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Janja participa de live em redes da TV Brasil e recebe críticas na web

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A primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, participou de uma live nessa terça-feira (7/3). O programa, que teve como tema central o enfrentamento da violência contra a mulher, foi retransmitido pelas redes sociais da TV Brasil, vinculada à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e causou burburinho nas redes sociais, pelo fato de a TV Brasil ser mantida por recursos públicos.

Nas redes sociais, Janja anunciou o programa, apresentado pela atriz Luana Xavier e intitulado Papo de Respeito, como uma “conversa importante e cheia de informações sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres”.

“Toda mulher precisa estar informada sobre os tipos de violência, quais são os seus direitos e como pode buscar ajuda e acolhimento. Hoje vou bater um papo sobre esse tema tão importante com a ministra das mulheres, Cida, e com a apresentadora Luana Xavier. Esperamos vocês”, publicou.

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Críticas

A live, porém, foi alvo de críticas. Opositores ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusaram Janja de utilizar a estrutura da estatal a fim de promover políticas próprias do Gabinete de Ações Estratégicas em Políticas Públicas, que será chefiado pela primeira-dama.

A socióloga ainda aguarda a nomeação para o cargo não remunerado no Palácio do Planalto. Essa nomeação tornaria institucional a participação dela em eventos oficiais do governo.

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“A EBC custava R$ 1 bi por ano, dava traço de audiência e empregava a companheirada. Bolsonaro chamou de TV Lula e prometeu privatizar. Não privatizou e botou o ‘bananinha’ pra dar entrevista. Volta Lula, EBC segue estatal, agora com a Janja apresentando. O povo continua pagando”, diz o post do Movimento Brasil Livre (MBL) pelas redes sociais.

Outro usuário das redes indagou se o programa fosse com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Postaram uma imagem da Janja na TV Brasil; depois, mostraram que, na verdade, ela foi convidada por um programa. Menos ruim. Ainda assim, a BBC não agiria dessa forma; uso da rede pública de televisão com fins partidários, divulgação. Se fosse a Michelle, os petistas criticariam”.

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Janja responde

A assessoria de Janja explicou que o Papo de Respeito não é um programa da TV Brasil, mas que foi transmitido na TV BrasilGov, que é um canal oficial nas redes sociais.

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“Foi uma live interministerial relacionada ao Dia da Mulher. Outras lives desse tipo vão acontecer em momentos distintos. Foi uma primeira experiência e que foi avaliada com a Secom [Secretaria de Comunicação] e o Ministério das Mulheres para alavancar as questões do mês de março”, afirmou a assessoria.

O papel de Janja será “articular outras lives”.

A EBC também respondeu aos questionamentos da reportagem.

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“A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) cumpre o contrato de prestação de serviços firmado com a Secretaria de Comunicação Social (Secom). O acordo inclui transmissões ao vivo, a partir de demanda definida pela Secom. Ressaltamos ainda que a primeira-dama não é apresentadora de nenhum programa da grade da TV Brasil”, destaca a empresa em nota.

Especialistas

Vitor Rhein Schirato, especialista em direito do Estado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), afirma que uma empresa pública não pode se transformar em uma plataforma de autopromoção.

“Não há, nesse caso, desvirtuamento da EBC ou canais públicos. A primeira-dama pode ter um programa. O que não pode ser feito é um programa de promoção da primeira-dama, mostrando como ela é inteligente, culta, do bem. A EBC não pode ser uma plataforma de autopromoção”, apontou.

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Na opinião de Schirato, o caso específico do programa de terça, que discutiu política de gênero, de proteção dos direitos da mulher, se trata de “uma política de Estado e que transcende o governo”.

Gabriel de Britto Silva, advogado especializado em direito empresarial e administrativo, acredita que qualquer acusação de uso da estrutura de uma TV pública “para promover políticas públicas do Gabinete de Ações Estratégicas em Políticas Públicas e que será chefiado por ela, mostra-se claramente inadequada e inoportuna”.

“Se a primeira dama não exercesse função pública e estivesse a tratar de instituições privadas de acolhimento, poderia entender-se que seria uma terceira estranha à estrutura governamental, e, neste caso, poderia haver o enquadramento, de algum modo, seja como promoção pessoal, seja como promoção de iniciativas ou empresas privadas em TV pública. Porém, este claramente não é o caso”, apontou Britto Silva.

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Segundo especialistas, as primeiras-damas devem definitivamente sair de uma posição passiva e exercerem a coisa pública. “Quando o povo brasileiro, através dos impostos, mantém toda a estrutura de vida do presidente, também mantém a da sua esposa. Desta forma, nada mais nobre e, até exigível, que a primeira dama contribua efetiva e concretamente com as ações sociais do governo e as exteriorize através de todos os meios existentes”.

E termina afirmando que a lei de improbidade administrativa também não foi atingida no caso. “O que é vedado é a promoção pessoal e a utilização de uma abordagem que privilegia sobremaneira a pessoa do agente público em detrimento das ações públicas. Porém, isso só se identificará ou não com o transcorrer dos programas”, afirmou Britto Silva.

Fonte: Metrópoles

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“Os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social em 2024”, afirma Wolney Queiroz

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Durante o programa, Wolney Queiroz ressaltou, ainda, todas as ações tomadas pelo Governo do Brasil para ressarcir milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios previdenciários – Foto: Diego Campos/Secom-PR

Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, titular da Previdência Social revelou que dados levantados por auditorias da pasta ajudaram a Polícia Federal a atuar contra as fraudes cometidas por regimes de previdência de estados e municípios

Convidado desta quarta-feira (20/5) do programa Bom Dia, Ministro, Wolney Queiroz, titular da pasta da Previdência Social, ressaltou que não existem recursos dos fundos de pensão ligados à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) no Banco Master e destacou que auditorias realizadas pela pasta ajudaram a Polícia Federal nas investigações relativas ao banco.
“Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master”, afirmou Wolney Queiroz.

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“Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master”

Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social

Segundo o ministro, os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social em 2024. “Nós, da Previdência Social, detectamos os problemas do Banco Master e fizemos em 2024 as auditorias em várias cidades. E todas essas auditorias foram usadas pela Polícia Federal para deflagrar as operações. Foi com base nas nossas auditorias, nos nossos dados, que a Polícia Federal fez as operações nas cidades onde já houve operações”, explicou, fazendo referência aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios.

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“Em todas as cidades onde foram detectados investimentos em regimes próprios de estados e municípios que investiram desordenadamente ou de forma irregular no Banco Master, todas elas foram detectadas pelas nossas auditorias. Esses dados foram enviados para a Polícia Federal. Portanto, nós estamos muito bem colocados nesse assunto, porque fizemos o dever de casa. E graças a esse dever de casa bem feito foi que a Polícia Federal pôde usar os nossos dados, as nossas informações para atuar contra as fraudes cometidas por regimes próprios de previdência de estados e municípios espalhados por todo o Brasil”, prosseguiu Wolney Queiroz.

TRABALHO EXEMPLAR – O ministro da Previdência disse que as auditorias não estão mais em curso e elogiou o trabalho da pasta. “As auditorias foram encerradas. Os dados foram enviados. Eu recebi um ofício da Polícia Federal dizendo que as informações eram sensíveis, portanto, não podiam ser passadas. Eu não podia falar dessas auditorias, para não atrapalhar as investigações. O trabalho do Ministério da Previdência Social foi exemplar e está ajudando a Polícia Federal e os órgãos de controle a punir aqueles que fizeram investimentos irregulares no Banco Master”.
PREVIC – A PREVIC é um órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Previdência Social, responsável pelo licenciamento, orientação, supervisão e fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Seu papel é proteger participantes ativos, aposentados e seus dependentes, aumentando a segurança do sistema, estimulando boas práticas de governança e de investimento. O objetivo é que os associados recebam tudo o que têm direito quando se aposentarem.
DESCONTOS INDEVIDOS – Durante o programa, Wolney Queiroz ressaltou, ainda, todas as ações tomadas pelo Governo do Brasil para ressarcir milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios previdenciários. “Não foi a fraude do INSS. A fraude foi aos segurados do INSS e contra o INSS. O nosso governo, com a transparência e a liberdade dos órgãos de controle da Polícia Federal e da CGU, encontrou a fraude e extinguiu a fraude. Nós fizemos o ressarcimento de mais de R$ 3 bilhões a mais de 4 milhões e meio de pensionistas e aposentados. Nunca na história do Brasil aconteceu isso: o governo devolvendo o dinheiro e procurando as pessoas”, frisou o ministro.
PRAZO PRORROGADO – O Governo do Brasil prorrogou, por mais 90 dias, o prazo para que brasileiros e brasileiras possam realizar a contestação. Com a medida, a data limite passou para 20 de junho. “A gente ampliou duas vezes o prazo. Até 20 de junho todo mundo que procurar e tiver direito vai ser ressarcido. Se teve desconto e não foi autorizado, você recebe tudo de volta, corrigido pelo IPCA, em parcela única. A pessoa tem que procurar o governo através de todos os mecanismos, Central 135, Meu INSS (aplicativo), agência dos Correios, e dizer: ‘olha, eu fui descontado, não autorizei esse desconto e quero receber de volta’. Tem que ser uma autodeclaração. O governo tem dinheiro e quer pagar”, ressaltou Wolney Queiroz.
DESCONTOS ASSOCIATIVOS E CONSIGNADOS – Wolney Queiroz lembrou que, após identificadas as fraudes, os descontos associativos para aposentados e pensionistas passaram a não mais serem permitidos. “Não começou no governo do presidente Lula, mas foi o governo do presidente Lula que pôs fim aos descontos, desnudou isso para a sociedade, e fez com que o povo soubesse disso que acontecia lá. Os descontos associativos foram proibidos, a gente conseguiu estancar isso. A gente colocou mecanismos de controle muito mais difíceis, travas com biometria para ter acesso aos servidores, aos aposentados e pensionistas de forma a impedir que fraudes de outra natureza possam acontecer. Para o crédito consignado, a gente implementou várias etapas de biometria”, afirmou o ministro.
OPERAÇÕES – O ministro reforçou, ainda, que as operações contra os fraudadores estão em curso. “Só nesse período que eu sou ministro, nós já fizemos 63 operações da Polícia Federal com a Força-Tarefa Previdenciária, que é a inteligência do nosso Ministério junto com a Polícia Federal, com uma economia projetada de 350 milhões de reais. São operações quase diárias. Semanalmente há operações para combater essas fraudes estruturadas e é esse modelo que a gente quer implementar de governança, de integridade permanente, para restabelecer essa confiança, e para que a gente possa restaurar a credibilidade do INSS”.
R$ 3 BILHÕES – De acordo com dados mais recentes divulgados pela pasta comandada por Wolney Queiroz, mais de R$ 3 bilhões já foram devolvidos a mais de 4,5 milhões de segurados em todo o país. Outros 748.734 beneficiários estão aptos a ingressar na negociação. Para ter direito ao ressarcimento de valores descontados, o segurado deve verificar sua situação pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 e/ou indo a agências dos Correios.
CRIANÇAS COM MICROCEFALIA – Em novembro de 2025, o Governo do Brasil iniciou o pagamento da pensão especial vitalícia a pessoas nascidas no Brasil com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus Zika durante a gestação. A medida foi regulamentada pela Portaria Conjunta do Ministério da Previdência Social (MPS) e do INSS, que estabelece o pagamento de uma indenização por dano moral e da pensão especial vitalícia a essas crianças. Indagado sobre essa questão, Wolney Queiroz não escondeu a emoção.
“A concessão do benefício para crianças com microcefalia, no caso, mães e pais, foi uma das coisas mais emocionantes com as quais eu tive contato durante esse período como ministro. Existe um número aproximado de 1.800 crianças constatadas com microcefalia. Mas existe um número de mais de 3 mil pessoas pedindo para receber esse valor. Normalmente, são pessoas que não se encaixam ou não se enquadram no diagnóstico do zika vírus. São crianças que têm alguma deficiência, são famílias que necessitam, a gente reconhece isso, mas esse caso do zika vírus, da microcefalia, é específico para aquele diagnóstico daquela doença”, esclareceu.
“O desejo do Ministério é pagar a todo mundo a pensão vitalícia e a indenização. As crianças ou mães que não procuraram até agora, procurem as associações, entre na internet, porque as associações podem dar todos os encaminhamentos, fazer todos os encaminhamentos, as informações que ele já tem muita experiência e tem contato direto com o nosso Ministério”, orientou.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira a Rádio Bandnews, de Fortaleza (CE), Tua Rádio Cristal, de Soledade (RS), Rádio TV Metropolitana, de Piracicaba (SP), Rede de Notícias da Amazônia, de Santarém (PA), Rádio CBN, de Recife (PE), Portal News Rondônia, de Porto Velho (RO), Rádio Baiana FM, de Salvador (BA), Rádio Cultura, de Lavras (MG).

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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