Entretenimento
Michelle Yeoh ganha na categoria de melhor atriz do Oscar 2023
Foto: Reprodução
Com um sorriso intocável, Michele Yeoh entrou na sala de imprensa exibindo seu Oscar de melhor atriz como um troféu
Michelle Yeoh recebeu o prêmio de melhor atriz no Oscar 2023 na noite deste domingo, 23. A estatueta foi recebida por conta de seu trabalho no longa Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo “Não deixe que ninguém diga para vocês que já passaram da idade!”, comemorou a atriz em seu discurso de agradecimento, citando também a sua mãe de 84 anos, que mora na Malásia.
As indicadas a melhor atriz do Oscar 2023:
– Cate Blanchett (Tár).
– Ana de Armas (Blonde).
– Andrea Riseborough (To Leslie).
– Michelle Williams (Os Fabelmans).
– Michelle Yeoh (Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo).
Representatividade
Com um sorriso intocável, Michele Yeoh entrou na sala de imprensa exibindo seu Oscar de melhor atriz por Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo como um troféu. “Acreditem, esse é um momento histórico. A Academia de Hollywood abraçou pela primeira vez a representatividade”, disse. “Fico feliz por ser a pessoa que quebrou essa barreira e não é apenas pela comunidade asiática, mas principalmente por todos aqueles que são deixados de lado.”
Questionada por uma jornalista se podia dar um conselho para artistas que ainda sofrem com esse problema e que pensam até em desistir, a atriz foi enfática: “quem tem paixão pelo que faz não pode jamais ter medo. Estou nesse ramo do cinema há 40 anos e, apesar de tudo, persisti. Quem desiste, não provoca apenas uma derrota pessoal, mas carrega todos que estão na mesma situação”.
Para Michelle Yeoh, os desejos não podem ser abandonados. “Se você não tem um sonho, nada será possível. Quer um exemplo? Olhe para mim, estou aqui”, disse, mostrando seu Oscar.
A atriz também reforçou a importância de as pessoas voltarem a frequentar as salas de cinema. “É ali que se ri e chora juntos. Não há nada melhor que dividir emoções com os outros. E Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo fez sucesso porque é um filme familiar, que atingiu o coração dos pais aos filhos.”
Estadão Conteúdo
Fonte: Jornal de Brasilia
Entretenimento
Exposição “Uma Mulher é Uma Mulher” ocupa o DF com arte urbana e narrativas femininas
Projeto ganha a cidade a partir de 8 de março e transforma muros e redes em território de escuta, diversidade e afirmação
Depois de quase um ano de escuta, encontros, afetos e criação coletiva, Uma Mulher é Uma Mulher inaugura oficialmente sua exposição em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tendo a cidade como galeria. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzido pela Pitanga e Rovit Filmes, o projeto transformará muros, esquinas e trajetos cotidianos em território de afirmação, diversidade e reflexão sobre o feminino. Quem passar a caminho do trabalho, quem esperar o ônibus, quem atravessar a rua distraído poderá ser impactado por figuras femininas diversas. É uma exposição que não pede silêncio, mas presença. Não exige ingresso, mas disponibilidade para olhar.
A construção do projeto começou em maio de 2025, quando foi lançada uma chamada pública que mobilizou 41 mulheres do Distrito Federal. Após etapas de análise de perfis, escutas individuais e entrevistas aprofundadas, foram escolhidas oito protagonistas que representam diferentes gerações, identidades e experiências de vida.
“Mais do que um processo técnico de produção de fotos, vídeos e murais, a trajetória desses meses foi marcada por encontros. Cada ensaio foi precedido por conversas longas, partilhas de memória, trocas sinceras e construção de confiança entre equipe e participantes. Houve tempo para ouvir, acolher e compreender as camadas de cada história antes de traduzi-las em imagens”, relata Waléria Gregório, idealizadora, diretora criativa e responsável pela fotografia do projeto.
Ao lado de Thaís Holanda, cineasta que assina o audiovisual; e Didi Colado, artista urbana responsável pelos lambe-lambes e grafites espalhados pelo Distrito Federal, ela consolidou com as participantes uma relação de afeto e entrega mútua. E o que se verá nas ruas e nas plataformas digitais não será apenas resultado estético, mas o desdobramento de vínculos construídos com respeito, sensibilidade e profundidade.
As oito protagonistas são:
Amanda Nery, que transformou experiências de violência e maternidade precoce em e construção afetiva e autonomia.
Caju, cabeleireira que fez do salão um espaço de escuta, identidade e emancipação, rompendo padrões estéticos e sociais.
Fernanda Torres, mãe atípica e sobrevivente do câncer, que ressignificou o cuidado e hoje floresce como símbolo de recomeço.
Flor Furacão, mulher trans, artista e mãe, que ocupa espaços historicamente negados e afirma a existência como ato político.
Issa Meguer, atriz e modelo de 69 anos, que enfrenta o etarismo e reafirma que potência feminina não tem prazo de validade.
Joyce, artista que vive com anemia falciforme e construiu na arte um caminho de autonomia e presença.
Malinha, jovem fotógrafa periférica que transforma vivência em linguagem visual e abre caminhos para outras meninas.
Jesus Feitosa, costureira que atravessou gerações sustentando família e futuro com linha, agulha e resistência.
A cidade como galeria
Ao longo do mês de março, serão instalados 16 painéis de lambe-lambe e 2 grafites nas regiões administrativas Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Cada obra conta com um QR Code que direciona para o Instagram e para o site oficial do projeto, com recursos de acessibilidade, ampliando a experiência da rua para o ambiente digital.
A proposta é simples e potente: provocar o encontro. Quem é essa mulher? O que ela está fazendo aqui? O que a história dela revela sobre nós? A cidade vira galeria. O Instagram torna-se extensão da rua. A imagem se transforma em pergunta.
Paralelamente, a exposição virtual apresentará vídeos, ensaios fotográficos e conteúdos criativos sobre a trajetória de cada mulher, publicados semanalmente. A cada semana, uma protagonista ocupará as redes, convidando o público a aprofundar o olhar.
Ao final desse processo, as mulheres participantes deixarão de ser apenas personagens, tornando-se referências simbólicas de um movimento que reafirma que as mulheres são múltiplas, legítimas, plurais e estão em permanente construção.
Compartilhamento de saberes
Como parte do compromisso com formação e democratização do acesso à arte, o projeto oferecerá três oficinas gratuitas voltadas exclusivamente para mulheres, conduzidas pelas próprias artistas do projeto: Waléria Gregório, Didi Colado e Thaís Holanda.
As atividades acontecerão em 28 e 29 de março, com inscrições abertas entre 16 e 21 de março, por meio do site oficial. As oficinas ampliam o diálogo do projeto para além da exposição, fortalecendo a presença feminina nos campos da fotografia, do vídeo e da arte urbana.
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