Policiais
ONU: 25% das pessoas consideram “justificável” o homem agredir a esposa
(crédito: Anete Lusina)
Para o levantamento, a ONU usou dados de 80 países e identificou que 9 em cada 10 pessoas têm preconceitos fundamentais contra as mulheres
Camilla Germano
Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que a desigualdade de gênero e a violência contra mulheres ainda é tolerada no planeta. Um dos dados mais chocantes indica que 25% da população considera “justificável” a agressão de um homem contra a própria esposa.
O relatório, que usa dados de 80 países, revela também que 9 em cada 10 pessoas têm preconceitos fundamentais contra as mulheres. 58% acreditam que a mulher não deve ter direito nem de decidir se quer ou não ter filhos.
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Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foram analisados no relatório quatro dimensões do preconceito: Integridade física, Educacional, Política e Econômica, com dados da Avaliação de Valores Mundiais, um projeto internacional que estuda como os valores e as crenças são diferentes ao redor do mundo. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira (12/6).
Um dos principais pontos da pesquisa, indica que não “houve progresso a respeito do preconceito contra as mulheres em uma década. Em um desses tópicos, a pesquisa indicou que 69% da população mundial acredita que os homens são melhores líderes políticos que as mulheres, por exemplo, ou que a garantia dos mesmos direitos para mulheres na democracia é essencial apenas para 27% dos entrevistados.
Além disso, quase metade da população (46%) acredita que os homens têm mais direito a um emprego, enquanto 43% diz que os homens são melhores líderes empresariais. Além disso, cerca de 28% avalia que a universidade é mais importante para os homens do que para as mulheres.
No Brasil
A pesquisa também detalhou as dimensões do preconceito por países. No Brasil, por exemplo, observou-se que 84,5% das pessoas têm pelo menos um tipo de preconceito contra as mulheres. 75,56% dos homens e 75,79% das mulheres têm preconceitos em questões de violência de gênero e direito de decisão sobre ter filhos.
39,91% dos brasileiros afirmaram que mulheres não são tão boas políticas como os homens e acreditam que as mulheres terem os mesmos direitos que os homens não é essencial na democracia.
Na questão econômica — que considera se os homens deveriam ter mais direito a um trabalho do que mulheres e que os homens são melhores executivos que as mulheres — 31% dos brasileiros concordaram com as afirmações.
Já na área da educação, apenas 9,59% dos entrevistados acreditam que a universidade é mais importante para homem do que para a mulher.
Fonte: Correio Brasiliense
Policiais
Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe
De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR
Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976
Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais A, B e C. Para dar dimensão do volume, a quantidade equivale à população inteira do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e 2014, período marcado também pela alta ascensão social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais representados por quem recebe o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
RENDA DO TRABALHO — O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.
FAIXAS DE RENDA — As classes A, B e C são categorias usadas em estudos socioeconômicos para organizar a população de acordo com a renda familiar. De forma geral, a classe C é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, enquanto as classes B e A reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e estabilidade financeira.
Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
PARTICIPAÇÃO – Em 2024, o Brasil registrou o maior nível histórico de participação da classe média e das classes de maior renda desde 1976. O registro de pessoas nas classes A, B e C juntas chegou a 78,18% acima da média anual. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.
DO LADO DO POVO — O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Para ele, os resultados mostram a força das políticas sociais, integradas com educação, saúde, e inclusão socioeconômica. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, possibilidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia”, explicou. “Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”, completou o titular do MDS.
» Os dados estão disponíveis na página oficial da FGV.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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