Policiais
Embratur aciona PF para investigar festa com coaches que ensinam a “pegar mulher”
O pedido deve ser formalizado na próxima segunda (20/3); o Millionaire Social Circle (MSC, Círculo Social Milionário, em tradução livre) promoveu festa para alunos conseguirem encontros sexuais com brasileiras
A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) afirmou, nesta quinta-feira (16/3), que acionou a Polícia Federal (PF) para investigar uma festa, em São Paulo, do curso norte-americano do Millionaire Social Circle (MSC, Círculo Social Milionário, em tradução livre), que oferecia aulas e viagens para que os alunos pudessem ter encontros sexuais com mulheres. A expectativa é que o pedido de investigação seja formalizado na próxima segunda (20/3).
O MSC é encabeçado pelos coaches norte-americanos David Bond e Mike Pickupalpha — que usam nomes fictícios. Autointitulados “coaches de namoro”, os dois prometiam, além de aulas, viagens para que os “estudantes” pudessem aplicar o que aprenderam. Os cursos chegam a custar até US$ 50 mil (cerca de R$ 262,7 mil).
A Embratur disse, em nota, que “não são bem-vindas em nosso país pessoas que desejam praticar crimes” e pontuou que turismo para exploração sexual é ilegal no país. O órgão destacou que o combate ao turismo de exploração sexual foi “interrompido pelo governo passado, cujo presidente deu infelizes declarações que estimularam a prática desses crimes”.
“Em nossa gestão, recuperamos como valores centrais da Embratur o respeito aos direitos humanos e à democracia. Promovemos no exterior um Brasil que queremos ser, da sustentabilidade, que combate a pobreza e o racismo e valoriza a diversidade de seu povo. São muito bem-vindos os turistas estrangeiros que querem contribuir para a construção desse Brasil”, apontou a agência em nota.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o grupo tem o costume de viajar somente para países subdesenvolvidos e, em publicações, enaltecem as desigualdades sociais que encontram nos destinos. Já tendo passado por países como Colômbia, Costa Rica e Filipinas, o MSC esteve em São Paulo entre 14 e 28 de fevereiro deste ano. O curso garante que o aluno tem “100% de chances de transar.”
A viagem dos norte-americanos viralizou após uma festa promovida no dia 26 de fevereiro, em uma mansão no bairro do Morumbi, na capital paulista, em que brasileiras estavam convidadas. Pelo menos duas mulheres que estiveram no evento afirmaram à Folha de S. Paulo que não sabiam do curso e se sentiram enganadas.
O caso também é investigado pela 34ª Delegacia de Polícia de São Paulo, localizada no Morumbi. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o caso foi registrado como “favorecimento de prostituição ou outra forma de exploração sexual e agenciar, aliciar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher exploração sexual”.
Uma vítima de 27 anos que participou da festa fez uma denúncia. Em nota à Folha de S. Paulo, a SSP-SP disse que “no local havia homens estrangeiros que tiraram fotos e vídeos dela (a vítima que denunciou) para promover um curso sobre relacionamentos”.
Exaltando o “exotismo” brasileiro, os tutores gravaram vídeos com um kit que tornaria a viagem dos alunos “mais fácil”. Nas imagens, é dito que foi gasto US$1,2 mil (cerca de R$ 6 mil) em pílulas do dia seguinte
Policiais
Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe
De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR
Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976
Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais A, B e C. Para dar dimensão do volume, a quantidade equivale à população inteira do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e 2014, período marcado também pela alta ascensão social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais representados por quem recebe o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
RENDA DO TRABALHO — O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.
FAIXAS DE RENDA — As classes A, B e C são categorias usadas em estudos socioeconômicos para organizar a população de acordo com a renda familiar. De forma geral, a classe C é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, enquanto as classes B e A reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e estabilidade financeira.
Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
PARTICIPAÇÃO – Em 2024, o Brasil registrou o maior nível histórico de participação da classe média e das classes de maior renda desde 1976. O registro de pessoas nas classes A, B e C juntas chegou a 78,18% acima da média anual. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.
DO LADO DO POVO — O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Para ele, os resultados mostram a força das políticas sociais, integradas com educação, saúde, e inclusão socioeconômica. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, possibilidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia”, explicou. “Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”, completou o titular do MDS.
» Os dados estão disponíveis na página oficial da FGV.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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