de apenas 0,6% de falsos negativos, reforçando a robustez da estratégia isolada no apoio ao diagnóstico.
O GAAD é um algoritmo diagnóstico que combina quatro variáveis (sexo, idade e os biomarcadores sanguíneos AFP e PIVKA-II) para gerar um escore de risco que auxilia médicos na identificação de pacientes com maior probabilidade de desenvolver carcinoma hepatocelular. A solução pode ser integrada aos fluxos de trabalho laboratoriais por meio de plataformas digitais, permitindo que os resultados sejam gerados automaticamente a partir de dados laboratoriais e clínicos já disponíveis, apoiando decisões médicas mais rápidas e informadas.
“Um dos principais desafios do câncer de fígado é que ele pode evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, o ultrassom isolado pode ter limitações para identificar tumores muito pequenos ou tumores presentes em fígados já comprometidos pela cirrose. A chegada do algoritmo poderia representar uma ferramenta complementar, funcionando como uma espécie de ‘segunda opinião’ digital. De forma geral, o diagnóstico precoce seria um fator determinante para ampliar as chances de tratamento e melhorar o prognóstico dos pacientes. Para o paciente, a identificação da doença em estágios mais iniciais significa mais possibilidades terapêuticas, como cirurgia ou transplante, em vez de abordagens focadas apenas no controle da doença”, explica Carolina Pimentel, Hepatologista e Professora da Pós-graduação em Gastroenterologia da Afya Educação Médica São Paulo.
Estratégia custo-efetiva para sistemas de saúde
Além do ganho clínico, o estudo também avaliou o impacto econômico da tecnologia. Os resultados demonstraram que o uso do GAAD Score, em comparação à abordagem convencional baseada em ultrassonografia e alfafetoproteína, configura um cenário de custo-efetividade dominante.
Na prática, isso significa que a estratégia possibilitou ganhos em anos de vida ajustados pela qualidade (QALY) na ordem de 4%, ao mesmo tempo em que gerou uma redução de custos de aproximadamente 100 euros (cerca de R$596,30) por paciente.
Esses resultados reforçam o potencial da solução para ampliar a eficiência dos sistemas de saúde, combinando melhores desfechos clínicos com otimização de recursos.
A análise utilizou um modelo de micro-simulação para comparar diferentes estratégias de vigilância em pacientes com cirrose compensada, incluindo ultrassom isolado, ultrassom combinado a biomarcadores e o algoritmo GAAD. Os achados apontam que a incorporação do algoritmo isoladamente – ou em conjunto com a ultrassonografia – pode melhorar desfechos clínicos ao mesmo tempo em que otimiza a utilização de recursos nos sistemas de saúde
“A publicação reforça o papel das soluções digitais no avanço da medicina diagnóstica. Ao integrar ciência, dados e tecnologia, ferramentas baseadas em algoritmos clínicos têm potencial para ampliar a precisão do rastreamento, apoiar a tomada de decisão médica e gerar ganhos de eficiência para hospitais e sistemas de saúde”, complementa Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica.
Nesse contexto, iniciativas que combinam biomarcadores, análise de dados e plataformas digitais representam uma nova fronteira na detecção precoce de doenças complexas, como o câncer de fígado, contribuindo para melhores desfechos para pacientes e maior sustentabilidade para os sistemas de saúde.
*O estudo completo está disponível aqui, em inglês.
Sobre a Roche
A Roche é uma empresa de saúde em posição única para prevenir, interromper e curar doenças ao unir ciência de ponta e tecnologia nas áreas de diagnósticos, medicamentos e soluções digitais. Fundada em 1896, em Basileia (Suíça), a Roche é hoje uma das principais fornecedoras de medicamentos e diagnósticos transformadores para milhões de pessoas em mais de 150 países. A empresa dedica-se a enfrentar os desafios de saúde que mais impactam pacientes, famílias, comunidades e sistemas de saúde.
No Brasil, a Roche Diagnóstica está presente desde 1972, com foco em soluções de diagnóstico laboratorial e na importação e distribuição de testes e equipamentos de diagnóstico in vitro. A empresa apoia os sistemas de saúde com um amplo portfólio que abrange áreas como cardiologia, doenças infecciosas, oncologia, saúde da mulher e neurologia, contribuindo para decisões clínicas mais ágeis e precisas. Por meio da inovação e de sua expertise local, a Roche Diagnóstica Brasil contribui para a melhoria dos desfechos dos pacientes e o avanço da saúde no país.
Para mais informações, acesse: www.roche.com
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Jéssie Costa
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