Politica
CLDF lança Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas Ostomizadas
A Câmara Legislativa do Distrito Federal lançou, nesta quinta-feira (29), a Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas Ostomizadas. “Esse tema fala da dignidade humana”, declarou a deputada Paula Belmonte (Cidadania), que preside a iniciativa. A ostomia é um procedimento cirúrgico que cria um orifício para permitir um novo caminho para a eliminação de urina e fezes. “Nesse campo, temos muito a avançar no DF”, acrescentou a distrital, citando dificuldades de quem passa pelo procedimento, como a dificuldade de acesso às bolsas coletoras.
A solenidade de abertura dos trabalhos da Frente Parlamentar ocorreu durante a Conferência Distrital em Atenção às Pessoas com Ostomia e Incontinência, que discute ações para a garantia de direitos, como o acesso à saúde, inclusão, igualdade de oportunidades e respeito às diferenças. Nessa linha, será realizada, no próximo semestre, uma audiência pública na CLDF para tratar da questão.
Presidente da Associação dos Ostomizados do DF, Ana Paula Batista reforçou a necessidade de discutir, por exemplo, assuntos como o atendimento na rede pública e a cirurgia de reversão. “Sem o procedimento na época adequada, muitos acabam mutilados para sempre”, alertou. Também chamou a atenção para a falta de banheiros adaptados às pessoas com ostomia. “Nem no aeroporto existe um”, destacou, reiterando não ser mais possível “aceitar problemas resolvíveis”.
Por sua vez, Ana Lúcia da Silva, professora da Universidade de Brasília, apontou para a urgência de utilização de materiais apropriados e necessários aos pacientes, bem como da exigência de acompanhamento. Já o advogado William Ferreira da Cunha, do Movimento Ostomizados do Brasil, falou da inclusão da própria pessoa com deficiência na formulação de políticas públicas. Enquanto Luiz Maurício Santos, presidente da Federação de Basquete em Cadeira de Rodas do DF, relatou o caminho de dificuldades até conseguir insumos junto ao GDF.
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Politica
Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje
O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).
As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.
A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.
A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.
A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.
Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.
Como contribuir
Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:
- Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
- Eixo 2: Educação
- Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
- Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
- Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
- Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
- Eixo 7: Comunidades Quilombolas
- Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
- Eixo 9: Povos Ciganos
- Eixo 10: Mulheres Negras
- Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
- Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
- Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
- Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
- Eixo 15: Política Internacional
- Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial
Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:
- Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
- Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
- Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
- Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
- Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.
Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br
Análise e consolidação
Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.
A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.
2º Planapir
A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.
O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.
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