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Cantata de Natal emociona pacientes internados no Hospital Regional de Santa Maria

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Canções natalinas e com mensagens de amor e paz levaram esperança para quem assistiu à apresentação
Jurana Lopes
A tarde desta sexta-feira (13) foi marcada por muita emoção e esperança no hall da internação da Clínica Médica do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Pacientes internados na unidade receberam uma linda apresentação da Cantata de Natal do Coral Unidos, da igreja Assembleia de Deus ADTAG.
Canções natalinas como Noite Feliz fizeram todos os pacientes, acompanhantes e colaboradores se emocionarem profundamente. O grupo ressaltou que o propósito é homenagear Jesus, o verdadeiro símbolo do Natal e levar alegria e felicidade a todos.
O paciente Lindomar Bezerra está internado no HRSM há um mês e meio e ficou extremamente feliz com a apresentação. “Eu gostei muito, edificou a minha alma estar aqui e ouvir tantas canções e louvores”, afirmou. A mãe dele e acompanhante, dona Maria do Afavo Belo, disse que ficou emocionada. “Eu amei, achei tudo muito lindo”.
A acompanhante Eliete Reis, de 58 anos, também gostou da Cantata de Natal. “Eu amei. É muito bom ter esse tipo de ação para os pacientes que estão doentes e para nós, acompanhantes”, avaliou.
Segundo a chefe de Serviço de Enfermagem da Clínica Médica do HRSM, Aline Borges, o momento é muito importante e especial para todos os pacientes. “Muitos deles ficam tempos internados aqui, e a proximidade do Natal traz esperança, alegria, e um sentimento de renovação. Então, isso é muito importante, trazer uma alegria para eles. E os colaboradores também, porque fazemos parte desse dia a dia e eles se sentem privilegiados e homenageados de estarem aqui com esses pacientes”, explicou.
O professor de canto e maestro do Coral Unidos, Lucas Almeida, conta que essa é a primeira vez que eles recebem o convite para se apresentarem em um hospital e isso deixou o grupo muito feliz. “Nós nos unimos justamente para louvar o nome do Senhor e levar alegria com a música, porque a música faz parte da nossa vida, e a gente crê que a música cura através do nome de Jesus. Nós queremos continuar fazendo esse trabalho, sempre foi um desejo no coração de cada um de nós, e para nós é uma realização estarmos aqui hoje”, afirmou.
Após se apresentarem no hall do segundo andar do HRSM, o Coral passou cantando ao longo de todo o corredor para que os pacientes que não puderam se deslocar para assistir à apresentação tivessem um momento especial também.
Fotos: Divulgação/IgesDF
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Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)

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A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.

 

Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

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Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.

 

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No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).

 

No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).

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Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.

 

As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.

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Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.

 

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A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .

 

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.apiboficial.org/apoie/ . As doações podem ser feitas por cartão de crédito ou boleto bancário. Também é possível doar via Pix pelo e-mail apoinmebra @ gmail.com (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – Banco Bradesco).

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Sobre o ATL

 

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Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.

 

No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

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Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”

 

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Sobre a APIB

 

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A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.

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