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Politica

Senado deve aprovar hoje indicação de advogada brasiliense para ministra do STJ

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Por Ana Maria Campos — A advogada Daniela Teixeira será sabatinada hoje pelos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, pela manhã, para a confirmação de seu nome como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Depois de passar pelo crivo dessa instância, a indicação será analisada pelo plenário do Senado. Advogada atuante, Daniela foi escolhida pelo presidente Lula de uma lista tríplice eleita pelos ministros do STJ. Era a única mulher.

Se for aprovada, Daniela será a sétima na composição atual do STJ, entre 33 magistrados presididos pela ministra Maria Tereza de Assis Moura, que chegou à Corte em 2006, no primeiro mandato de Lula. Há 10 anos, não chega uma mulher no STJ. As últimas oito indicações foram de homens. Daniela é formada pela Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), possuiu especialização em direito econômico e empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é mestre em direito pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

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A volta do Ministério da Segurança Pública

Com o confronta de milícias no Rio de Janeiro, petistas ganharam força no discurso favorável à recriação do Ministério da Segurança Pública. Tirariam, assim, parte do poder de Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública, ou de seu sucessor, caso ele seja confirmado no STF. Mas petistas querem alguém da cota do presidente Lula e não um nome do jogo político.

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Buriti: a mascote do vice-presidente da Câmara

A bandeira dos pets só ganha fôlego entre políticos. O deputado distrital Daniel Donizet (MDB) se elegeu com a plataforma de defesa dos animais, o líder do governo, Robério Negreiros (PSD), abraçou a causa e o vice-presidente da Câmara Legislativa, Ricardo Vale (PT), também está engajado.

Ele é tutor de pet e seu gabinete adotou uma filhote vira-lata caramelo resgatada. Todo mundo cuida um pouquinho da cachorrinha batizada de Buriti. Ela vai ao trabalho, fica um pouco e desperta a atenção dos demais servidores. Depois volta para casa de um dos funcionários que assumiu os cuidados. Mas todos ajudam. É a mascote do mandato do petista.

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Trend das redes sociais

Vários políticos entraram na onda do avatar inspirado nos personagens da Disney que está bombando nas redes sociais. Até o GDF fez algumas versões de animações do estúdio Pixar para o Instagram. Tudo para melhorar a comunicação com os jovens.

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Combate à corrupção pelos olhos de quem atua na linha de frente

A prevenção e o enfrentamento à corrupção sob a perspectiva internacional é o tema central da segunda obra coletiva das “Carreiras Típicas de Estado”, lançado na semana passada, na Embaixada da Espanha em Brasília.

A coletânea conta com a contribuição de agentes e servidores públicos que integram carreiras típicas de Estado como Fausto Martin De Sanctis, desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Ivana David, desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Marcelo Pontes Vianna, Secretário de Integridade Privada da Controladoria-Geral da União, e Rafael Foresti Pego, Procurador-Chefe do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul. O livro conta com o prefácio do Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reynaldo Soares da Fonseca.

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Homônimo

O patrono da cadeira 91 do Instituto Histórico e Geográfico do DF que será ocupada pela escritora Leiliane Rebouças não é o ex-presidente da Câmara Legislativa Salviano Guimarães, e sim o parente homônimo do ex-deputado, um fazendeiro que foi dono das terras onde surgiu Planaltina.

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Só Papos

“O Hamas brasileiro em ação no RJ, aterrorizando a população de bem. Será que o governo do PT também vai passar pano nisso???”
Senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República

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“Quem gosta de milícia, defende, homenageia, emprega e é amigo de miliciano você sabe muito bem quem é… Torço e apelo às autoridades que os chefes que dão sustentação política à milícia sejam presos. PS: Só cuidado pra não ter muito colega seu em cana…”
Deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ)

Fonte: Correio Brasiliense

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Politica

Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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