Diversas
Escola pública do Recanto das Emas ganha biblioteca e homenageia ídolo Renato Russo
Espaço foi reformado com o incentivo da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, por meio do Edital Transformando Energia em Cultura
Brasília, 28 de junho de 2024 – Os alunos do Centro de Ensino Médio 111, do Recanto das Emas, ganharam um espaço para estudos, leituras, oficinas e pesquisas. A nova unidade do projeto Lab Bibliotecas Renato Russo, que leva o nome e o sobrenome do aclamado cantor brasiliense, foi inaugurado na tarde desta sexta-feira (28). A iniciativa, realizada pela organização social Amigos da Vida, oferece atenção à educação de qualidade e à promoção da paz junto a jovens e adultos estudantes de escolas públicas do Distrito Federal. A reforma no espaço só foi possível graças ao apoio da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, no Edital Transformando Energia em Cultura, aberto por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC-DF).
O projeto visa contribuir com o pacto global da Agenda 2030 no Brasil, por meio de ações que colaboram com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) de número 04 e 16 da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Apoiar iniciativas que buscam essa transformação social de pessoas e comunidades é uma prerrogativa do nosso trabalho”, explica Renata Chagas, diretora-presidente do Instituto Neoenergia. “Ter parceiros como a ONG Amigos da Vida nos enche de orgulho e é mais uma forma de reconhecer e impulsionar a educação e a cultura como aliadas para a rica diversidade cultural do nosso país”, finaliza a executiva.
Em seis meses, a biblioteca da escola foi reformada e ganhou um projeto arquitetônico assinado por Mateus Zanon. O profissional inovou e deixou o espaço moderno, colorido, jovem e com uma área LAB, onde foram instalados computadores com acesso à internet.
Antes dessa unidade do Recanto das Emas, a associação já havia criado 15 brinquedotecas em hospitais da rede pública do Distrito Federal, duas bibliotecas Renato Russo em uma escola de educação infantil e uma Lab Biblioteca Renato Russo, inaugurada no último dia 28 de maio, no Centro de Ensino Médio 14 da Ceilândia.
Fonte: Neoenergia Brasília
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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