Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

DF registra sucesso em nova estratégia para combate à dengue

Publicado em

Soltura de mosquitos “Wolbito” já reduz população de “Aedes aegypti” capaz de transmitir a doença. Outros métodos continuam valendo, sempre com ajuda da população

Em sete semanas de 2026, o Distrito Federal registrou 1.719 casos suspeitos de dengue, uma queda de 62,4% frente aos 4.579 no mesmo período do ano passado. O sucesso é atribuído a uma série de estratégias adotadas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), tendo como destaque a liberação de mais de 38 milhões de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia.

Chamados de “Wolbitos”, esses insetos têm menor capacidade de transmitir a dengue, com potencial para substituir a população original de transmissores. “É uma experiência bem-sucedida. Os mosquitos disseminados no meio ambiente adaptaram-se e conseguiram prevalecer”, explica o chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias da SES-DF, Allex Moraes.Índices positivos

Por meio de ovitrampas, armadilhas capazes de capturar mosquitos, foi possível atestar que as dez Regiões Administrativas onde houve a soltura de “Wolbitos” atingiram uma média de 68,29% da população de Aedes aegypti composta por insetos inoculados com a bactéria Wolbachia. O menor índice foi na Fercal, com 53,73%, enquanto no Itapoã chegou a 81,44%. A expectativa é a de que os “Wolbitos” ocupem ainda mais espaço dos Aedes aegypti originais.

Advertisement
Leia Também:  Hospital Cidade do Sol treina equipes para agir em emergências cardíacas

Isso porque o cruzamento de mosquitos inoculados com Wolbachia geram novos “Wolbitos”, enquanto o cruzamento com os Aedes aegypti originais ou não nascem filhotes ou dão a origem a uma nova geração de “Wolbitos”. Destaca-se que não há qualquer alteração genética e que a bactéria Wolbachia não é transmitida para seres humanos ou outros mamíferos, como gatos e cachorros.

“Quando a Wolbachia se estabelece bem em uma região, tende a se manter sozinha na população. Ou seja: não é algo que pede a soltura de mosquitos inoculados para sempre. A própria dinâmica de reprodução faz com que a bactéria continue circulando”, detalha o chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF, Anderson de Morais.

A previsão dos especialistas é a de que, aos poucos, os mosquitos se espalhem para outras Regiões Administrativas. “Existe dispersão natural. O Aedes aegypti voa distâncias curtas, mas com o tempo pode expandir território, principalmente com a ajuda involuntária do ser humano [carro, transporte de objetos, etc]”, complementa Morais.

Advertisement

Além da dengue, o Aedes aegypti é responsável por transmitir zika, Chikungunya e febre amarela, chamadas de arboviroses.

Leia Também:  Rejuvenescimento íntimo feminino: do tabu à satisfação

 

Outros métodos

Advertisement

O sucesso da estratégia com os “Wolbitos”, porém, não substituiu as demais iniciativas para combater as arboviroses. Em 2025, por exemplo, as equipes de Vigilância Ambiental da SES-DF visitaram mais de 1,8 milhão de residências.

Mais tecnologias seguem em plena execução, como a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), a instalação de estações disseminadoras de larvicidas e o uso de ovitrampas. Drones também têm sido usados para ajudar o trabalho das equipes de campo, com identificação de locais onde há possíveis larvas.

A vacinação contra a dengue é outra forma eficiente de evitar casos graves da doença e hospitalização. Atualmente, a SES-DF aplica duas doses em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade. Em fevereiro deste ano, profissionais da linha de frente no combate ao mosquito foram incluídos nos públicos-alvos.

Advertisement

“Contudo, todas essas estratégias devem ser aliadas a ações da população. Os olhos atentos das comunidades são, ainda, um dos métodos mais eficazes contra a dengue e outras arboviroses”, reforça Morais.

 

Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br
Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação

Advertisement
COMENTE ABAIXO:

Saúde

Hospital Regional de Ceilândia tem mutirão de implantação de DIU

Published

on

Além da comunidade, servidoras do HRC também receberam o dispositivo

No mês de comemoração do Dia Internacional da Mulher, a  Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza algumas ações em prol da saúde feminina. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC) [https://www.saude.df.gov.br/hospital-regional-de-ceilandia], profissionais do Centro Obstétrico da unidade organizaram uma força-tarefa de implantação do dispositivo intrauterino (DIU) em pacientes e servidoras do hospital.

Esta foi a última ação do projeto iniciado pela equipe de enfermagem do HRC, em que ao todo foram atendidas 227 mulheres desde novembro do ano passado, sendo 145 moradoras de Ceilândia e Sol Nascente. Além da aplicação do DIU de cobre, o projeto teve um componente educacional: até o momento foram habilitadas 16 enfermeiras da Região de Saúde Oeste [https://www.saude.df.gov.br/regiao-oeste] na inserção e retirada do dispositivo.

Advertisement

Também participaram acadêmicas de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB), que realizaram horas complementares no projeto, atuando no acolhimento das mulheres, esclarecimento de dúvidas e organização da agenda dos profissionais. A certificação dos profissionais e acadêmicas é feita pela Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Distrito Federal (Abenfo-DF).

Uma das coordenadoras e a idealizadora do projeto, a enfermeira obstetra do HRC Raquel Diógenes ressalta que o intuito da iniciativa é promover a autonomia feminina sobre a decisão de engravidar ou não. “Essa é uma ação de empoderamento feminino e nosso interesse é que a mulher realmente possa planejar quando e como ela quer ter essa gravidez. O motivo pelo qual iniciamos a ampliação dessas ações foi termos observado que, muitas vezes, há gestações não planejadas e, infelizmente, não desejadas. A conexão entre o bebê e a mãe acontece desde a vida intrauterina e, se a gravidez não foi desejada, isso vai se refletir na vida daquela criança”.

Leia Também:  Pacientes denunciam clínica de estética e apontam deformações em procedimentos

A coordenadora reforça que o acesso aos métodos contraceptivos é um direito reprodutivo fundamental das mulheres. “O DIU é um método extremamente eficaz e tem um papel muito importante nas políticas públicas de saúde. Ampliar o acesso a esse método contribui não apenas para o planejamento familiar, mas também para a redução de gestações não planejadas e, consequentemente, para a redução da mortalidade materna”.

A enfermeira supervisora do Centro Obstétrico do HRC, Suely de Jesus Cotrim, enfatiza que o projeto reafirma o compromisso institucional com a educação permanente, a valorização dos profissionais e a qualificação da assistência em saúde. “A ação reforça nosso compromisso com a promoção da saúde da mulher e com a valorização das profissionais que atuam diariamente no cuidado da população”.

Advertisement

Atendimento a pacientes e servidoras do HRC

Uma das pacientes atendidas no último sábado, a estudante de enfermagem e mãe de duas crianças Nayane Stoffel ressaltou a importância do projeto. “ Minha primeira gestação foi planejada, tudo tranquilo. Já a segunda, não: eu descobri fazendo um exame de rotina. Quando vi o resultado, tinha lá um bebezinho”, relembra.

Leia Também:  Startup vencedora de programa de aceleração da FINEP e do MCTI irá aplicar recurso do prêmio em tecnologia inovadora para a saúde

Outra a ser atendida foi Aline Fernandes, atualmente desempregada e também mãe de duas crianças. Ela elogiou a ação e o trabalho da equipe de enfermagem do HRC. “Quando cheguei aqui, eu não sabia que tinha todo esse aparato de consulta, de acompanhamento. Posteriormente a equipe entra em contato com a gente, agenda retorno para ver se o dispositivo está bem posicionado. Achei tudo muito organizado, passaram as informações sobre medicação, hoje mais cedo fizeram uma palestra explicando o tempo de duração do DIU – que dura 12 anos. Essa ação da secretaria ajuda muito no planejamento familiar e financeiro da pessoa. A gente vê que o SUS funciona”, enfatiza.

Além das pacientes, as próprias profissionais do HRC tiveram acesso ao método contraceptivo. A enfermeira da unidade, Nathália Faris, foi uma das servidoras beneficiadas. A ação evidencia o cuidado da instituição com o servidor. O projeto foi iniciativa de uma colega nossa, e isso valoriza o nosso trabalho, fortalece a nossa identidade dentro da secretaria, melhora o nosso astral, o nosso desempenho”, relata.

Advertisement

Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA