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Moradores se dizem em choque com atentado a vizinha em Ceilândia

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Homem é suspeito de tentar matar companheira a facadas e dopar os próprios filhos – (crédito: Ed Alves/CB)

Segundo a polícia, acusado teria entrado na casa da ex e a esperado chegar para atacá-la a facadas

Moradores da QNP 9, conjunto L, de Ceilândia, se disseram em estado de choque após João Paulo de Oliveira Costa Pereira, 33 anos, segundo informou a polícia, tentar matar a ex-companheira, 29, com golpes de facas. E ainda dopou os dois filhos, de 5 e 9 anos, com o medicamento clonazepam (rivotril), de acordo com investigadores. A tentativa de feminicídio ocorreu na tarde desta segunda-feira (13/1).

Ana Paula Ribeiro, 38, faxineira e vizinha da vítima, conta que presenciou parte do ataque. “Eu estava na esquina, porque fui fumar um cigarro, e vi um homem passar de moto dizendo para chamarem a polícia. Logo depois, percebi a confusão: ele estava segurando a mulher pelos cabelos, com uma faca no pescoço dela”, relatou ao Correio.

Segundo ela, o seu marido tentou intervir, utilizando outra faca para afastar o agressor. Após ser confrontado, o homem soltou a vítima e fugiu. “Foi um momento de muito desespero. A gente não sabia o que fazer enquanto esperava a polícia, que demorou cerca de 30 a 40 minutos para chegar”, ressaltou.

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Preocupação 

Após a fuga do acusado, outros vizinhos também foram socorrer a mulher e descobriram que os dois filhos dela estavam dentro da casa. “Quando entrei e vi um menino com algo parecido com um docinho na boca e todo mole, em cima da cama, sem reagir, foi desesperador. Nós queremos que eles fiquem bem”, disse Ana Paula.

Moradores declararam que, antes do ocorrido, o casal havia brigado outras vezes. “Eles discutiam muito. Agora, ela tinha voltado sozinha para cá, e a gente achava que estava tudo tranquilo”, explicou Ana destacando que apesar do histórico, a região é considerada tranquila.

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Fonte: Correio Brasiliense

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Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe

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De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR

Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976

Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais A, B e C. Para dar dimensão do volume, a quantidade equivale à população inteira do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e 2014, período marcado também pela alta ascensão social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais representados por quem recebe o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
RENDA DO TRABALHO — O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.
FAIXAS DE RENDA — As classes A, B e C são categorias usadas em estudos socioeconômicos para organizar a população de acordo com a renda familiar. De forma geral, a classe C é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, enquanto as classes B e A reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e estabilidade financeira.
Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”

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Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
PARTICIPAÇÃO – Em 2024, o Brasil registrou o maior nível histórico de participação da classe média e das classes de maior renda desde 1976. O registro de pessoas nas classes A, B e C juntas chegou a 78,18% acima da média anual. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.
DO LADO DO POVO — O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Para ele, os resultados mostram a força das políticas sociais, integradas com educação, saúde, e inclusão socioeconômica. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, possibilidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia”, explicou. “Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”, completou o titular do MDS.

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» Os dados estão disponíveis na página oficial da FGV.

 

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

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