Politica
Fevereiro mantém bandeira verde e Neoenergia orienta consumidores do DF a economizar energia no Carnaval
Sem cobrança extra na fatura, uso consciente ajuda a preservar economia durante o mês da folia
Brasília, 10 de fevereiro de 2026 – O mês de fevereiro segue com bandeira tarifária verde, sem acréscimo na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou condições favoráveis de geração e níveis adequados dos reservatórios, mesmo diante de chuvas abaixo da média em algumas bacias hidrográficas.
Com a proximidade do Carnaval e o aumento natural do consumo no verão, a Neoenergia Brasília reforça a importância do uso consciente da eletricidade. A adoção de hábitos simples no dia a dia contribui para a redução de despesas, fortalece a sustentabilidade do sistema elétrico e ajuda a manter a bandeira no patamar mais econômico.
Durante o período carnavalesco, quando cresce a demanda por climatização, iluminação e eletrodomésticos, escolhas responsáveis fazem a diferença. A distribuidora destaca ainda que a reciclagem de resíduos comuns nas festas, como papel, plástico e alumínio, também contribui para a redução do consumo de energia ao longo da cadeia produtiva.
Consumo consciente começa em casa
A Neoenergia Brasília orienta clientes residenciais, comerciais e industriais a adotarem ações práticas para reduzir o consumo de energia:
Climatização – O ideal é manter o ar-condicionado entre 23ºC e 25ºC, utilizar o desligamento programado durante a madrugada e realizar a limpeza regular dos filtros. Equipamentos do tipo Split com tecnologia Inverter são mais eficientes e consomem menos energia. Após a refrigeração do ambiente, ventiladores de teto ajudam a manter o conforto térmico com menor gasto.
Chuveiro elétrico – A opção “verão” pode reduzir o consumo em até 30%. Banhos rápidos e o fechamento do registro ao se ensaboar também contribuem para a economia. Por segurança, devem ser usadas apenas resistências originais. Sempre que possível, a adoção de aquecimento solar térmico é recomendada.
Refrigeração – Para evitar desperdícios, é importante verificar a borracha de vedação da geladeira, não armazenar alimentos quentes e manter o equipamento afastado da parede, favorecendo a dissipação do calor. Abrir a porta apenas quando necessário também ajuda a reduzir o gasto.
Iluminação eficiente – Aproveitar a luz natural, manter janelas e cortinas abertas e apagar lâmpadas em ambientes desocupados são medidas simples e eficazes. As lâmpadas de LED consomem menos energia, têm maior durabilidade e menor impacto ambiental.
Dicas rápidas para economizar energia no Carnaval
– Apague as luzes ao sair dos ambientes.
– Prefira lâmpadas de LED, mais econômicas e duráveis.
– Aproveite ao máximo a iluminação natural durante o dia.
Evite abrir a geladeira com frequência e mantenha a vedação em bom estado.
– Não coloque alimentos quentes no refrigerador.
– No chuveiro elétrico, utilize a opção “verão”.
– Lave e passe roupas de uma só vez.
– Retire aparelhos da tomada quando não estiverem em uso.
– Mantenha filtros e serpentinas do ar-condicionado limpos.
– Ajuste o termostato para temperaturas adequadas.
– Instale sensores de presença em áreas de menor circulação.
– Opte por eletrodomésticos com selo Procel de eficiência energética.
– Realize manutenções periódicas nas instalações elétricas.
Mesmo com a bandeira verde em vigor, a Neoenergia Brasília reforça que o uso responsável da energia é essencial para atravessar o Carnaval com economia, segurança e compromisso ambiental.
Politica
Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda
As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).
Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.
A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.
Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.
Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.
FONTE:
brasildefato
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