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Primeira-dama participa do programa ‘Tempo de Refletir’ de Dia das Mães

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Mayara Noronha Rocha ressaltou a importância do Programa de Atenção Materno Infantil (Proamis) | Foto: Alan P. Cavalcante/ Sequali

Mayara Noronha Rocha falou no vídeo, disponibilizado no YouTube, sobre o sentimento de mulheres que voltam a trabalhar após a maternidade

Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

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A primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, participou na manhã desta quarta-feira (10) da edição especial do programa Tempo de Refletir em comemoração ao Dia das Mães. A edição foi transmitida pelo canal do YouTube da Secretaria de Fazenda do DF e faz parte das iniciativas promovidas pela Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali/Sefaz).

Mayara escolheu a maternidade como tema e falou sobre os sentimentos que todas as mães enfrentam após a gravidez e o retorno às atividades, ressaltando a importância de ter um ambiente de trabalho que acolha os filhos. Ela destacou a relevância desse suporte, que já é uma realidade hoje no GDF, por meio do Programa de Atenção Materno Infantil (Proamis).

O Proamis tem como objetivo a proteção à maternidade e à primeira infância, sendo constituído por três eixos fundamentais: apoio à gestante, incentivo ao aleitamento materno e proteção à infância. Para atender a essas necessidades, a Sequali promove cursos, palestras e atividades físicas. Também são oferecidas atividades de cuidado e proteção à criança e à família, além do berçário Buriti, localizado no anexo do Palácio do Buriti, que atende filhos de servidoras após a licença-maternidade com idades entre 6 e 24 meses incompletos, com espaço para amamentação e lactário.

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A primeira-dama mencionou que sempre sonhou em ser uma mãe 100% dedicada ao filho, mas que, por conta do período eleitoral da primeira eleição do atual governo, ela se sentiu tocada e decidiu ser não apenas mãe de seu filho, Mateus, mas também ser mãe de tantas outras crianças e pessoas, ao atuar como primeira-dama, representando a população do Distrito Federal.

Durante a transmissão do Tempo de Refletir, Mayara fez uma analogia entre o papel de mãe e o ambiente de trabalho. Ela destacou que “assim como temos a maternidade em casa, quando chegamos ao ambiente profissional, ainda carregamos essa conexão com a maternidade. Como mulheres, sabemos da importância de acolher outras mães no local de trabalho, que enfrentam diversos problemas e recebem diagnósticos de saúde para elas e suas famílias. Nesse momento, elas se sensibilizam e é nossa responsabilidade social ser um apoio para elas no ambiente profissional, como uma figura maternal.”

O Secretário de Fazenda, Itamar Feitosa, elogiou e agradeceu a primeira-dama Mayara Noronha por levar uma palavra emocionante e representativa ao programa. O Secretário Executivo de Valorização e Qualidade de Vida da Secretaria de Fazenda, Epitácio Júnior, enalteceu o trabalho desenvolvido por ela durante a pandemia para as pessoas em estado de vulnerabilidade e enfatizou que o programa desta quarta foi especial.

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Espaço Qualidade de Vida

Como mulheres, sabemos da importância de acolher outras mães no local de trabalho, que enfrentam diversos problemas e recebem diagnósticos de saúde para elas e suas famílias”Mayara Noronha Rocha, primeira-dama do DF

Após o programa Tempo de Refletir, Mayara acompanhada por Itamar Feitosa, Epitácio Júnior, e pelo secretário de Gestão, Logística e Finanças, Gilvanete Mesquita, visitou o Espaço Qualidade de Vida, localizado no 16º andar do Anexo do Buriti.

Ela conheceu as instalações do local, como refeitório, sala de jogos, sala de música, sala de descompressão e leitura e a sala multidisciplinar em saúde, que oferece atendimentos médicos e psicossociais aos servidores públicos do Governo do Distrito Federal.

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A primeira-dama teve uma conversa descontraída com o psicólogo na sala de atendimento multidisciplinar, abordando os serviços oferecidos aos servidores na área de saúde mental, além de desfrutar da cadeira de massagem na sala de descompressão. Ela elogiou todo o espaço e reforçou o compromisso e o cuidado que estão sendo direcionados aos servidores.

Mayara ressaltou, ainda, que essas iniciativas demonstram o quanto o governo valoriza o aspecto emocional e físico dos servidores, promovendo um ambiente de trabalho mais humano e acolhedor, fazendo do bem-estar dos funcionários uma prioridade.

*Com informações da Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida (Sequali/Sefaz)

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Politica

DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025

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Programa Alfaletrando impulsiona avanço de seis pontos percentuais no índice de crianças alfabetizadas e reforça acompanhamento pedagógico nas escolas públicas

Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país.

Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas.

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De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública.

Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede.

Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas.

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“Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço”, ressalta.

Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedágogicas

Impacto real

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Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%.

A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.”

Michele Rodrigues Alves: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula”

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A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas.

Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.”

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Conexão com as famílias

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Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: “A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes”

Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata.

Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma.

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Alan de Oliveira: “Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”

Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”

CRÉDITOS:

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Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Matéria: Jak Spies, da Agência Brasília

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